Por que tanto medo?

Antes de mais nada, duas considerações. A primeira é de que não consegui assistir aos primeiros 40 minutos do Gre-Nal e, portanto, não darei notas nem farei análise mais minuciosa do clássico. A segunda é que venceu aquele time pelo qual eu já esperava. O Internacional dá neste momento muito mais importância ao Gauchão que o Grêmio, está com um calendário mais confortável, com jogadores mais descansados, jogava em casa e tem se dado melhor nos últimos confrontos com o tricolor. O que me surpreende, mas não deveria mais me surpreender, é a forma como o Grêmio perdeu este jogo e esta chance de chegar à final antecipada do Gauchão. Quando soube, ainda na Freeway, que jogaria Diogo em vez de Jonas, a vontade que tive, como gremista, era nem ouvir ou saber do resultado do Gre-Nal. Mais uma vez, Celso Roth deixa o medo vencer a esperança. Depois de consolidar o esquema com dois atacantes, seja com dois ou três zagueiros, depois de amassar a Universidad de Chile e, pior, elogiar demais (com toda a justiça) a atuação do time na estreia da Libertadores, o treinador gremista muda tudo na hora do jogo decisivo. A pergunta que faço é: por quê? Não há explicação para adotar postura tão covarde. Por que deixar Alex Mineiro isolado na frente? Por que deixar o time todo atrás da linha da bola? Por que dar a bola para o Inter, que sabidamente tem bons jogadores para criar jogadas? Poderia-se dizer que, no primeiro tempo, o time não levou gols. Mas a que custo isso foi conseguido? Sem conseguir uma chance real de gol. Sem atacar uma equipe que se equivale tecnicamente e não está em um momento superior coletivamente. Sem ter a mínima chance de levar o título do Carvalhão de uma forma diferente que a decisão por pênaltis. Nem o Novo Hamburgo teve postura tão covarde no Beira-Rio. Como me disse o Lourenço assim que cheguei em casa, Celso Roth estava apenas esperando levar o gol para colocar o Jonas. E foi assim mesmo. E mesmo que treinadores não joguem, o gol de Índio é culpa muito mais de Roth que de Ruy, que deu condições ao zagueiro colorado de abrir o placar. Fazer linha de impedimento é algo tão atrasado que talvez só o Grêmio ainda faça. Só se justifica se tu não tiveres bons zagueiros por cima, coisa que o tricolor tem. No 4 a 1 de 2008 o time já levou gol assim. Além de acertar milimetricamente a saída, é preciso ainda confiar no bandeirinha. Acho mais fácil subir mais que o atacante e tirar de cabeça, nem que seja o Jardel que estiver contra. Aí Roth pôs Jonas e Fábio Santos, colocou o time num 4-4-2. Não foi pelo esquema em si que o Grêmio empatou, mas sim porque Alex Mineiro finalmente teve companhia para tabelar. Na primeira tabela, golaço dele, passe de Jonas. Antes disso, porém, os dois times reviveram o segundo tempo do 4 a 1, com o Internacional trocando bolas em alta velocidade e envolvendo completamente o perdido time da Azenha. Depois do empate a situação se inverteu, com o Grêmio inclusive estando perto da virada. Aí volta o medo. Mudança de esquema, o TERCEIRO sistema utilizado nos 90 minutos, o 3-5-2, com Héverton no lugar de Jadílson. O problema não foi o esquema, porém. Foi a mudança de atitude do time, que novamente deu campo a um Inter então nervoso e pálido, mas que, vendo o receio do adversário, tomou a coragem de ir para cima. Eram 30 minutos e todos do Grêmio estavam atrás da linha da bola de novo, como se o 1 a 1 fosse favorável ao time. Tal postura só se justificaria se o time estivesse em vantagem no placar, ou tivesse alguém expulso, ou fosse menor, do Interior. Veio nova falta ao lado da área, gol de Magrão de cabeça, desta vez sem linha de impedimento. O Grêmio não acha o Inter na bola aérea há seis Gre-Nais. Está na hora de uma atitude ser tomada pela direção gremista, que não deveria permitir que Celso Roth inventasse mudanças táticas de última hora antes de jogos decisivos. Futebol é repetição. Todos sabem de cor a escalação dos times campeões, mesmo os mais recentes. Mudar jogadores eventualmente, dentro de um esquema já consolidado é uma coisa; alterar formação tática antes de grandes jogos, mudando-a duas vezes a seguir dentro de uma partida é outra, bem diferente. Roth talvez ache um luxo ter usado três esquemas dentro de um jogo, talvez ache que o plantel é dinâmico. Para mim, isso chama-se bagunça e confusão. Sorte a dele que não darei notas porque não vi o primeiro tempo. E sorte de todos os gremistas que é Gauchão, e não Libertadores. Internacional O time perdeu qualidade sem D'Alessandro e ainda ressente-se da falta de Alex. Mas jogou como time grande, mereceu a vitória e, de fato, venceu. Sandro fez ao menos um segundo tempo descomunal, marcando Souza muito de cima. Só perdeu poucas jogadas naquele bom momento do Grêmio, após o gol. Guiñazu me pareceu o melhor jogador em campo nos 50 minutos que vi, voltando a desempenhar ótimo futebol por causa da segurança que Sandro oferece às suas costas. O diferencial do Inter tem sido a qualidade individual dos homens de frente. No que vi, Nilmar foi bem vigiado, mas um descuido adversário é o suficiente para um gol ou lance de perigo. Taison também não fez grande jogo, mas cavou a falta do gol do título. Catimba muito, é provocador, parece jogar Gre-Nal há anos. É jogador talhado para clássicos. Dos jogos que vi em 2009, foi o melhor do Inter e o pior do Grêmio. E mesmo assim o colorado penou para vencer. Falta qualidade coletiva ao colorado ainda, coisa que o tricolor já tem e não conseguiu aproveitar como deveria ainda. Claro que o time pode crescer, e a entrada de Sandro com sucesso na cabeça de área é o primeiro passo.

