Os duelos eliminatórios entre Grêmio e Corinthians

Confronto tradicionalíssimo em mata-matas dentro do cenário brasileiro, Corinthians e Grêmio não se enfrentam em um duelo direto por classificação desde a histórica final da Copa do Brasil de 2001. Já são 12 anos sem uma disputa entre o Timão e o Tricolor.

Ao todo, foram nove disputas em mata-mata entre os dois clubes. O Grêmio leva vantagem: ganhou seis delas. Destes nove enfrentamentos, seis ocorreram na década de 1990. Entre 1994 e 1998, sempre houve duelo entre Corinthians e Grêmio por algum torneio de relevância nacional ou internacional. É hora de relembrá-los.

Brasileiro 1982: um jogaço entre dois timaços. O Grêmio, campeão brasileiro, enfrentava a Democracia Corintiana valendo vaga na final do Brasileirão. No jogo de ida, com gols de Paulo Roberto e Tarciso, contra um de Sócrates, o Tricolor fez 2 a 1 em pleno Morumbi e abriu vantagem, podendo até perder por um gol de diferença no Olímpico que se classificaria. Em Porto Alegre, Sócrates abriu o placar, criando drama, mas Paulo Isidoro empatou no fim do primeiro tempo. Um gol de Baltazar, aos 3, e outro de Tarciso, aos 36 do segundo, deram ao Grêmio o 3 a 1 e a vaga na final. Para quem quiser, o vídeo abaixo tem o primeiro jogo daquele duelo na íntegra.



Brasileiro 1986: quatro anos depois, Grêmio e Corinthians voltaram a se enfrentar em um mata-mata no Brasileirão, desta vez pelas oitavas de final. No Olímpico, empate sem gols. No Morumbi, o Tricolor saiu à frente, gol de Luís Carlos, mas o Timão empatou no segundo tempo, com Biro Biro. Com melhor campanha, o Corinthians jogava por dois resultados, e se classificou em cima do time gaúcho.



Copa do Brasil 1991: o Grêmio de 1991 tinha um quê de bipolaridade. Tanto que, quatro dias antes de ser rebaixado, eliminou o campeão brasileiro da Copa do Brasil. O jogo ocorreu pelas mesmas quartas de final do confronto de 2013. No Pacaembu, Neto abriu o placar cedo, mas China empatou ainda no primeiro tempo. Na partida de volta, classificação confirmada às semifinais: Grêmio 2 a 1, gols de Caio e Chiquinho, com Edson Pezinho descontando.



Copa do Brasil 1994: o estrelado time corintiano era favorito diante de um Grêmio cheio de meninos. Mas, no Olímpico, o time de Felipão abriu vantagem ao ganhar por 2 a 0, gols de Gílson e Fabinho. No Pacaembu, nova demonstração de força da gurizada, que buscou duas vezes o empate e garantiu um 2 a 2 mais do que suficiente para rumar às quartas de final, na campanha do bi gremista na Copa do Brasil.

Copa do Brasil 1995: a primeira final entre os dois clubes terminou com título corintiano. No Pacaembu, o Timão venceu por 2 a 1: Viola abriu o placar no primeiro tempo, Goiano empatou o jogo na segunda etapa, mas Marcelinho Carioca, de falta, pôs o time paulista à frente. No Olímpico, o 1 a 0 bastaria para o Tricolor, mas foi o Corinthians que obteve o placar, com novo gol de Marcelinho, ganhando sua primeira Copa do Brasil.



Libertadores 1996: a vingança gremista pela derrota na final da Copa do Brasil do ano anterior veio com juros e correção. Pelas quartas de final da Libertadores, o Grêmio enfiou 3 a 0 no Timão em pleno Pacaembu, em jornada inspirada da dupla Paulo Nunes-Jardel. No Olímpico, só administrou a vantagem, e nem a derrota por 1 a 0, gol de Edmundo no apagar das luzes, tirou o brilho da classificação às semifinais.



Copa do Brasil 1997: mais um confronto na década de 90, agora pelas semifinais da Copa do Brasil. Foi a mais dramática classificação gremista diante do Corinthians em todos os tempos. Dois dias depois de uma desgastante partida de Libertadores contra o Guaraní-PAR, onde só se classificou nos pênaltis, o Grêmio foi a São Paulo cansado e desfalcado, mas conseguiu vencer por 2 a 1 mesmo jogando com um a menos durante 50 minutos (o goleiro Murilo foi expulso) e só dando um chute a gol em 90 minutos.

Rodrigo, contra, abriu o placar para o time gaúcho, Paulo Nunes ampliou e Marcelinho Carioca, de falta, fez o gol do Corinthians. A seguir, pênalti inexistente para o Timão, e Marcelinho chutou na trave. No lance, o goleiro reserva Sílvio quebrou o dedo da mão, mas seguiu atuando no sacrifício, inclusive defendendo petardos do zagueiro Célio Silva. No Olímpico, o Corinthians abriu o placar cedo com Donizete, mas Paulo Nunes empatou quase por acaso. O Grêmio suportou a forte pressão paulista e chegou a mais uma final.



Brasileiro 1998: quinto confronto em cinco anos entre os dois, e desta vez o Corinthians levou a melhor. Nas quartas de final do Brasileirão, o sistema era de play-off, com possibilidade de até três jogos para definir o classificado. Favoritaço, o Timão ganhou por 1 a 0 no Olímpico, num golaço de Rincón. No Pacaembu, porém, o Grêmio surpreendeu: fez 2 a 0, em dois gols antológicos de Itaqui e Clóvis, e levou a vantagem do empate para o terceiro jogo, novamente em São Paulo. Aí, a maior qualidade paulista prevaleceu: Timão 1 a 0, gol de Edílson.



Copa do Brasil 2001: dois times badalados e invictos há muito tempo se enfrentaram na grande decisão. No Olímpico, com um gol ocasional de Marcelinho Carioca e um golaço de Müller, o Corinthians abriu 2 a 0, mas dois gols de Luís Mário deram ao Grêmio um 2 a 2 que, diante das circunstâncias, foi até bom resultado. No Morumbi, precisando da vitória, o Tricolor deu show: dominou o jogo do início ao fim e fez 3 a 1 com autoridade, em uma das melhores atuações de sua história centenária. Abaixo, o vídeo do jogo completo.

Comentários

arbo disse…
baita.
ainda bem q o marcelinho carioca não joga amanhã. mas é bom se cuidar com os gols de falta...
Vicente Fonseca disse…
Hahaha, é mesmo, Arbo. Imagina, nos anos 90 eles tinham Marcelinho e CÉLIO SILVA pra cobrar faltas. Danrlei é mesmo um mito.