Lá se vão 25 dias...
Paulo Autuori sempre prima por sair por cima. Foi a conclusão a que cheguei ontem conversando com meu irmão Lourenço. Já passou por 29 clubes em 26 anos como técnico. Quem quer trabalho de longo prazo, como planejara o Grêmio em 2009, não deve se iludir com sua conversa mansa e encantadora.
No Botafogo, após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995, saiu; no Cruzeiro, teria anunciado sua saída antes mesmo do fim da Libertadores de 1997 (lembrando: ele chegou na metade da competição); no São Paulo, ganhou Libertadores e Mundial em 2005 e saiu antes do fim do contrato para o Kashima Antlers. Em todos estes clubes deixou saudades. Nos clubes que ia mal, pediu demissão ou saiu por proposta melhor (Inter em 1999, Cruzeiro em 2007, Grêmio em 2009). No Mundo Árabe, suas negativas às propostas brasileiros lhe rendem admiração total do xeque e torcedores. Sabe fazer o jogo, é habilidoso. Tanto ou mais do que quanto treinador, e olha que ele tem currículo.
O Internacional perdeu dias com a mesma história que atrasou o Grêmio em 2009: a tal "liberação do xeque". Não perdeu tanto tempo como o Tricolor, que esperou um mês e meio por Autuori, mas já passa dos 25 dias sem técnico. Cuca não foi bem aceito pela torcida, Dorival Júnior foi secado com seu Atlético/MG e, de tanto perder, um dia caiu. Aí, quando caiu e ficou livre, inexplicavelmente Autuori virou a alternativa. Não deu certo, volta-se o foco para Dorival, que pode ser anunciado hoje. Ou não.
Em resumo: o Inter não sabe o que faz. Está perdido e perdendo tempo. Não efetiva Osmar Loss, o mantém na interinidade. E nada disso está dentro de "planejamento" algum.
Em tempo:
- Vasco encaminha classificação na Sul-Americana com ótimos 2 a 0 sobre o Palmeiras. A goleada sofrida para o Botafogo domingo passado soa cada vez mais como fato isolado. O Olimpia é o primeiro classificado da competição: perdeu por 2 a 1 para o The Strongest, mas venceu por 2 a 0 na ida e segue adiante. Enfentará o Emelec na segunda eliminatória.
No Botafogo, após a conquista do Campeonato Brasileiro de 1995, saiu; no Cruzeiro, teria anunciado sua saída antes mesmo do fim da Libertadores de 1997 (lembrando: ele chegou na metade da competição); no São Paulo, ganhou Libertadores e Mundial em 2005 e saiu antes do fim do contrato para o Kashima Antlers. Em todos estes clubes deixou saudades. Nos clubes que ia mal, pediu demissão ou saiu por proposta melhor (Inter em 1999, Cruzeiro em 2007, Grêmio em 2009). No Mundo Árabe, suas negativas às propostas brasileiros lhe rendem admiração total do xeque e torcedores. Sabe fazer o jogo, é habilidoso. Tanto ou mais do que quanto treinador, e olha que ele tem currículo.
O Internacional perdeu dias com a mesma história que atrasou o Grêmio em 2009: a tal "liberação do xeque". Não perdeu tanto tempo como o Tricolor, que esperou um mês e meio por Autuori, mas já passa dos 25 dias sem técnico. Cuca não foi bem aceito pela torcida, Dorival Júnior foi secado com seu Atlético/MG e, de tanto perder, um dia caiu. Aí, quando caiu e ficou livre, inexplicavelmente Autuori virou a alternativa. Não deu certo, volta-se o foco para Dorival, que pode ser anunciado hoje. Ou não.
Em resumo: o Inter não sabe o que faz. Está perdido e perdendo tempo. Não efetiva Osmar Loss, o mantém na interinidade. E nada disso está dentro de "planejamento" algum.
Em tempo:
- Vasco encaminha classificação na Sul-Americana com ótimos 2 a 0 sobre o Palmeiras. A goleada sofrida para o Botafogo domingo passado soa cada vez mais como fato isolado. O Olimpia é o primeiro classificado da competição: perdeu por 2 a 1 para o The Strongest, mas venceu por 2 a 0 na ida e segue adiante. Enfentará o Emelec na segunda eliminatória.
Comentários
Quanto ao Internacional, a impressão de momento é que se torrará uma pequena fortuna mensal em nome de um treinador que havia ficado em segundo plano há poucos dias. Isso depois de cogitar abertamente pelo menos outros três treinadores - Cuca, Ney Franco e Paulo Autuori. No caso, cada vez que a direção colorada insiste em pronunciar "planejamento", ouvimos o som de uma palavra que já nasce morta. Planejamento é o que menos temos visto no Beira-Rio - e o Inter pagará algumas centenas de milhares de reais por mês para comprovar.