Os grandes não ganham
Verdade que o Uruguai, ontem, nem era exatamente um favorito diante do Chile, que também tem bom time e jogava praticamente em casa na cidade de Mendoza, 360 quilômetros de Santiago, separadas pelos Andes. Quem viu diz que os chilenos até foram superiores na maior parte do tempo. O resultado de 1 a 1 foi ruim, mas não trágico para a Celeste: a exemplo da Argentina, basta uma vitória sobre o time sub-22 do México para seguir adiante. No entanto, o risco de cruzar com um adversário forte logo de cara nas quartas de final cresce.
No outro jogo da noite, o Peru confirmou a boa impressão da estreia e venceu os mexicanos por 1 a 0. Na terça, Chile x Peru é antes de Uruguai x México, de modo que a Celeste terá a comodidade de saber o que precisa fazer para garantir uma vaga entre os dois melhores, para não ficar pendurada como terceira colocada à espera de um lugar ao sol. Não será menos que a vitória. Empate a deixa com 3 pontinhos, já atrás de Chile e Peru, que têm 4.
Nuances do absurdo regulamento da Copa América, que segue não prevendo jogos no mesmo horário na rodada final. Talvez seja um dos únicos torneios do planeta a ignorar o que aconteceu na Copa do Mundo de 1978, por coincidência, ocorrida na Argentina.
Será hoje?
Talvez não. O Brasil, a exemplo do Uruguai, terá pela frente um adversário extremamente organizado e forte, o Paraguai. Não será surpresa se mais uma vez um campeão mundial tropeçar na Copa América. Mano deve manter o time faceiro da estreia. Contra a Venezuela, não houve problemas defensivos. Contra os guaranis, a história tende a ser outra...
Um grande sábado
Dois belos jogos movimentam o fim de tarde do Campeonato Brasileiro. O decadente, mas ainda bem colocado, São Paulo recebe o ascendente Cruzeiro no Morumbi. No Rio, o Inter sem Oscar, mas com D'Alessandro, enfrenta o Vasco, que perdeu duas recentemente e precisa de recuperação. Parada dura para o Colorado, seguramente a mais difícil das últimas rodadas. O bom futebol do time de Falcão é inegável, mas convém lembrar que a tabela tem sido doce. Vamos ver hoje, com um compromisso dos mais amargos.
Comentários
Jádson titular faz parte de uma estratégia arquitetada maquiavelicamente por Mano Menezes. Tirando Robinho do time, ele atende aos críticos; porém, Jádson fracassará e o Brasil empatará amargamente, precisando da vitória na última rodada. Com isso, Robinho volta, faz um gol decisivo, classifica o Brasil contra o Equador e garante mais dois anos de titularidade na seleção, no mínimo. Só não vê quem não quer!