Comentários

Saulo disse…
E o Inter ganhou de novo do Grêmio heim. O Inter tem um elenco melhor.
Anônimo disse…
Créééééééééu!!! Créééééeééééééééu!!!
Mas nem f***ndo que a gente ia entregar a Taça FC pra vocês! O gremio escapou de uma goleada hoje! Dá-lhe COLORADO!!!
Anônimo disse…
Vicente, a cabeçorra do Ruy sempre deixa os atacantes adversários em condição legal!
Vicente Fonseca disse…
hjdfhjdfs

Discordo de ti, Saulo. Essa de que o Grêmio não tem elenco só serve para justificar as derrotas e livrar Roth quando ele tem culpa.
Anônimo disse…
Ele não disse isso. Ele disse que o Inter tem elenco melhor. No que eu concordo.
Vicente Fonseca disse…
Ok, Felipe tem razão. Respeito as opiniões de vocês, apesar de seguir discordando.
Eu fiquei receoso com essa mudança de escalação também, mas imaginei que a ideia dele fosse soltar mais os alas pra avançarem em cima dos laterais do Inter, justamente o setor mais efetivo do Grêmio e o mais problemático do Inter, fechando o meio-campo e atacando pelos lados. Mais ou menos o que aconteceu em Erechim.

Só que, não só o time foi a campo no 3-6-1, como ficou TODO recuado, sem jogadas pelos lados e sem conseguir avançar pelo meio, entregando a proposta de jogo pro Inter! Uma postura totalmente covarde e pequena! Em nenhum momento do ano jogamos assim, e eu duvido que ele tenha treinado isso com afinco em dois dias! E essa ideia de jogo inédita foi a campo num gre-nal decisivo!

Mais uma vez gol em linha burra, mais uma vez gol de bola parada, mais uma vez o Réver se isenta de marcar um homem alto dentro da área (ele estava atrás do Magrão, deixando a frente pro Adílson)... Porra, será possível que o Roth não aprendeu NADA disso nos outros cinco gre-nais???

Cansei, tchê! Esse ano ele tava indo direitinho! E na primeira decisão, caga tudo! Tem que sempre cumprir seu currículo à risca! Tudo por R$ 220 mil saindo do bolso do sócio!!!!!

A direção tem que cobrar resultado desse cara! Ou vamos ter que arriscar a Libertadores pra tomarem uma providência cabível???

(me estendi, desculpem, mas é foda de aguentar um treinador IMBERcil; sim, VdP).
E o Inter claramente tem elenco melhor, mas isso não ganha jogo.

Em 2007 o nosso elenco era pior que esse e nós ganhamos os dois gre-nais daquele ano.

