Copa 2014: Uruguai
Em 2010, o Uruguai surpreendeu o mundo. Depois de 40 anos sem chegar sequer às quartas de final de uma Copa, a Celeste foi semifinalista, recuperando a tão maltratada auto-estima do futebol charrua. Veio então o título da Copa América de 2011, que colocou a equipe de Oscar Tabárez na condição de melhor seleção do continente, mas as eliminatórias trouxeram grandes dificuldades, com mais uma classificação na repescagem. Qual será o verdadeiro Uruguai?
Nem um, nem outro. A seleção uruguaia nem é um timaço, nem o período 2010/11 foi uma enganação. Diante dos poderosos Brasil e Argentina, a Celeste hoje disputa com a Colômbia a condição de terceira força da América do Sul. Simplesmente soube aproveitar o mau momento de seus dois principais rivais para reinar no continente naquele biênio. Ainda assim, segue sendo um dos times mais fortes do mundo: nestes quatro anos, o Uruguai manteve-se quase sempre entre as 10 melhores seleções pelo Ranking da FIFA, chegando a ocupar o 3º lugar, só atrás de Espanha e Alemanha, por mais de um ano, entre 2011 e 2012.
Por tudo isso, em 2014, ao contrário de quatro anos atrás, a equipe de Tabárez chega à Copa vista com muito respeito pelos rivais. Afinal, além de não haver mais o fator surpresa, alguns dos então jovens valores daquela equipe são hoje craques respeitados mundialmente, casos dos atacantes Cavani e Suárez, que formam, talvez, a dupla de ataque mais afinada da Copa. Há, porém, dificuldades em renovar, normais para um país de apenas 3 milhões de habitantes. Lugano, por exemplo, há anos não rende o mesmo que em temporadas passadas, mas segue titular da defesa. O craque da Copa 2010, Forlán, é, hoje, uma opção no banco de reservas.
O CAMINHO
O ótimo desempenho dos últimos quatro anos deu ao Uruguai o direito de ser cabeça de chave, mas o presente foi de grego. A Celeste acabou caindo no grupo mais difícil, talvez, de toda a história dos Mundiais, com Inglaterra, Itália e Costa Rica. A estreia, contra os costa-riquenhos, precisa ser de vitória obrigatória. Só assim a equipe de Tabárez jogará a responsabilidade para as duas rivais mais fortes nas rodadas finais.
DESTAQUE
É praticamente impossível apontar apenas um destaque na seleção uruguaia. Afinal, Cavani e Suárez chegam à Copa em pé de igualdade como dois dos maiores atacantes do mundo na atualidade. No PSG, Cavani não teve temporada tão brilhante quanto Suárez no Liverpool. Ainda assim, fez 20 gols pelo clube. Na seleção, porém, foi o grande nome da recuperação uruguaia, fazendo gols decisivos nas rodadas finais das eliminatórias. Luisito quebrou todos os recordes possíveis na temporada inglesa e segue sendo um jogador decisivo na seleção. O Uruguai depende muito da dupla para chegar longe na Copa. Com o entrosamento de ambos, será difícil segurá-los.
PONTOS FORTES
O Uruguai é, fundamentalmente, uma seleção muito entrosada. Nada menos que oito dos prováveis titulares da equipe nesta Copa formaram a base da Celeste 4ª colocada de 2010 - só Fucile, Álvaro Pereira e Forlán perderam espaço, embora ainda comecem alguns jogos vez por outro. O sistema de jogo é, portanto, conhecido de todos, e a mecânica montada pelo grande técnico Oscar Tabárez funciona por música. Outro ponto forte, sem dúvida, é a dupla Cavani-Suárez. Se em 2010 o desempenho deles já havia sido bem satisfatório (especialmente o de Luisito), agora, quatro anos mais maduros, chegam em outra condição, como craques internacionais.
PONTOS FRACOS
Se a seleção é basicamente a mesma de 2010, há o claríssimo problema de ser um time envelhecido em determinadas peças. As lesões de Coates, por exemplo, não conseguiram transformá-lo no sucessor de Lugano que o país tanto esperava (e ainda espera). A média de idade do time titular uruguaio é de 29,2 anos, uma das mais altas da Copa, e quatro dos 11 jogadores já passaram dos 30 anos. Se experiência há de sobra, pode faltar fôlego em prorrogações.
A HISTÓRIA
O Uruguai exala tradição. Só Brasil, Itália e Alemanha têm mais títulos mundiais que a Celeste. Primeiro vencedor de Copa do Mundo, em 1930, o escrete charrua foi campeão também em 1950, batendo o Brasil em uma histórica final no Maracanã - cenário que só se repetirá em 2014 se um for líder e o outro vice-líder de suas respectivas chaves. A equipe conta ainda quatro participações em semifinais: 1954, 1970 e 2010, além de uma chegada às quartas de final, em 1966. Fora dos Mundiais, é a seleção que mais vezes ganhou a Copa América, com 15 títulos.
