sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Com variações e intensidade, primeiro São Paulo de Rogério foi bem na Flórida

Rogério Ceni cumprimenta Sidão: primeiro São Paulo foi bem
Golear equipes amadoras norte-americanas não era parâmetro algum. Fazer um enfrentamento parelho e jogando mais que o River Plate, sim. Embora, claro, ainda seja muito cedo para uma análise aprofundada, o primeiro São Paulo de Rogério Ceni foi bem no Torneio da Flórida. Mostrou, dentro do que um começo de temporada permite, a variação tática e a intensidade pretendidas pelo agora treinador, especialmente no primeiro tempo.

Escalado num 4-3-3, o Tricolor tinha a possibilidade de alterar sua formação de acordo com o andamento da partida por conta das características de alguns de seus jogadores. Breno, por exemplo, é zagueiro, mas sabe posicionar-se como volante. Já Rodrigo Caio faz o movimento inverso, o que permite ao time atuar num 3-4-3 quando necessário. Wellington Nem, destaque individual em boa parte da etapa inicial, faz o ponta clássico pela direita. Pela esquerda, Luiz Araújo também recompõe o setor de meio, permitindo ao time jogar num 4-4-2 em duas linhas quando se defende.

A mecânica é complexa e demandará tempo até ser entendida e bem aplicada pelos jogadores, mas já funcionou até acima do esperado na primeira partida do ano. O resultado num torneio amistoso é o que menos importa, claro, embora a vitória nos pênaltis, após o 0 a 0 do jogo de campo, tenha refletido de fato quem foi melhor. Só no primeiro tempo, com os potenciais titulares, o São Paulo criou oito chances claras, encurralando o time argentino em diversos momentos da noite. Chegou até a perder pênalti, desperdiçado pelo peruano Cueva.

No segundo tempo, com mudanças de nomes em quase todas as posições, a equipe sofreu mais para chegar ao gol do River. O jogo se arrastou, sem a mesma intensidade. Chama a atenção o baixo volume criado pelos argentinos, que passaram a noite muito mais se defendendo que buscando o gol. Vale lembrar novamente: é muito cedo para qualquer veredito, mas a equipe de Gallardo precisará evoluir até o começo da Libertadores.

Foto: São Paulo/Divulgação.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Felipe Melo chega com tudo, mas precisa melhorar desempenho recente para funcionar no Palmeiras

Volante é a mais repercutida contratação do Brasil em 2017
Felipe Melo chega ao Palmeiras cheio de marra, como era esperado. Como antes da Copa do Mundo de 2010, chegou a São Paulo falando "em números". Na verdade, citou um só: foi expulso poucas vezes nos últimos anos, defendendo-se das acusações de ser violento. De fato, foi para o chuveiro mais cedo apenas seis vezes nos clubes em que passou pelo futebol europeu, além do famoso e comprometedor cartão vermelho tomado diante da Holanda, no momento crucial da Copa de 2010.

Mas é fácil se dizer o rei dos números citando os positivos. Felipe Melo não citou em sua coletiva de apresentação que deu apenas duas assistências desde 2010 no futebol europeu, que tem feito bem menos desarmes que em temporadas recentes e que tem jogado muito menos nos últimos dois anos - tanto em qualidade quanto em quantidade. Basta dar uma olhada nos gráficos. Sua nota média pelo site WhoScored, baseada somente nos números de suas atuações, baixou mais de um ponto de 2014/15, no Galatasaray, para esta metade de temporada que esteve fazendo até dezembro pela Internazionale.

Ainda assim, o que sai nos jornais são suas declarações polêmicas. Ao dizer que tem muita qualidade técnica, que é o "verdadeiro pitbull", que sua seleção é o Palmeiras e que vai dar tapa em uruguaio na Libertadores se precisar, o volante conseguiu ganhar a simpatia dos torcedores palmeirenses e se impor diante dos jornalistas com um discurso agressivo e cheio de personalidade. Um discurso que, desta vez, esqueceu o essencial: por que ele não tem conseguido repetir o bom desempenho de outros tempos, e por que seus números, outrora tão citados, têm piorado?