VdP: TANOMATE!
MORRI!

Tá, parei!
Vicente Fonseca disse…
Os dois elencos se equivalem. Em algumas posições, o Inter leva vantagem, em outras o Grêmio é melhor. Até ainda não formei opinião definitiva sobre qual dos dois é melhor, pois isso é algo que se vê com o tempo. Mas, se há diferença, não é tão grande e visível assim.
Felipe disse…
Acho que o gremio leva vantagem, pequena, no goleiro e, maior, nas laterais. De resto, o Inter é bastante superior. Além disso, o Inter tem mais alternativas e peças de reposição.
Vicente Fonseca disse…
Na zaga se equivalem também, tanto na qualidade dos titulares como nas peças de reposição. Nas meias, sem Alex, a vantagem do Inter diminui, mas vejo uma melhor qualidade colorada, já que o Grêmio não tem bons reservas para Souza e Tcheco. Douglas Costa, se estourar, reequilibra as forças.

O Inter tem melhores volantes, aí leva vantagem clara, ainda mais com a lesão de Willian Magrão. Porém, no ataque, o Grêmio tem mais alternativas, ainda que os titulares do Inter sejam mesmo melhores.

Portanto, vejo equilíbrio.
Anônimo disse…
Chocolataço no primeiro tempo. Com esse cagão no banco de reservas não vamos ganhar nada. É isso.
Anônimo disse…
Hoje, até o mais tolerante quer a cabeça do Roth. Mais uma vez, escala o 3-6-1 (nunca vi time sério jogar com esse esquema regularmente), assim como no outro grenal, sacrificando Jonas e botando Diogo que, para não ser injusto, ainda não mostrou nenhuma virtude. Daí ele volta ao 3-5-2, aquele que deu certo em 2008, aquele que ele fez questão de elogiar contra o Universidad. Hoje, sem nenhuma explicação, volta ao 3-6-1, e o Grêmio jogou o primeiro tempo como se fosse o Novo Hamburgo. Botou o segundo atacante, como no outro grenal; saiu o nosso gol, como no outro grenal. Ao invés de aproveitar o momento, o Grêmio novamente parou. O Inter mereceu a vitória; mas mesmo não jogando nada, ao contrário do outro grenal, a gente sai com a sensação de que o Grêmio tem muito mais potencial do que isso. Não precisa ser ofensivista para saber que o Grêmio jogou com esquema e postura de time pequeno.
Vicente Fonseca disse…
O Inter mereceu a vitória; mas mesmo não jogando nada, ao contrário do outro grenal, a gente sai com a sensação de que o Grêmio tem muito mais potencial do que isso.

Exato. Basta ver como o Grêmio nos 15 minutos em que se lembrou que era um time grande hoje.

O problema de perder Gre-Nais em começo de ano é achar que tudo está errado. Felizmente, ninguém ainda disse isso. O problema está bem localizado: as invencionices de Roth na hora H, mais uma vez. Ainda há tempo de corrigir isso, não precisa ser com demissão. Abel Braga em 2006 é o maior exemplo disso. Basta uma direção de mão firme, que discuta com o treinador sobre seus erros. Se ficar tudo nas mãos dele, sempre haverá este tipo de problema;
Vicente Fonseca disse…
"...como o Grêmio se COMPORTOU nos 15 minutos..."
Lique disse…
nunca vi um técnico fazer tanta cagada num jogo só. TUDO culpa dele nesse jogo. no intervalo, os repórteres indo atrás dos jogadores pra eles desabafarem sobre o esquema. e quanto passe errado, meu deus. muito ruim.

(EU FALEI que o celso roth é um merda no mata-mata, hein? ele só caga em jogo decisivo, aí fica foda de ser feliz)
Vicente Fonseca disse…
Sim, Lique, muito passe errado. Acho que o Roth tem a maior parte da culpa hoje, mas o time não foi bem também tecnicamente.
Marcelo disse…
Hoje eu perdi o resto de paciência que ainda tinha com o Roth.

Não tem explicação pro que ele fez hoje. Quando acertou, se arrependeu, voltou atras e entregou o jogo.

