A hora da derrota
Em algum momento o sensacional Cruzeiro (1º, 59) de Marcelo Oliveira iria perder. No Brasileirão, a última derrota havia sido aqueles 3 a 1 para o Grêmio, na Arena. Ontem, ocorreu a perda de invencibilidade em casa no ano, para um São Paulo (16º, 33) organizado, sereno e disposto a fugir do rebaixamento.
Já no primeiro tempo se notava que o Tricolor Paulista faria jogo duro. Tirando algumas chegadas esporádicas do time mineiro, o que incluiu uma chance incrível perdida por Willian, foi a proposta de jogo da equipe de Muricy que prevaleceu. Os 41 mil torcedores que foram ao Mineirão não esperavam. Aplaudiram o time mesmo com a derrota, mas se mantiveram calados na maior parte do tempo. Tudo estava fora de roteiro.
Foi, de fato, uma rodada atípica, onde os dois líderes perderam em casa e cinco dos seis últimos da tabela venceram. Nas jornadas derradeiras, o Brasileirão costuma se achatar: quem está atrás começa a reagir, e reequilibra, de certo modo, a tabela. Quem se deu bem, mesmo, foi o Botafogo, único da ponta de cima a vencer.
Quanto ao líder, ainda não há com o que se preocupar. A gordura é muito grande e a derrota coincidiu com o fracasso de seu concorrente menos distante (é melhor que "mais próximo"), o Grêmio, também em casa. No entanto, é importante ver como este time vai reagir. O Tricolor Gaúcho perder vez por outra faz parte do que tem sido o Brasileirão 2013. O Cruzeiro perder, não, ainda mais em casa. Domingo há clássico contra o Atlético-MG, que descansou neste meio de semana. Nova derrota, talvez, abra um viés de instabilidade. Acho quase impossível que esta vantagem se desmanche a partir disso, mas talvez tenhamos um pouco menos de previsibilidade nos resultados cruzeirenses a partir de agora. O jogo de domingo é decisivo neste sentido.
Recife: Seedorf voltou a jogar em alto nível, e trouxe com ele o Botafogo (3º, 46). A equipe carioca virou para cima do Náutico (20º, 17), 3 a 1, reassumiu o posto que antes pertencia ao Atlético-PR e encostou de novo no Grêmio. Só 7 mil viram na Arena Pernambuco.
Mogi Mirim: em um jogo fraco, o decepcionante Corinthians (10º, 36) falhou novamente. Uma vitória sobre o Atlético-PR (4º, 45) poderia reaproximar a equipe paulista do G-4, mas o sonolento 0 a 0 só serviu ao Furacão, que foi melhor no segundo tempo. 16 mil no Romildo Ferreira, bom público.
Campinas: poupando titulares para o clássico contra o Cruzeiro no Independência, o Atlético-MG (5º, 39) levou 2 a 0 da desesperada Ponte Preta (19º, 26), no Moisés Lucarelli, que recebeu pouco mais de 6 mil torcedores. O azar da Ponte é que todos lá embaixo ganharam. A equipe segue sete pontos longe da saída do Z-4.
Salvador: dois anos e meio depois, enfim deu Bahia (9º, 36) no Ba-Vi. A equipe foi superior ao Vitória (6º, 37) e venceu por 2 a 0 com autoridade, encaminhando o resultado ainda no primeiro tempo. Mais de 31 mil torcedores foram à Fonte Nova.
Curitiba: diante de 14 mil torcedores, o Coritiba (15º, 34) enfim deu um tempo na crise. Bateu o decadente Santos (8º, 36) por 1 a 0, mas a vitória apenas impediu que a equipe entrasse na zona de rebaixamento, já que todos os demais concorrentes venceram. O Peixe já corre certo risco de queda: está dois pontinhos à frente do Coxa, embora ambos estejam entre outros seis clubes.