Mas, para ser justo com Felipe Melo, não se pode incorrer no erro que ele próprio caiu em 2010, quando dizia que seus números eram incontestáveis e era por causa deles que ele merecia ser titular da seleção na Copa do Mundo. Apenas olhar para o desempenho frio é insuficiente na hora de analisar uma contratação. Aos 33 anos, experimentado por mais de uma década no futebol europeu, ele tem sim tudo para ser um bom reforço para o Palmeiras: encaixa na ideia da diretoria de agregar experiência a um elenco jovem, tem personalidade e fome para encarar a dureza que é a Libertadores e, o principal, pode fechar muito bem na ideia de time que Eduardo Baptista deve manter desde a Era Cuca.

Em 2016, o Palmeiras prescindiu da figura do articulador para ser campeão brasileiro. Embora Cleiton Xavier tenha jogado por vezes ali, a função foi várias vezes desempenhada com o recuo de Dudu e, quase sempre, tinha o apoio dos volantes Tchê Tchê e Moisés, além dos laterais. Felipe Melo deve ser um primeiro homem de meia-cancha neste time, protegendo a defesa, mas tem qualidade na enfiada de bola e no apoio ao ataque, por ter sido um bom camisa 10 no começo de carreira. Com a personalidade que tem, pode se adonar da meia-cancha palmeirense e agregar a ela o peso que faltou, por exemplo, na fraca Libertadores que o clube paulista fez no ano passado.

Basta jogar o que sabe para, nas coletivas, falar mais de seus números e menos de suas bravatas, como fazia antigamente.

Foto: Palmeiras/Divulgação.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Nada como um dia após o outro: o Sevilla ganhou do Real Madrid com gol contra de Sergio Ramos

Vitória aproximou o Sevilla do Real Madrid na liga espanhola
Sabia-se de antemão que o momento mais complicado do Real Madrid em sua incrível série invicta dentro da Espanha seriam os dois jogos contra o Sevilla em um intervalo de quatro dias. O time de Zinedine Zidane conseguiu arrancar um empate no finzinho no meio de semana, pela Copa do Rei, e superou o recorde nacional, chegando a 40 partidas sem perder em jogos oficiais nacionais. Mas não passou pelo teste de ontem, e perdeu a chance de superar a Juventus, que ficou 43 partidas sem perder, maior número dentre as quatro principais ligas europeias.

Assim como na quarta-feira, o personagem da vez foi o polêmico zagueiro Sergio Ramos. Criado no Sevilla, converteu pênalti de cavadinha no jogo de meio de semana e provocou a ira da torcida no Estadio Ramón Sánchez Pizjuán. Antes do confronto de ontem, o beque se declarou um torcedor sevilhano, garantindo que aquela era sua casa. A fala veio antes de mais uma atuação histórica do jogador no duelo, mas desta vez pelo lado contrário.

Depois de sair na frente, o Real Madrid cedeu o empate justamente em um gol contra de Ramos, reconhecido por sua efetividade nas bolas aéreas ofensivas. O jogo ganhou outra feição: comandado pelo montenegrino Jovetic, o Sevilla partiu com tudo para cima, foi eficiente para evitar tomar um contragolpe fatal e chegou à virada nos descontos. Devolveu exatamente na mesma moeda a frustração do meio de semana.

A sequência de jogos entre Sevilla e Real Madrid em 2016 lembra de certa forma os três Barcelona x Valencia de 1999, quando o argentino Claudio López fez seis gols nos catalães em um intervalo de apenas uma semana. Desta vez, claro, não houve superioridade tão grande de nenhum dos lados, mas Sergio Ramos foi o personagem de um período de dez dias que certamente marcará a temporada espanhola. A vitória aproxima o Sevilla da liderança: agora, a distância para o Real Madrid é de apenas um pontinho. Ainda que os madrilenhos tenham uma partida a mais por fazer, não deixa de ser uma reabertura da briga pelo campeonato.

Detalhe: estes dois clubes se enfrentarão novamente na penúltima rodada da liga espanhola. Estando aberta a disputa até lá, teremos mais uma história bem rica para contar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Ainda sem convencer, Milan vira sobre o Torino e segue vivo na Copa Itália

Bonaventura comemora o gol da virada: Milan segue adiante
A boa campanha do Milan no Campeonato Italiano encontra respaldo apenas nos resultados. Em termos de desempenho, o time de Vincenzo Montella segue com exibições tão pobres quanto em temporadas recentes, de resultados bem inferiores. Na Copa Itália, a história não tem sido diferente. Diante do bom time do Torino, a equipe rubro-negra teve altos e baixos dentro da partida de ontem, irritou seus torcedores em boa parte da noite, mas saiu com uma dramática classificação após vitória de virada por 2 a 1.