E o Grêmio só escapou no primeiro tempo por três milagres do Victor.
Anônimo disse…
Comentário do Marcelo = verdade absoluta

Eu já disse isso no Carta na Mesa: Roth é bom treinador, mas não é confiável. Em síntese: treina bem (literalmente falando, dá bons treinos, sabe ensinar fundamentos, dilapida jovens), sabe montar um time, etc. Mas tem escolhas injustificadas, acessos de irrazoabilidade. Inventa coisas sem sentido quando tudo parecia estar se encaminhando. Embora hoje não tenhamos perdido um título propriamente dito, dá para se dizer que Roth, mais uma vez, não conseguiu ser campeão, justamente porque na hora da pomada enlouquece.
Marcelo disse…
Outro fato que pesa muito contra o Roth é ele errar justamente nos jogos decisivos. Foram poucos jogos decisivos que ele acertou (lembro do jogo contra o Palmeiras, não consigo lembrar de outro).
Vicente Fonseca disse…
Ah, um Carta na Mesa... Única coisa pra me deixar de bom humor.

Celso Roth era bom de Gre-Nais. Pelo jeito, nem isso consegue mais. Pena. Bom treinador, mas segue com medo do sucesso.
luís felipe disse…
alguns comentários sobre o texto:

- eu não ouvi rádio enquanto me deslocava para o estádio. não ouvi no primeiro tempo, também. Quando vi o número 7 do Grêmio dando umas corridas pela ponta e perdendo bolas, pensei "nossa, como o Jonas está mal". Por que não me parecia plausível que o Grêmio tivesse escalado DE NOVO um atacante apenas, que foi o PRINCIPAL PROBLEMA da equipe tricolor na partida anterior.

- "Fazer linha de impedimento é algo tão atrasado que talvez só o Grêmio ainda faça. Só se justifica se tu não tiveres bons zagueiros por cima, coisa que o tricolor tem."

olha, eu tenho visto linha de impedimento em vários jogos. O problema é que não dá para fazer isso contra o Inter, que se posiciona bem e que tem um estratagema anti-linha burra.

sempre um jogador - geralmente o Nilmar - se posiciona em impedimento quando a barreira está sendo formada. Fatalmente, ele não é marcado. Pouco antes da corrida, esse jogador volta para ficar em posição legal e fica desmarcado.

às vezes, a falta mesmo assim não é cobrada; daí OUTRO jogador faz a mesma coisa. Às vezes acontece desse jogador que se deslocou para o impedimento ser marcado - daí, um adversário dá condições para todo mundo.

- "Sandro fez ao menos um segundo tempo descomunal, marcando Souza muito de cima."

no primeiro tempo, Sandro estava bem nervoso. Dava chutões sempre, nem parecia o jogador de toque refinado da sub-20.

- "(Taison) Catimba muito, é provocador, parece jogar Gre-Nal há anos."

Esses guris saídos da base JOGAM grenal há anos. São mais experientes em grenal do que todos os forasteiros.
Vicente Fonseca disse…
Talvez eu não tenha notado mesmo as outras linhas de impedimento que andam sendo feitas por aí. O que me chama a atenção é essa insistência do Grêmio, que faz isso há quase um ano.

Esta estratégia anti-impedimento eu vi pela primeira vez num França x Itália válido pelas Eliminatórias da Euro, em 2006. O Gilardino fazia o que Nilmar fez, e deu certo também. É mais uma prova de que a linha burra pode ser desmontada com facilidade.

De fato, a experiência na base faz a diferença. O costumeiro bom desempenho do Léo em Gre-Nais é outra prova disso. Inclusive, no Gre-Nal de Erechim, Taison e Léo discutiam a todo momento, e o colorado disse que eram rusgas que vinham desde os Gre-Nais inferiores.
Marcelo disse…
Não podemos deixar de falar, apesar da péssima atuação do Grêmio, da arbitragem.
O Gaciba hoje foi rídiculo. Aquele roubo discreto, bem de leve. Mas inverteu faltas, usou um critério para cada lado, só marcava faltas dos jogadores do Grêmio e não expulsou o Guinazu.
Anônimo disse…
Tenho três sílabas pro Juarez:
CA
GA
LHÃO

Eu acredito que ele faça de propósito, por ser colorado. É a única explicação possível.
Anônimo disse…
alguém diga a minha frase, por favor. dei minha palavra que esperaria o pior acontecer; minha HONRA não me permite dizê-la ainda...
Anônimo disse…
Também não vi o primeiro tempo. Concordo integralmente com a tua analise.

