A volta do desespero
A boa fase do São Paulo (16º, 27) definitivamente passou. Com Muricy, a equipe havia acumulado três vitórias seguidas, mas agora já vem com três derrotas, além de um empate ruim em casa pela Copa Sul-Americana. A derrota por 3 a 0 para o Santos (6º, 36) reacende com tudo o alerta. Caso o Vasco (18º, 25) vença o Internacional (10º, 34) hoje, a equipe voltará para a zona de rebaixamento. E não tem nada de jogo a menos, desculpa preferida dos tempos de Paulo Autuori.
O Santos é um time médio, quase bom. Só não é bom porque é irregular, mas ainda assim é o melhor paulista neste Brasileirão. De todo modo, são poucos os que levam goleadas do Peixe. O Náutico, por exemplo, trouxe um empate maroto da Vila Belmiro. O São Paulo jamais esteve perto disso. A atuação, ao contrário da derrota para o Grêmio, foi preocupante. Praticamente nada funcionou direito. E o time visivelmente entrou na pilha da torcida santista, que provocou os são-paulinos com gritos de "segunda divisão" após o segundo gol, marcado por Thiago Ribeiro.
No fim de semana, o compromisso é tão complicado quanto o de ontem: o ascendente Vitória. Ainda que seja no Morumbi, a pressão será forte sobre os jogadores. E pode piorar caso o Vasco deixe a zona de rebaixamento hoje. Um fim de campeonato nada tranquilo para este gigante, o clube que disparadamente mais pontuou na era dos pontos corridos.
Belo Horizonte: 29 minutos. Foi o que precisou o Cruzeiro (1º, 56) para acabar de vez com as esperanças de quem via na Portuguesa (14º, 31) a equipe perfeita para uma zebra histórica no Mineirão, que recebeu 34 mil torcedores. A vantagem para o Grêmio segue sendo de 11 pontos, mas com apenas 13 jogos para o final.
Rio de Janeiro: apenas 20 mil torcedores foram ao Maracanã conferir o movimentado empate entre Fluminense (8º, 34) e Botafogo (3º, 43), 1 a 1. O resultado é ruim para os dois times: deixa o Fogão dois pontos atrás do Grêmio e breca a arrancada do Flu rumo ao G-4.
Salvador: Ney Franco chegou e o seu Vitória (5º, 37) é só alegria. No finzinho do jogo na Fonte Nova (22 mil), venceu o Goiás (12º, 33) em um duelo direto por 2 a 1 e se posta como candidato não só à vaga na Libertadores via G-5, mas ao G-4 mesmo. A distância para o Atlético-PR já é de quatro pontinhos.
Mogi Mirim: finalmente, o Corinthians (9º, 34) voltou a vencer, e o melhor: marcando gols, assim, no plural. Os 2 a 0 sobre o Bahia (13º, 32) afastam o Timão de uma constrangedora posição próxima à zona de rebaixamento, mas falar em reação ainda é precipitado. Foi, tão-somente, a quarta-feira do alívio, especialmente para o técnico Tite.
Curitiba: a fase do Coritiba (15º, 31) é péssima. Em casa, o Coxa foi batido por um Flamengo (11º, 33) mais organizado, por 2 a 0. É bom a reação vir logo, pois a ameaça de queda já é longe de ser irreal. O Fla respira.
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