A vaga para as quartas de final foi conquistada com a marca da dupla de pontas Susa e Bonaventura. Diante de mais uma atuação pobre do centroavante Lapadula e de uma partida apenas razoável dos três meias, foram eles que comandaram a virada no segundo tempo. Susa construiu toda a jogada do primeiro gol, passando por dois adversários na base da individualidade, único modo de furar o forte bloqueio do Torino. Ele arrematou, Hart rebateu e Bonaventura serviu Kucko, que empatou. Três minutos depois, aos 18 da etapa final, foi Bonaventura quem completou de sem pulo um belo lançamento de Suso.

A reação ocorreu em apenas três minutos, e acabou premiando uma melhora considerável do Milan no segundo tempo. Mesmo sem tanta imaginação, o time da casa pressionou o Torino no abafa e fez seus gols na base da insistência. Nada de brilhante, mas bem mais do que o apresentado em toda a etapa inicial, quando a equipe visitante dominou as ações. Em mais uma ótima jornada, Ljajic e Belotti levavam vantagem sobre os marcadores e criavam perigo sempre com muita velocidade, em um time que se defendia com segurança e contragolpeava com objetividade. Postura abandonada no segundo tempo em nome do resguardo da vantagem de 1 a 0, o que acabou sendo fatal.

Como na Copa Itália as definições são em jogo único, e como estaremos diante de um clássico, não dá para dizer que o Milan não possa eliminar a Juventus nas quartas de final, mesmo fora de casa. Na decisão do ano passado, o time de Turim levou a melhor nos pênaltis; na Supercopa, poucos dias atrás, foi a vez dos milanistas ganharem, com o brilho do goleiro Donnarumma, também nos penais. No entanto, é impossível não notar que a Juve, neste momento, tem muito mais time. Favoritíssima a conquistar o inédito hexacampeonato nacional, a Vecchia Signora não tem nada a temer para o confronto de daqui duas semanas.

Foto: Milan/Divulgação.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Com a saída de Alex, somente Ceará é peça remanescente de 2006 no Inter

Melhor momento de Alex no Inter foi em 2008, na Copa Sul-Americana
Sem mágoas, sem falta de respeito, mas com total profissionalismo e gratidão: eis o tom da saída de Alex do Internacional. Se gestões anteriores muitas vezes conduziram mal a saída de alguns ídolos colorados, agora o processo foi bem mais saudável. Alex tem uma enorme lista de serviços prestados, foi brilhante em várias das maiores conquistas dos últimos dez anos e merecia deixar o clube assim. Profissional como poucos, entendeu a situação e aceitou o distrato com naturalidade, embora também com tristeza por deixar sua casa mais querida. Consciente, ele sabe que já não conseguia há tempos render o mesmo que em outras temporadas.

E o clube também. Marcelo Medeiros começa bem sua gestão ao tratar Alex com o devido respeito, mas ele precisa pensar em 2017, um ano que promete uma série de dificuldades. O mau rendimento em 2015 e 2016 já não comportava o histórico meia no elenco principal do Inter. Depois de uma boa temporada em 2014, Alex foi um reserva discreto no ano seguinte. No ano da queda, alternou titularidade e reserva em um time fraco, o que já diz muito sobre o seu desempenho. Nem na hora de salvar o time do rebaixamento, apelando para o seu histórico, conseguiu corresponder. A saída vem no momento adequado, talvez até tenha vindo tarde.

O Internacional, de fato, precisa mudar de figura esse ano. Se peças como Vitinho e William deixarão o Beira-Rio de maneira alheia à vontade da diretoria, outros nomes, como o próprio Alex, além de jogadores desgastados como Anderson, não podem mesmo ficar para 2017. O retorno de D'Alessandro aos 36 anos já estoura, e muito, a cota de volta ao passado de um clube que precisa olhar para a frente o quanto antes, pois há seis anos não consegue mais fazer isso.

Medeiros esteve envolvido na vinda de Alex, em 2013, já dirigiu o futebol colorado na gestão de Luigi, e sabe que esse processo é necessário. Tanto que está bem próximo de algo que já deveria ter sido implantado há mais tempo: formar um elenco no Beira-Rio sem nenhum nome das conquistas de 2006. Com Alex deixando o clube, apenas o lateral Ceará é daquele tempo. De 2007 para cá, sempre ao menos dois jogadores do grupo colorado haviam feito parte daquela equipe histórica, muitos deles com rendimento aquém do esperado.

