A renhida briga pelo vice
Há oito dias, quando perdeu em casa para o Grêmio, o Botafogo (2º, 49) era só tristeza. Perdera, ali, a chance de ultrapassar o rival na vice-liderança, e ainda via o Tricolor abrir cinco pontos de vantagem. Porém, em uma semana tudo mudou: o Grêmio perdeu cinco pontos improváveis contra Criciúma e Fluminense, enquanto o Fogão fez o básico batendo o Náutico e conseguiu uma grande vitória de virada neste domingo sobre o ascendente Flamengo (10º, 37) por 2 a 1 no Maracanã.
O clássico foi como todo típico jogo entre cariocas, exceto por não ter acabado em 2 a 2: aberto, agradável, com times sem medo de se agredir. O Fla começou melhor, gol de Hernane, o homem que melhor conhece as pequenas áreas do novo Maracanã, mas o Fogão teve forças para chegar à virada e segurar a vantagem, quando Renan brilhou ao substituir Jefferson com algumas defesas milagrosas. Para quem vinha visivelmente em queda, o resultado dá um gás novo para as dez rodadas finais.
A grande disputa lá em cima parece ser mesmo entre Grêmio, Atlético-PR e Botafogo pelo 2º lugar, e ele vale muito: a garantia de uma vaga direta à fase de grupos da Libertadores. Hoje, a diferença entre eles é só de um pontinho, e o Fogão só supera o Tricolor pelo número de gols marcados. Quarta e quinta há um novo round: o time carioca visita o Vitória, os gaúchos recebem o Corinthians e os paranaenses jogam em casa contra o Atlético-MG. Só pedreira. Mas quem disse que é fácil ser vice-campeão brasileiro?
Curitiba: um jogo que previa aberto acabou terminando com um magro, mas importantíssimo, 1 a 0 Atlético-PR (4º, 48) sobre a Portuguesa (14º, 34), gol de Marcelo logo no comecinho. O resultado embola totalmente a briga pela vice-liderança e coloca a Lusa definitivamente a perigo, só dois pontinhos à frente do Z-4.
Caxias do Sul: o Internacional (7º, 40) do primeiro tempo foi o de todo o Brasileiro - inseguro defensivamente, instável, inconfiável. No segundo, a partir da expulsão de Maranhão, a goleada foi encaminhada e os 4 a 1 sobre o Náutico (20º, 17) vieram ao natural no Centenário (5 mil). A efetivação de Clemer não chega a ser a situação ideal, mas é a possível: se não há técnicos que queiram vir agora, é melhor apostar em quem conhece o grupo do que trazer um técnico-tampão, de segunda linha, para finalizar o ano. Os bons resultados garantirão ou não sua continuidade em 2014.
Goiânia: com muita tranquilidade, o Goiás encaminhou sua vitória por 3 a 1 sobre o Bahia ainda no primeiro tempo, quando abriu três gols de diferença.
São Paulo: clássico tenso, com dois times em situação difícil no Morumbi (50 mil). O 0 a 0 foi totalmente previsível: ninguém iria arriscar muito mesmo, e os dois times têm péssimos ataques. Na chance que teve, o São Paulo perdeu a vitória em mais uma tentativa frustrada de Rogério Ceni converter um pênalti, a quarta seguida. Foi o terceiro empate sem gols consecutivo do Timão, e o quinto em sete jogos.
Criciúma: jogo tão tenso quanto o do Morumbi, mas bem mais atraente e aberto. A vitória por 3 a 2 do Criciúma (17º, 32) sobre o Vasco (18º, 32) sinaliza uma reação do Tigre e o afundamento dos cariocas na zona de rebaixamento. 13 mil no Heriberto Hülse.
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