Mais um raspão no bigode
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| Celso Roth, ex-técnico do Internacional |
A terceira de queda de Celso Roth do Beira-Rio deveu-se, desta vez, por um motivo normalmente contrário àquele que o costuma derrubar: em vez de alterar o time quando não precisa, Roth virou refém de um esquema que deu certo por apenas quatro jogos - os mais importantes, nas finais da Libertadores 2010, mas ainda assim só quatro. Desta vez, precisava mudar, mas não mudou. O Inter ganhou a América a partir de um bom funcionamento de meio e ataque, com Taison realizando a função híbrida de ponta, meia e segundo atacante com um encaixe tático perfeito. No entanto, não há jogadores com esta característica no plantel desde sua saída para a Ucrânia: Rafael Sobis, Zé Roberto, Cavenaghi, seja quem for, todos sacrificaram-se em um nome de uma formatação que precisava ser trocado. Não foi, então, que se troque o técnico.
Há outros fatores que pesaram, claro. Roth talvez saia dizendo que cumpriu o planejamento, acordado com a diretoria. Já disse quando deixou o Grêmio, há dois anos. O problema é que o tal planejamento resultou numa eliminação precoce no primeiro turno do Gauchão, em uma campanha apenas razoável na Libertadores, na incerteza quanto a quem titular ou reserva, na insistência em jogadores que não dão certo (Wilson Matias, Nei, Zé Roberto, entre outros). Isso sem falar na derrota para o Mazembe, que também ocorreu após o cumprimento de um então infalível planejamento igualmente.
Sinceramente, torço muito para que Paulo Roberto Falcão seja o novo técnico colorado. É certo que nunca foi um grande treinador, teve passagens fracas pela seleção e pelo próprio Inter. Mas, embora não tenha a idolatria que os gremistas têm por seu atual técnico, representaria uma união entre time e torcida, a qual anda esquecida pelos lados vermelhos. Isso sem falar no principal motivo de minha torcida: o maior jogador da história do Grêmio comandando o Tricolor; o maior jogador da história do Inter comandando o Colorado. Imaginem o que seriam os próximos Gre-Nais. Agora imaginem tudo isso em uma Libertadores.
Seria o Gre-Nal do Milênio. Estamos, talvez, muito próximos de viver um momento mágico na história de nosso principal clássico.
Em tempo:
- Ouvi no Sala de Redação de hoje críticas ao trabalho de Elias Figueroa no Inter em 1996. Discordo totalmente. Apesar de nem ser técnico, tirou o time de uma situação difícil no Brasileirão após o abandono de Nelsinho Batista e quase classificou o Inter entre os oito para os mata-matas. Não conseguiu porque o time era fraco e o Bragantino surpreendeu, mas teve ótimo aproveitamento. Tirou leite de pedra.
- Sem Roth, o senhor de algumas tragédias futebolísticas gaúchas, duvido que o Inter perca para o Emelec. Com ele, a hipótese não parecia tão improvável.
- No Gre-Nal de demissões de Roth, placar empatado: Grêmio 3 (1999, 2000 e 2009) x 3 Inter (1998, 2002 e 2011).
Foto: Eduardo Verdugo (AP).

Comentários
Honda Civic verde escuro, chapa INZ 6358
Por sorte, não quiserem levar meu filho.
Sobre Celso Roth: me assusta que ele tenha sido demitido. Assim que Renato sair do comando do Grêmio, no final de maio, após a eliminação na libertadores, Roth assumirá o comando do tricolor. Todos já sabem disso!
Agora, a queda de Roth é jogo jogado desde a derrota para o Mazembe. O inter teve sorte de ter caido em um grupo fácil da libertadores, senão essa demora em demiti-lo teria custado o semestre.
Me surpreende, porém, que tenham esperado murici acertar com o Santos para buscar um treinador no mercado. É certo que o Inter n pagaria 700 mil reais por um treinador, mas se o Murici insiste em dizer que o que ele quer são condições de trabalho, teria isso de sobre no Beira-Rio.
Falcão está há 2 anos implorando pra treinar um time. Parece que chegou a hora de voltar a casamata. Torço pelo cara, fino trato, inteligente.
Zezinho, não dou uma semana para o Roth acertar com o Fluminense.
Sobre Falcão, acho Dunga um nome melhor, embora a imagem de Falcão, sobretudo nacionalmente, fará um bem muito maior para a imagem do Inter. Tem a questão de estar afastado, de nunca ter sido um grande técnico, mas é uma aposta interessante. Que pegue um plantel bom para fazer essa aposta, acho que o momento é oportuno.
Roth:"Não joguem merda na minha vida privada".
Roth para a imprensa:"Estou cagando e andando".
Roth para a imprensa2:"jornalistas fedem a banheiro".
Roth e os factóides:"não joguem merda no ventilador".
No más, eu sempre gostei do Roth. Já disse isso em outros posts. E seus defeitos já são conhecidos por mais de metro.
Sua demissão tardia por parte da direção do Inter foi muito semelhante a ocorrida na Gestão Duda.
Uma direção nova que não o queria, mas o manteve justamente por não passar pela turbulência e desconfiança de um técnico novo em começo de gestão. Com atraso, mostraram suas verdadeiras posições