Jogo dos oito erros


O nível apresentado pelo Vasco (14º, 7) no Centenário (4 mil), mesmo para todos que sabíamos de suas fragilidades, foi assustador. O gol contra de Nei, no começo do jogo, foi só o cartão de visitas. E se o time carioca já atacava pouco, após sofrer o 1 a 0 desabou defensivamente. Os cinco gols vieram ao natural, sem grande esforço por parte do Inter (6º, 9). O que manteve uma relativa emoção em parte do confronto foram as fragilidades defensivas do próprio colorado, que "conseguiu" sofrer três gols desta equipe tão frágil.

O 5 a 3 acabou sendo reflexo não de um jogo de alto nível, mas de uma pelada com grife sediada pelo Estádio Centenário e sua inconfundível neblina de inverno. O Inter obteve a vitória, que era mais do que necessária para um time que havia começado tão mal o Brasileiro. Mas é bom não se iludir: a 6ª colocação foi possível bem mais graças à fragilidade dos rivais enfrentados até agora que por um suposto bom nível do time. Levar três gols do Vasco é uma prova disso - e de que a defesa, especialmente, precisa de reforços.

Goiânia: Walter fez o gol que tirou o Goiás (12º, 8) da zona de rebaixamento e o Vitória da vice-liderança (3º, 10), duas posições enganosas para ambos. O equilíbrio do jogo demonstra claramente que o nível das duas equipes é razoavelmente parecido. Só 4 mil viram a primeira vitória do Goiás em casa pelo Brasileiro desde outubro de 2010 no Serra Dourada.

São Paulo: no clássico do baixo astral e dos técnicos interinos, melhor para os meninos do Santos (10º, 8) em cima do conflituado São Paulo (9º, 8): 2 a 0, em pleno Morumbi (12 mil). Giva e Cícero marcaram os gols.

Belo Horizonte: no Independência vazio (5 mil), os reservas do Atlético-MG (13º, 7) bateram o Criciúma (17º, 6) por 3 a 2. Rosinei, Cláudio Leleu e Alecsandro fizeram para o Galo, Wellington Paulista e Luan, contra, marcaram para o Tigre.

A 6ª rodada do Brasileirão teve 14.373 torcedores por jogo em média nos estádios. A média do certame até aqui é baixa, só 12.070 por partida. Agora, com todas as atenções voltadas para o Brasileiro, a tendência é de aumento. Os dois maiores públicos da rodada ocorreram no Mané Garrincha e na Fonte Nova, prova de que, bem mais do que a elitização, é a falta de atrativos para o torcedor o motivo dos estádios vazios.

Série D: excelente vitória do Lajeadense, 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, no Alviazul. A equipe é vice-líder do Grupo 8, só atrás do Londrina. O Juventude perdeu sábado para o Villa Nova-MG (2 a 1), mas o lidera o Grupo 7.

Segundona Gaúcha: Brasil/Pe e Aimoré farão a final do segundo turno da Segundona. Com os 2 a 0 sobre o Santo Ângelo, o Xavante garante o retorno à elite gaúcha, cinco anos depois de ficar ausente. Ótima notícia.

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