D'Alessandro não fez parte dos títulos de 2006, e não pode ser incluído nesta conta, embora sua volta tenha muito de "retorno ao passado vitorioso". É natural que assim seja com quem ganhou muito em tempos recentes. Porém, ainda assim, o retorno ao passado do Inter foi exagerado nestes últimos anos: para ficar apenas no exemplo do maior rival, o primeiro elenco do Grêmio sem nenhuma peça campeã mundial de 1983 foi o do Brasileiro de 1990; do time de 1995/96, as últimas peças a sair do Olímpico haviam sido Roger e Danrlei, no fim de 2003. Em ambos os casos, os ciclos se encerraram em sete anos. O Inter já vai para o 11º com Ceará, o último dos remanescentes do maior ano da história colorada.

Foto: Internacional/Divulgação.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Típica aposta de Renato, polivalência de Léo Moura poderá ser útil ao Grêmio

Léo Moura marcou pelo Santa contra o Inter no Beira-Rio em 2016
A reação natural do torcedor do Grêmio à contratação de Léo Moura é de desconfiança. Não sem razão: aos 38 anos, o lateral direito que fez história no passado pelo Flamengo está, de fato, no passado. Este é o primeiro ponto que se deve levar em conta na hora de avaliar a contratação: não esperar que o jogador que chegou ontem à Arena seja o mesmo que foi titular em alto nível no clube carioca entre 2005 e 2015. Deixando essa projeção de lado, há chances razoáveis de ele ser útil ao grupo.

Léo Moura é a típica aposta de Renato Portaluppi. Não estranha que seja uma indicação pessoal do técnico gremista, afeito a jogadores experientes, com quem trabalhou e de passagens longas pelo Rio de Janeiro. Mas Léo Moura em 2017 não será o mesmo que Carlos Alberto em 2011, tampouco é o Zé Roberto que seguirá jogando aos 43 anos de idade no Palmeiras campeão brasileiro. Pode ser, quem sabe, um meio termo entre os dois.

Não tem, nem nunca teve, o brilhantismo técnico de Zé. Mas seu cuidado físico, sim: no Brasileirão, fez 33 das 38 partidas disputadas pelo Santa Cruz (32 delas como titular), um número expressivo e provavelmente superior ao que apresentará no Grêmio deste ano. Porque ele não vem para ser titular: vem, inicialmente, e mantendo-se a formação campeã da Copa do Brasil, para jogar na ausência de Edílson ou de Ramiro, dois jogadores que atuam pela direita, não têm reposição à altura e frequentemente estão suspensos, por levarem cartões amarelos demais. Seja na lateral, seja no meio-campo.

A polivalência, além da experiência, é portanto, a principal característica positiva do novo contratado. De acordo com o excelente site WhoScored, que analisa estatísticas de forma completa e avalia a partir delas o nível de atuação dos jogadores de uma maneira bastante confiável e precisa, Léo Moura foi bem melhor na meia que na lateral direita em 2016. Basta olhar a nota média dele em cada posição, conforme mostra a imagem ao lado. Pensá-lo como lateral, como alguém que viria para brigar por posição com Edílson, é, portanto, um erro. Trata-se de uma peça a mais num grupo que precisa ser grande para disputar os talvez mais de 80 jogos que a temporada exigirá.

Nomes como o jovem Raul serão preteridos de chances com o novo reforço? Para 2017, sim. Mas vale lembrar: em 2016, era Wallace Oliveira o reserva de Edílson jogador de nível inferior e seguramente mais caro - sem falar em Pará e Matías Rodríguez, num passado não tão distante assim. Léo Moura não é jovem como Raul, não é o craque que já foi Zé Roberto, mas repõe em nível bastante aceitável as ausências de titulares que, no ano passado, faziam muita falta ao time quando dele saíam. É por este viés que ele pode ser útil. Olhando apenas para a expectativa de que ele seja de novo o lateral da década passada, realmente, fica difícil acreditar em algo positivo.

