sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Tem coisas...

Loco Abreu errar pênalti em decisão é daquelas coisas que os torcedores alvinegros falam que só acontecem com o Botafogo. Em um jogo bem diferente do de quarta-feira, onde Vasco e Flamengo fizeram um duelo empolgante pela semifinal da Taça Guanabara, Botafogo x Fluminense foi uma partida arrastada, truncada, estudada. No final deu Flu, com duas defesas de Diego Cavalieri, a segunda no último pênalti da série, batido justamente pelo centroavante uruguaio.

Não vi o jogo todo, apenas dos 15 do segundo tempo em diante, mas quem o viu inteiro garante que foi o pedaço que realmente valeu à pena. O Botafogo não é um mau time: foi melhor que o Fluminense na primeira fase e atuou melhor que o rival no pedaço que pude acompanhar do Clássico Vovô. Mais organizado (Oswaldo de Oliveira faz um bom trabalho neste começo de ano), especulou em contra-golpes até conseguir seu gol, em arrancada de Herrera e conclusão de Elkeson. Eram 28 do segundo tempo, jogo se encaminhando para o final.

Porém, a equipe se desconcentrou, errou uma linha de impedimento, e Leandro Euzébio empatou, seis minutos depois. Na decisão por pênaltis, Cavalieri foi mais feliz que Jefferson. O Fluminense, que quase não se classificou para as semifinais, chega à decisão da Taça Guanabara. Abel Braga já joga o favoritismo para o lado do Vasco. Claro, é uma estratégia batida e repetida, mas é a mais pura verdade. O Vasco, hoje, é o melhor time do Rio de Janeiro.

Mas também é verdade, e aí Abel a esconde convenientemente, que o Fluminense é a equipe com melhores condições para vencer os vascaínos. Afinal, em termos de qualidade técnica, não há elenco melhor na Cidade Maravilhosa atualmente. Nem mesmo o do Vasco.

Em tempo:
- Grêmio só joga a final da Taça Piratini no Olímpico se bater o Caxias e o Juventude tirar o Novo Hamburgo nos pênaltis. Caso contrário, jogará fora de casa se for à decisão. Nunca uma equipe venceu um turno do estadual jogando todos os mata-matas fora de casa. Caxias (2009), Pelotas (2010) e Grêmio (2011) chegaram a se classificar para a final, mas perderam o confronto decisivo, todos para o Internacional.


4 Comentários:

Marcelo disse...

Eu fui no jogo!

Realmente, só depois dos 15 do segundo que realmente ACONTECEU algo. Os dois times são uma merda, mas o Botafogo consegue ser pior, não tem elenco algum. O torcedor botafoguense é um sofredor nato.

Elkeson não jogou nada, apesar do gol. Loco Abreu, menos ainda. O time até se defende bem, mas é péssimo nos contra ataques, muito lento.

Vicente Fonseca disse...

Sensacional, Marcelo!

Tenho algumas perguntas:

1) Ficaste em qual torcida?

2) Que tal o Engenhão?

3) Como tava o clima, muita rivalidade, ou mais ameno?

Abraço.

mardruck disse...

1) Botafogo. Fui na que tinha mais chance de perder pra ver o sofrimento. Também queria poder torcer pelo Loco em paz.

2) Baita estádio. Fácil de chegar de trem, acessos rápidos, escoamento tranquilo, confortável, onde fiquei era bem perto do campo. E os vendedores de refrigerante têm cerveja escondida, o que é ainda mais sensacional.

3) Havia rivalidade, mas me espantei que na chegada e na saída as torcidas se misturam e não dá merda NENHUMA. No trem também, voltaram todos juntos, e se sacaneando, e todo mundo na boa. Algo impensável no RS ou em SP. Mas me falaram que isso só ocorre se o Flamengo não está envolvido, com eles dá merda.

Vicente Fonseca disse...

E os vendedores de refrigerante têm cerveja escondida, o que é ainda mais sensacional.

HAHAHAHA.

No primeiro Gre-Nal que fui, em 1999, também vi colorados entrando ao meu lado no pátio Olímpico e não dava confusão. O troço piorou muito de 10 anos para cá.

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