Fim de ano perdido

O engraçado da história toda é que saí hoje de casa, de manhã, sem saber se o adversário do Internacional nas semifinais era River Plate ou Chivas. Cheguei agora há pouco em casa e fiquei sabendo pelo método mais sensacional possível: a caixa de comentários do meu texto em relação ao jogo de ontem, na Bombonera.

O 2 a 2 depois de estar vencendo por 2 a 0 esacancara a péssima fase que vive o River. O Chivas também não vem muito bem no Campeonato Mexicano, mais ou menos como o Inter no Brasileiro. Porém, deve ser um adversário em tese mais complicado que o time argentino: além de estar em melhor momento, a viagem será mais longa. É um desgaste, mas o Chivas sofrerá o mesmo viajando de Guadalajara a Porto Alegre. O River Plate só tem mais grife e, em tese, melhor qualidade individual, a qual não vem se confirmando. Para quem venceu o Clausura no primeiro semestre, trata-se de um dos maiores fracassos da história do clube este fim de 2008. E Simeone pode estar com as horas contadas em Nuñez.

Diego Souza fora
A punição a Diego Souza pela cotovelada em Fabrício é a correção de uma injustiça anterior, que absolveu o atleta. É a correção de um descritério. É uma boa notícia numa maré baixa que vive o Olímpico. Pelo visto, Paulo Schmitt segue implacável como paladino da moral e dos bons costumes dentro de campo.

Série C
Dois excelentes resultados para o Brasil. A virada do DRAGÃO Goiano para cima do Confiança não só promove o time que eliminou o Grêmio da Copa do Brasil como ajuda os pelotenses, bem como o fiasco do Guarani em Rio Branco. O Xavante, a 3 rodadas do fim, pode entrar na zona de promoção na segunda, sem vencerem os bugrinos.

Alimentando paranóias
Os botafoguenses têm razão em reclamar. Com tanto juiz disponível no quadro da CBF, escolhe-se Marcelo de Lima Henrique para apitar o clássico contra o Flamengo. Árbitro da polêmica final da Taça Guanabara, para quem não lembra. Para os que acreditam em conspirações, mais um prato cheio. Creio em uma provocação barata, desnecessária e varzeana, mesmo.

Foto: EFE

Comentários

Saulo disse…
Realmente a fase do River não é boa e o Inter vai enfrentar o Chivas e vai ser mais complicado.
Sobre a Série C. O Atlético-GO já está na Série B e só restam três vagas que está tudo muito equilibrado.
Sore o clássico Botafogo x Flamengo. É mais uma palhaçada que estão fazendo com o Botafogo. A CBF podia entregar logo os três pontos para o Flamengo.
Anônimo disse…
Sei lá se é uma provocação barata ou não. O Botafogo não pode vetar juiz. Quando o SPFC vetou o Simon e foi atendido, criticou-se. Agora estamos defendendo que tal juiz não pode mais apitar um Botafogo e Flamengo? Ainda mais um juiz cuja principal reclamação é ter marcado um pênalti claríssimo contra o Botafogo.
Vicente Fonseca disse…
Eu também sou muito contra vetar juiz, seja qual clube for. Porém, achei a escolha no mínimo infeliz. O clichê, absolutamente verdadeiro, é de que a arbitragem que é boa tem de passar despercebida. Escolhendo Marcelo de Lima Henrique, cria-se uma polêmica desnecessária, transfere-se o foco dos acontecimentos para o árbitro. Cria-se uma pressão que não haveria sobre outro juiz. E me pareceu provocativa por ter sido um fato ainda recente, e neste mesmo clássico.
Anônimo disse…
Bom, é uma opinião. Mantendo a linha crítica e mal humorada que marca a minha sexta-feira, também acho que faltou uma crítica maior ao fato de Diego Souza ter sido punido, já que é um lance que o juiz viu e resolveu não marcar falta. É semelhante com a questão de Morales, tão criticada aqui. Se é um descritério punir um e absolver outro, concordo, e essa parte está no post. Faltou dizer que, a bem da verdade, Diego também não deveria ter sido punido pelo Tribunal.
Vicente Fonseca disse…
Gosto do teu mau humor pré-fim-de-semana.

Sobre o lance do Diego Souza, é uma série de incoerências que marca esse tipo de caso. Primeiro: também acho que nem ele, nem Morales, devem ser indiciados, pois desautoriza-se o depoimento do juiz na súmula. Este foi o motivos da minha última frase no texto, que foi irônica. E também discordo desta coisa da procuradoria recorrer se o cara é absolvido. Muita perda de tempo. O Paulo Schmitt é muito chato, a verdade é essa.