Foto: Divulgação.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cristiano Ronaldo foi o melhor porque foi o mais decisivo jogador de 2016

Ronaldo comandou Portugal na conquista da Eurocopa 2016
2016 pode não ter sido o melhor ano da carreira de Cristiano Ronaldo se olharmos os números. Houve anos em que ele marcou mais gols, por exemplo, ou deu mais assistências. Suas médias seguem espetaculares, mas as de Messi o superam fácil, por exemplo. Então por que foi ele o escolhido como melhor do mundo, e não o argentino? E por que a escolha foi justa?

Porque em outros anos nos quais Cristiano superou Messi nos números ninguém contestou o título dado ao argentino. A razão é simples: Ronaldo foi mais decisivo em 2016. Para começar, ganhou quase tudo o que podia. E o que, teoricamente, nem podia: ninguém imaginava que Portugal seria campeão da Eurocopa. E ele, claro, foi o principal personagem da conquista: marcou gols decisivos contra Hungria e País de Gales. Na final, contra a França, se lesionou cedo, mas foi o líder espiritual do time da beira do campo. Cenas emocionantes, que entraram para a história do esporte lusitano.

No Real Madrid, Ronaldo ganhou a Europa e o mundo pela segunda vez em três anos. Na final continental, contra o Atlético de Madrid, não se destacou tanto quanto na de Yokohama, quando fez três na vitória por 4 a 2 sobre o Kashima Antlers. Mas foi dele o gol de pênalti que definiu o torneio na disputa da marca da cal. E mais que isso: na classificação mais difícil da campanha madrilenha, Ronaldo fez os três gols do Real Madrid na vitória por 3 a 0 sobre o Wolfsburg, que havia feito 2 a 0 no jogo de ida.

Cristiano Ronaldo antes era criticado por "só fazer gol que não vale nada", por mais que o número de gols que fizesse fosse surreal. Crítica injusta, tanto a que tem se aplicado a Messi agora: é verdade que o argentino errou o pênalti na final da Copa América Centenário, mas as atuações de luxo ao longo de todo o torneio não podem ser esquecidas. Messi jogou mais que Ronaldo em 2016: teve desempenho em geral superior ao português tanto no clube quanto na seleção. Mas não é só isso que conta na hora de eleger quem foi melhor,

Agora, ocorreu o cenário contrário ao descrito no parágrafo acima: mesmo sem médias superiores a Messi, Cristiano Ronaldo fez a diferença quando mais seus times precisaram. Ele é o melhor do mundo pela quarta vez com justiça, porque foi mais importante, foi mais decisivo que seu rival de disputa - e que Griezmann, outro monstro de 2016, fantástico no Atlético de Madrid e na seleção francesa. Seus feitos foram espetaculares, extraordinários, e seus números, embora inferiores a temporadas recentes, seguem monstruosos. É impossível dar o prêmio a qualquer outro jogador.

Melhor técnico
Mais merecido que o prêmio dado a Cristiano Ronaldo, só o de melhor técnico a Claudio Ranieri. A façanha de levar o modesto Leicester ao incontestável título inglês rendeu ao treinador italiano a vitória sobre Fernando Santos, campeão europeu com a seleção de Portugal, e Zinedine Zidane, que ganhou tudo no Real Madrid em seu primeiro trabalho como profissional na casamata. A fantástica volta por cima de um profissional já dado como acabado por muitos.

Enfim, a estreia da Dupla no Gauchão
Pela terceira vez, e agora ao que parece definitiva, está marcada a data de estreia da Dupla Gre-Nal no Gauchão. O Internacional visitará o Veranópolis no dia 29 de janeiro, um domingo. Já o Grêmio receberá o Ypiranga no dia 2 de fevereiro, feriado de Nossa Senhora dos Navegantes, em Porto Alegre, uma quinta-feira. As datas anteriores colidiam ou com amistosos, ou com partidas da Primeira Liga.

Reforços
O centroavante uruguaio Gabriel Fernández, 22 anos, do Racing de Montevidéu, é aguardado hoje em Porto Alegre para assinar com o Grêmio. No Corinthians, a novidade é o acerto com o volante Gabriel, ex-Botafogo e Palmeiras. Quanto aos veteranos, a Ponte Preta segue tentando Luís Fabiano, enquanto o Nacional do Uruguai quer investidores para bancar Ronaldinho.

Mim acher
As férias foram bem aproveitadas por alguns jogadores. Alguns até demais: a forma física com que se apresentaram Conca, no Flamengo, e Thalles, no Vasco, surpreendeu pelo lado negativo. Barriguinha de "danone" acima do esperado.

Foto: Divulgação.

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