Desgaste

Mano Menezes ainda não completou um ano à frente da seleção brasileira, mas já dá sinais de desgaste no comando canarinho. O empate em 2 a 2 com o Paraguai foi o estopim de uma bomba que estava para estourar há algum tempo. O Brasil ainda não ganhou de nenhuma equipe grande sob seu comando, e agora parece ter parado de vencer também os pequenos. Se o empate com a Venezuela na estreia já foi bastante criticado pelo fraco desempenho do time, a quase derrota deste sábado pesa ainda mais na conta.

Pior que a incerteza da classificação só a briga de Mano com a torcida brasileira na Argentina. É verdade que a avalanche de críticas a Jadson (bom jogador, diga-se) é exagerada. A mídia tenta transformar o habilidoso meia ex-Atlético/PR numa espécie de Afonso, o bode expiatório do início da Era Dunga. No entanto, exigir da torcida aplausos ao jogador logo após ele marcar um belo gol de fora da área não ajuda em absolutamente nada: cria antipatia, ocasiona vaias e piora um ambiente que poderia melhorar. Jadson, mesmo após o golaço deste sábado, ficou ainda mais marcado. Tanto que Mano o substituiu no intervalo, minutos após o gol.

O Paraguai quase venceu porque tem mais conjunto que o Brasil. Não tem tantas individualidades, mas é mais time de futebol hoje - dói tanto para alguns reconhecer isso que é preciso encontrar de cara um culpado. E este Cristo não será Ganso, Neymar ou Robinho, por mais que estejam jogando pouquíssimo e sendo displicentes na hora de definir a partida. A culpa por uma possível perda da Copa América recairá sobre os ombros de Mano Menezes e Jadson, que é para Mano o Afonso de Dunga, o Leomar de Leão, o Raí de Parreira. Não que ele não tenha culpa: seu trabalho à frente da seleção é absolutamente pífio. Mas absolver as "estrelas", os queridinhos, será igualmente cretino.

Aliás, eram esses os craques que mudariam a história daquele jogo com a Holanda ano passado?

Estamos velhos
Quem tem seus 18 ou 20 anos para cima fica absolutamente surpreso com o fato de a Venezuela estar liderando o Grupo B da Copa América. Até o final dos anos 90, a vinotinto era o saco de pancadas de qualquer competição sul-americana. A vitória por 1 a 0 sobre o Equador foi recém a terceira da equipe na história do torneio.


Comentários

Igor Natusch disse…
Escalar Jadson é o eu que disse em post anterior: manobra para dar força a Robinho e fazer com que ele volte nos braços do povo contra o Equador. Fez o gol, OK, mas jogou muito pouco mesmo assim. Não é nome para seleção brasileira, simples assim.

Tem que ser dito com todas as letras: o trabalho de Mano Menezes é PÉSSIMO. O Brasil é frágil em todos os setores e não ganha de ninguém. Some-se o mau trabalho de Mano com o momento péssimo de Gansos e Neymares da vida (esses caras aí, que iam resolver tudo na Copa do Mundo, mas não conseguem resolver contra a Venezuela) e temos o quadro de uma seleção do mais baixo nível. Prevejo partida dramática contra Equador e não duvido da desclassificação. Mesmo.