Sobre a seleção
Um meio-campo com Ralf, Ramires e Fernandinho, com todo o respeito, não é um meio-campo de seleção brasileira. Mas ele só existe por um motivo: porque Mano Menezes, por vontade própria ou imposta, faz questão de escalar todos os queridinhos juntos. Como uma equipe com tantos jogadores que não marcam fica vulnerável, o técnico se vê obrigado a montar um time cheio de marcadores, para tentar dar um falso equilíbrio.
O resultado? Um amontoado de "estrelas", no pior sentido da palavra, na frente; e outro amontoado de carregadores de piano atrás. Um time apartado em dois, sem transição. E que, por causa disso, jamais dará certo.
O Brasil vive um período de entressafra sim, mas não é escalando todos os jogadores de qualidade juntos que se montará uma seleção vencedora. Talento não ganha jogo sem um mínimo de organização. Escalar os melhores independente de um mínimo de esquematização é tática válida só para quem joga Elifoot.
Em tempo:
- Gol de letra de Rudnei, aquele, na vitória do Ceará sobre o São Paulo pela Sul-Americana (2 a 1). O futebol é lindo por estes momentos insólitos. Em breve, ouviremos oportunistas falando que o Grêmio errou ao dispensá-lo.
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