Um mês de transição
Caso Celso Roth venha mesmo para o Grêmio, é difícil não pensar que Julinho Camargo serviu de ponte. A torcida jamais perdoaria Paulo Odone por tirar Renato Portaluppi, o homem mais idolatrado por qualquer gremista, para colocar direto em seu lugar um dos técnicos de maior rejeição entre os tricolores - se não o maior. Julinho terá servido de transição entre estes dois extremos. A pressão hoje sobre a direção é quase insuportável. Já imaginaram como estaria o Estádio Olímpico se não tivéssemos esses 30 dias de Julinho entre Renato e Roth?
Julinho está perdido. Reclama que o time tem medo de atacar, mas o escala com 3 volantes jogando em casa e precisando da vitória. Claro, 30 dias é período insuficiente para determinar se um técnico faz ou não um bom trabalho. O problema, no caso, é que não há tempo. Julinho precisava de resultados imediatos, e não os tem conseguido. Não é só culpa sua. Todos têm sua parcela: a direção cometeu uma série de erros, dentre os quais enfraquecer o grupo de jogadores de uma temporada para outra. Renato também: embora idolatrado, deixou de herança um time sem padrão de jogo e com defesa sem qualquer noção de posicionamento. O Grêmio de Julinho tomou 7 gols em 6 jogos, que daria ao tricolor uma das cinco melhores defesas do campeonato em média. Mesmo assim, é uma zaga que comete ainda muitos erros - e não apenas por questões técnicas, mas de posicionamento (os últimos gols sofridos, exceção ao de Ronaldinho, foram por isso).
Mesmo que Celso Roth não venha, a discussão em torno de seu nome cabe. Até porque não creio em vida longa para Julinho no Olímpico. Com Roth, a tendência é que o Grêmio se recupere. Sabe organizar times nesta situação em pouco tempo como ninguém. Não ganhará muitos reforços, o que normalmente o atrapalha, pois sabe montar a equipe, mas não sabe mexer nela. Os jogadores que vierem serão de força, no estilo que ele e Pelaipe gostam. Interessante é ver como ele tratará Leandro. Pegando Douglas Costa como exemplo, não espero afagos.
As próximas horas podem ser decisivas. Com Roth, o Grêmio não cai (nem com Julinho acredito nisso). Mas e em 2012?
Em tempo:
- Paulo Paixão também deve voltar. Por que saiu então? O time penou com lesões no primeiro semestre de 2010, mas, como era previsto, terminou a temporada voando baixo.
Julinho está perdido. Reclama que o time tem medo de atacar, mas o escala com 3 volantes jogando em casa e precisando da vitória. Claro, 30 dias é período insuficiente para determinar se um técnico faz ou não um bom trabalho. O problema, no caso, é que não há tempo. Julinho precisava de resultados imediatos, e não os tem conseguido. Não é só culpa sua. Todos têm sua parcela: a direção cometeu uma série de erros, dentre os quais enfraquecer o grupo de jogadores de uma temporada para outra. Renato também: embora idolatrado, deixou de herança um time sem padrão de jogo e com defesa sem qualquer noção de posicionamento. O Grêmio de Julinho tomou 7 gols em 6 jogos, que daria ao tricolor uma das cinco melhores defesas do campeonato em média. Mesmo assim, é uma zaga que comete ainda muitos erros - e não apenas por questões técnicas, mas de posicionamento (os últimos gols sofridos, exceção ao de Ronaldinho, foram por isso).
Mesmo que Celso Roth não venha, a discussão em torno de seu nome cabe. Até porque não creio em vida longa para Julinho no Olímpico. Com Roth, a tendência é que o Grêmio se recupere. Sabe organizar times nesta situação em pouco tempo como ninguém. Não ganhará muitos reforços, o que normalmente o atrapalha, pois sabe montar a equipe, mas não sabe mexer nela. Os jogadores que vierem serão de força, no estilo que ele e Pelaipe gostam. Interessante é ver como ele tratará Leandro. Pegando Douglas Costa como exemplo, não espero afagos.
As próximas horas podem ser decisivas. Com Roth, o Grêmio não cai (nem com Julinho acredito nisso). Mas e em 2012?
Em tempo:
- Paulo Paixão também deve voltar. Por que saiu então? O time penou com lesões no primeiro semestre de 2010, mas, como era previsto, terminou a temporada voando baixo.
Comentários
-do jeito que tá, daqui a pouco a torcida vai IMPLORAR por roth. eu nao estou aí, mas me parece quase consenso.
-eu nao acho que levar 1 gol em casa por jogo seja bom. certamente tu tá apoiado em estatísticas quando fala isso, mas me parece demais. em casa nao pode levar gol. hehe.
Não achei que o Victor tenha saído mal do gol, sinceramente. A teoria dele foi perfeita, na minha opinião: fechar espaço no ângulo mais provável para o chute. Quanto ao gol, não achei tão frango, embora aquela seja uma bola que o arqueiro geralmente pegaria.