Florianópolis: em rodada onde os piores vencem e Cruzeiro e Grêmio perdem em casa, nada melhor que um gol de Cris (a favor) decidindo um clássico para o Vasco (17º, 32) diante do Fluminense (12º, 34). Diante de 8 mil pagantes na Ressacada, o time cruz-maltino confirma a fase de recuperação, mas segue na zona de rebaixamento.
Já no primeiro tempo se notava que o Tricolor Paulista faria jogo duro. Tirando algumas chegadas esporádicas do time mineiro, o que incluiu uma chance incrível perdida por Willian, foi a proposta de jogo da equipe de Muricy que prevaleceu. Os 41 mil torcedores que foram ao Mineirão não esperavam. Aplaudiram o time mesmo com a derrota, mas se mantiveram calados na maior parte do tempo. Tudo estava fora de roteiro.
Foi, de fato, uma rodada atípica, onde os dois líderes perderam em casa e cinco dos seis últimos da tabela venceram. Nas jornadas derradeiras, o Brasileirão costuma se achatar: quem está atrás começa a reagir, e reequilibra, de certo modo, a tabela. Quem se deu bem, mesmo, foi o Botafogo, único da ponta de cima a vencer.
Quanto ao líder, ainda não há com o que se preocupar. A gordura é muito grande e a derrota coincidiu com o fracasso de seu concorrente menos distante (é melhor que "mais próximo"), o Grêmio, também em casa. No entanto, é importante ver como este time vai reagir. O Tricolor Gaúcho perder vez por outra faz parte do que tem sido o Brasileirão 2013. O Cruzeiro perder, não, ainda mais em casa. Domingo há clássico contra o Atlético-MG, que descansou neste meio de semana. Nova derrota, talvez, abra um viés de instabilidade. Acho quase impossível que esta vantagem se desmanche a partir disso, mas talvez tenhamos um pouco menos de previsibilidade nos resultados cruzeirenses a partir de agora. O jogo de domingo é decisivo neste sentido.
Recife: Seedorf voltou a jogar em alto nível, e trouxe com ele o Botafogo (3º, 46). A equipe carioca virou para cima do Náutico (20º, 17), 3 a 1, reassumiu o posto que antes pertencia ao Atlético-PR e encostou de novo no Grêmio. Só 7 mil viram na Arena Pernambuco.
Mogi Mirim: em um jogo fraco, o decepcionante Corinthians (10º, 36) falhou novamente. Uma vitória sobre o Atlético-PR (4º, 45) poderia reaproximar a equipe paulista do G-4, mas o sonolento 0 a 0 só serviu ao Furacão, que foi melhor no segundo tempo. 16 mil no Romildo Ferreira, bom público.
Campinas: poupando titulares para o clássico contra o Cruzeiro no Independência, o Atlético-MG (5º, 39) levou 2 a 0 da desesperada Ponte Preta (19º, 26), no Moisés Lucarelli, que recebeu pouco mais de 6 mil torcedores. O azar da Ponte é que todos lá embaixo ganharam. A equipe segue sete pontos longe da saída do Z-4.
Salvador: dois anos e meio depois, enfim deu Bahia (9º, 36) no Ba-Vi. A equipe foi superior ao Vitória (6º, 37) e venceu por 2 a 0 com autoridade, encaminhando o resultado ainda no primeiro tempo. Mais de 31 mil torcedores foram à Fonte Nova.
Curitiba: diante de 14 mil torcedores, o Coritiba (15º, 34) enfim deu um tempo na crise. Bateu o decadente Santos (8º, 36) por 1 a 0, mas a vitória apenas impediu que a equipe entrasse na zona de rebaixamento, já que todos os demais concorrentes venceram. O Peixe já corre certo risco de queda: está dois pontinhos à frente do Coxa, embora ambos estejam entre outros seis clubes.
Florianópolis: em rodada onde os piores vencem e Cruzeiro e Grêmio perdem em casa, nada melhor que um gol de Cris (a favor) decidindo um clássico para o Vasco (17º, 32) diante do Fluminense (12º, 34). Diante de 8 mil pagantes na Ressacada, o time cruz-maltino confirma a fase de recuperação, mas segue na zona de rebaixamento.
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