Sobre os lances, não sei como julgar o mérito da questão. Mas o lance do Diego Souza, a meu ver, foi mais violento que o do Morales.
André Kruse disse…
São lances diferentes.

O lance do Morales o juiz viu e deu cartão amarelo.

O do D.Souza ele nada marcou, nao se sabe se viu ou não.
Anônimo disse…
Esse lance do Diego Souza foi violento e proposital, mas esse soquinhos quando o cara quer proteger a bola são lances corriqueiros. Acontecem várias vezes em uma partida de futebol, nem sempre no rosto, é verdade, muitas vezes na barriga, mas acontecem muito.
Anônimo disse…
Erra o tribunal em suspender por esse tipo de lance, pelo simples fato de que não puniu uns dez parecidos. Hoje, a Bandeirantes mostrou dois iguais em que nada aconteceu.
Vicente Fonseca disse…
Falta de critério é o problema. O próprio Kléber já fi absolvido outras vezes por lances parecidos.

Lá em São Paulo, começam a reclamar da demora do julgamento do Diego Souza, e do fato de ele ter sido julgado (e punido) justo três dias antes do jogo com o Grêmio. Faz sentido reclamar.
Anônimo disse…
O Diego estava com a bola. O juiz viu o lance e mandou seguir. Não deu falta. Se isso não é um julgamento feito pelo árbitro, não sei o que seria. É diferente da agressão em um lado do campo enquanto a bola está com outro, fora do alcance do árbitro. No caso do Diego, ele foi julgado por dois órgãos distintos, tal qual o Morales. Foi absolvido no primeiro órgão (arbitragem do jogo). Ambos já foram julgados no momento do lance, eis a identidade. Tu estás usando um fato benéfico, ter sido "absolvido" pelo árbitro, para ensejar uma conseqüência negativa, poder ser julgado pelo STJD.
Anônimo disse…
O árbtitro não o absolveu de nada, porque nao viu ele dando o "soco" no Fabricio.

Se ao menos o Heber tivesse marcado falta do Diego Souza, aí sim poderia se falar em identidade entre os dois casos
André Kruse disse…
O ideal seria que o tribunal nunca se manifestasse, mas isso me parece meio utópico.

Pelo lance, o que Diego Souza merecia? Cartão vermelho e teria como punição um jogo de suspesensão automática.

O tribunal deu esse mesmo um jogo de pena.

E ele teve possibilidade de defesa e só vai cumprir a pena depois de esgotada qualquer possibilidade de recurso.
Anônimo disse…
"Se ao menos o Heber tivesse marcado falta do Diego Souza, aí sim poderia se falar em identidade entre os dois casos". Ele fez mais do que isso: nem falta deu. Daí a dizer que ele não deu a falta porque não viu o lance é uma indução descabida, mormente porque o Diego estava com a bola e ele estava acompanhando o lance. Quando o choque é na frente do juiz e ele não dá falta, considera-se que, bem ou mal, ele julgou o lance e considerou normal. Logo, não caberia duplo julgamento do Tribunal. Tanto se sustentou que o STJD estava substituindo os árbitros, usando vídeos, e que isso era um absurdo porque era um duplo julgamento, o que dizer se o segundo julgamento se dá após uma absolvição pelo árbitro? Não só substituiu, como contradisse aquele que era competente para julgar.
Vicente Fonseca disse…
A questão que se coloca é saber se o Heber viu ou não o lance.
André Kruse disse…
Prefiro acreditar que ele não viu.

Pois, se viu um jogador acertar o adversário com um soco (que gerou sangramento)e nada marcou, só há uma conclusão possível.

É impossível que o STJD atue sem em algum momento inteferir em decisão tomada pelo árbitro. Critica-se o excesso com que isso é feito.

No lance do Morales é fato incontestavel que o árbitro viu o lance, está um súmula.

No diego souza existe esta incerteza, o árbitro não se manifestou, não há nada na súmula. O que dá margem ao caso ser apreciado pelo tribunal.

Diego souza merecia a expulsão e a consequente partida posterior de suspensão.

Ganhou um jogo de pena.

A injustiça, se é que houve, foi infinitamente menor do que outros casos. como a do próprio D.Souza no jogo contra o Coritiba, ou do Tcheco no Grenal
Anônimo disse…
Bom, tua conclusão pode ser levada ao absurdo, pois só se pode ter certeza se o juiz marcar a falta. Se o juiz absolver o jogador, não há como dizer que ele viu. Vuaden, aliás, não deixa o jogo correr. Ele simplesmente não vê muito lances.
André Kruse disse…
Não é essa minha conclusão.

Quando juiz marca a falta temos certeza que ele viu.

Quando não marca; não podemos afirmar se viu ou não.