Um amigo meu desabafou "impressionante a capacidade do gremio em dar moral para times ruins (leia-se de fraco desempenho) do inter"

Maior problema dessa derrota é abalar a confiança da equipe, inclusive de que vem jogando bem.

Sobre Roth acho que o paralelo traçado com o Abel de 2006 é válido
Vicente Fonseca disse…
Que bom que vocês entenderam. Como não vi todo jogo, usei o espaço como uma espécie de desabafo mesmo. Até porque, sem a preocupação da resenha, confesso que prestei mais atenção mesmo ao Grêmio que ao Internacional. Não costumo fazer isso por aqui, mas acho que era a hora e a ocasião certas para isso.
Anônimo disse…
Sobre o Inter, nós Colorados não podemos nos iludir com esta vitória. Parafraseando um certo técnico de futebol, o gremio não é parametro! É verdade que vencemos e, dessa vez, jogando bem. Ao que parece, o time reencontrou o caminho. O trio Guiñazu, Magrão e Sandro está começando a encontrar seu melhor posicionamento. Mas ainda falta muito: o Inter ainda joga muito pouco pelos lados! Tite precisa consertar isso com urgência. Esse time pode jogar muito mais do que jogou ontem. Aliás, sobre Tite, sou da opinião que é apenas um técnico mediano. Ainda falta alguma coisa pra ele. Às vezes parece meio perdido. Basta ver a sua atuação no Gre-Nal anterior. Que bom que temos Fernando Carvalho no vestiário.
Anônimo disse…
Ainda bem que vocês não assistiram ao primeiro tempo. Foi tão horrível quanto o segundo, mas teve o agravante de não ter tido gols. E os dois milagres do Victor.

O Grêmio só jogou alguma coisa quando tirou o Diogo e botou o Jonas.
luís felipe disse…
que ruim que temos Fernando Carvalho no vestiário.

essa vitória garantirá o 4-3-1-2 até o fim dos tempos, e o Inter jogará sempre pela esquerda - ou tabelará com os paquidérmicos Bolívar e Magrão pela direita.

a saída de Magrão para a ressurreição de Rosinei foi um sinal.
André Kruse disse…
Não seria 4-3-2-1? Taison é meia ou atacante?

Outra coisa, para mim o Grêmio não jogou no 4-4-2. Fábio Santos entrou de zagueiro pela esquerda. Tanto é que Rafael Marques foi jogar pelo lado direito após as mudanças.
Felipe disse…
Na realidade, o Inter joga no 4-1-2-1-2, ou seja, um 4-4-2 com um losango no meio. Taison joga de atacante. Guiñazú e Magrão são jogadores que marcam e armam, um de cada lado, eles só precisam acertar o posicionamento no meio campo junto com o Sandro. Ontem, houve uma grande melhora. Sobre o lado direito, concordo que o Bolivar e Magrão não vêm bem, mas ontem houve melhora. Acho que o Inter precisa contratar mais um lateral direito. O problema é: quem?
Vicente Fonseca disse…
Acho que ao menos uma tentativa de 4-4-2 houve ali. Mas até não condeno o Roth por tentar alterar as coisas ali; o problema foi o time entrar do jeito que entrou e, assim que empatou, mudar tudo de novo. Fábio Santos e Jadílson juntos me pareceu aquela velha estratégia do Mano Menezes de colocar dois laterais juntos do mesmo lado.

Taison é meia, mas acho que jogará de atacante neste time. Como o Alex vinha fazendo, diga-se.
Anônimo disse…
4-3-2-1 é PA, razao -1.

no gremio, seria algo do tipo:
2-5-2-(-7), uma PG SEM RAZAO clara e com o último termo da sequencia (que fica na casamata) altamente negativo, jogando os outros termos pra baixo.

um time que puxa um 15o atacante por nao sei quantas centenas de dolares ao mes dos cafundos do antigo reino dos sovietes nao pode JAMAIS reclamar de plantel.

quem pode falar de plantel é SOMENTE um resende contra um flamengo. (rs)

fora theco e roth. enquanto for assim como está, série B é LUCRO.
Só eu ri da piada matemática do Fipa?
Vicente Fonseca disse…
Eu também ri da PA, como do Dedé Krieger do Lourenço. Só não tive tempo de hábil de botar o hjfdskjfdsjkdfsjkdfs tradicional.