Drama curto

A noite prometia ser complicada em Itaquera, mas o Corinthians tratou rapidamente de facilitar as coisas. Se tem uma coisa que o técnico Mano Menezes sabe bem fazer é reverter desvantagens em mata-matas dentro de casa. Levou o Grêmio a uma final de Libertadores basicamente deste modo, sete anos atrás. Hoje, o Timão lembrou aquelas jornadas tricolores em 2007: precisou de 3 minutos para empatar o mata-mata com o Bragantino, de 14 para virar a desvantagem, e de 19 para abrir uma goleada. Um massacre que poderia ser ampliado se Romarinho fizesse um espetacular gol de letra que raspou o travessão, aos 28.

O nome do jogo, como no domingo, foi Renato Augusto. Diante do Fluminense ele jogou apenas 45 minutos, mas foi o destaque e ajudou o time a buscar a desvantagem e empatar em 1 a 1. Hoje, foi o dono do jogo, especialmente no primeiro tempo. Centralizou todas as ações ofensivas da equipe, fazendo o Corinthians jogar. Com sua qualidade, carregava consigo a marcação e abria espaços para os atacantes se infiltrarem. Se Elias tivesse jogado, poderia aparecer de surpresa ainda mais do que fez Bruno Henrique. Talvez estivéssemos falando de uma diferença maior de gols.

Passada a meia hora de massacre, o Corinthians diminuiu o ritmo, como era esperado. O Bragantino saiu de trás, mas nunca chegou a de fato ameaçar reverter o placar. Foi muito bem marcado pelos lados e pelo centro, criou poucas chances pelo volume que teve. Ainda assim, fez uma boa partida, atacando o Timão com personalidade e qualidade bem maiores do que sua má colocação na Série B sugere. Porém, nem o gol de Guilherme, aos 44 do segundo tempo, pôs em risco a classificação corintiana: depois disso, o time de Bragança Paulista não chegou sequer uma vez mais ao ataque.

Era para ser o jogo mais tenso e emocionante da rodada, mas acabou sendo uma vitória tranquila e resolvida rapidamente. Tudo por mérito do Corinthians, que deverá fazer, provavelmente contra o Atlético-MG, um grande confronto pelas quartas de final.

Em tempo:
- Público desta quarta foi o pior da história da Arena Corinthians. Ainda assim, uma ótima presença para jogo às 22h.

Ficha técnica
Copa do Brasil - Oitavas de final - Jogo de volta
CORINTHIANS (3): Cássio; Fagner, Felipe, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique (Petros) e Renato Augusto (Danilo); Luciano, Romarinho e Romero (Jadson). Técnico: Mano Menezes
BRAGANTINO (1): Marcelo Henrique; Samuel Santos, Guilherme, Leonardo e Bruno Recife; Geandro, Marcos Paulo (Romário), Sandro e Luisinho (Léo Jaime); Lincom (Mota) e Cesinha. Técnico: Paulo César Gusmão
Local: Arena Corinthians, São Paulo (SP); Data: quarta-feira, 03/09/2014; Horário: 22h; Árbitro: Vinícius Furlan (SP); Público: 28.073; Renda: R$ 1.497.128,00; Gols: Renato Augusto 3, Ralf 15 e Felipe 19 do 1º; Guilherme 44 do 2º; Cartão amarelo: Fábio Santos, Geandro, Marcos Paulo, Romário e Mota; Nota do jogo: 6; Melhor em campo: Renato Augusto

Números do jogo
Finalizações: Corinthians 8 x 14 Bragantino
Chances de gol: Corinthians 7 x 8 Bragantino
Passes errados: Corinthians 34 x 35 Bragantino
Desarmes: Corinthians 19 x 25 Bragantino
Faltas cometidas: Corinthians 24 x 13 Bragantino
Impedimentos: Corinthians 1 x 4 Bragantino
Escanteios: Corinthians 4 x 10 Bragantino
Posse de bola: Corinthians 41% x 59% Bragantino
Análise: os números passam a impressão de um domínio do Bragantino, o que não houve. O fato é que o Corinthians matou o jogo cedo e forçou o time visitante a atacar mais, por isso o alto número de finalizações, impedimentos, escanteios e posse de bola.

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