Nem um, nem outro. A seleção uruguaia nem é um timaço, nem o período 2010/11 foi uma enganação. Diante dos poderosos Brasil e Argentina, a Celeste hoje disputa com a Colômbia a condição de terceira força da América do Sul. Simplesmente soube aproveitar o mau momento de seus dois principais rivais para reinar no continente naquele biênio. Ainda assim, segue sendo um dos times mais fortes do mundo: nestes quatro anos, o Uruguai manteve-se quase sempre entre as 10 melhores seleções pelo Ranking da FIFA, chegando a ocupar o 3º lugar, só atrás de Espanha e Alemanha, por mais de um ano, entre 2011 e 2012.
Por tudo isso, em 2014, ao contrário de quatro anos atrás, a equipe de Tabárez chega à Copa vista com muito respeito pelos rivais. Afinal, além de não haver mais o fator surpresa, alguns dos então jovens valores daquela equipe são hoje craques respeitados mundialmente, casos dos atacantes Cavani e Suárez, que formam, talvez, a dupla de ataque mais afinada da Copa. Há, porém, dificuldades em renovar, normais para um país de apenas 3 milhões de habitantes. Lugano, por exemplo, há anos não rende o mesmo que em temporadas passadas, mas segue titular da defesa. O craque da Copa 2010, Forlán, é, hoje, uma opção no banco de reservas.
O CAMINHO
O ótimo desempenho dos últimos quatro anos deu ao Uruguai o direito de ser cabeça de chave, mas o presente foi de grego. A Celeste acabou caindo no grupo mais difícil, talvez, de toda a história dos Mundiais, com Inglaterra, Itália e Costa Rica. A estreia, contra os costa-riquenhos, precisa ser de vitória obrigatória. Só assim a equipe de Tabárez jogará a responsabilidade para as duas rivais mais fortes nas rodadas finais.
DESTAQUE
É praticamente impossível apontar apenas um destaque na seleção uruguaia. Afinal, Cavani e Suárez chegam à Copa em pé de igualdade como dois dos maiores atacantes do mundo na atualidade. No PSG, Cavani não teve temporada tão brilhante quanto Suárez no Liverpool. Ainda assim, fez 20 gols pelo clube. Na seleção, porém, foi o grande nome da recuperação uruguaia, fazendo gols decisivos nas rodadas finais das eliminatórias. Luisito quebrou todos os recordes possíveis na temporada inglesa e segue sendo um jogador decisivo na seleção. O Uruguai depende muito da dupla para chegar longe na Copa. Com o entrosamento de ambos, será difícil segurá-los.
PONTOS FORTES
O Uruguai é, fundamentalmente, uma seleção muito entrosada. Nada menos que oito dos prováveis titulares da equipe nesta Copa formaram a base da Celeste 4ª colocada de 2010 - só Fucile, Álvaro Pereira e Forlán perderam espaço, embora ainda comecem alguns jogos vez por outro. O sistema de jogo é, portanto, conhecido de todos, e a mecânica montada pelo grande técnico Oscar Tabárez funciona por música. Outro ponto forte, sem dúvida, é a dupla Cavani-Suárez. Se em 2010 o desempenho deles já havia sido bem satisfatório (especialmente o de Luisito), agora, quatro anos mais maduros, chegam em outra condição, como craques internacionais.
PONTOS FRACOS
Se a seleção é basicamente a mesma de 2010, há o claríssimo problema de ser um time envelhecido em determinadas peças. As lesões de Coates, por exemplo, não conseguiram transformá-lo no sucessor de Lugano que o país tanto esperava (e ainda espera). A média de idade do time titular uruguaio é de 29,2 anos, uma das mais altas da Copa, e quatro dos 11 jogadores já passaram dos 30 anos. Se experiência há de sobra, pode faltar fôlego em prorrogações.
A HISTÓRIA
O Uruguai exala tradição. Só Brasil, Itália e Alemanha têm mais títulos mundiais que a Celeste. Primeiro vencedor de Copa do Mundo, em 1930, o escrete charrua foi campeão também em 1950, batendo o Brasil em uma histórica final no Maracanã - cenário que só se repetirá em 2014 se um for líder e o outro vice-líder de suas respectivas chaves. A equipe conta ainda quatro participações em semifinais: 1954, 1970 e 2010, além de uma chegada às quartas de final, em 1966. Fora dos Mundiais, é a seleção que mais vezes ganhou a Copa América, com 15 títulos.

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