Pachuca no caminho

O Internacional de fato caiu na chave mais difícil, o que não significa que será tão complicado assim chegar na final do Mundial. O Pachuca, seu provável adversário na semifinal, tem a mesma pontuação do Chivas, adversário derrotado na final da Libertadores com razoável tranquilidade: 16 pontos em 14 jogos, míseros 38% de aproveitamento no Campeonato Mexicano. É possível que nem passe do time africano na fase anterior.

De qualquer modo, é mais um freguês que se avizinha: depois de eliminar Estudiantes, São Paulo e Chivas na Libertadores, todos derrotados pelo Inter nos últimos anos em competições internacionais, vêm aí Pachuca e Internazionale, outros dois que já defrontaram – e perderam – para o Colorado recentemente. Para quem confia na mística, mais motivos para acreditar que o bi mundial virá em dezembro.

Grêmio
Faz muito bem a futura direção do Grêmio em pensar Renato como técnico até o fim de 2012, na inauguração da Arena. Além de poder obter ganhos inegáveis em marketing, é um trabalho que vem dando, sobretudo, resultados em campo. Mesmo que peça muito, deve ser mantido. Não há técnico barato hoje, e Renato se paga com os lucros sobre sua imagem. Aliás, alguns jogadores que andam sempre “gripados” poderiam ser dispensados, o que aliviaria a folha de pagamento visando à manutenção do treinador.

Em tempo:
- Tinga, 25 dias fora, é a prova que o Mundial é o horizonte. É um cuidado extremo, que claramente coloca a competição de dezembro acima do Brasileirão. Toda cautela é bem-vinda, mas será que é preciso tanta precaução assim?

- Dia de confrontos brasileiros pela Sul-Americana. O Palmeiras, que prioriza a competição, é favorito diante do mistão do Atlético/MG, que ainda luta para escapar do rebaixamento no Brasileirão. Goiás x Avaí, réplica do domingo, é jogo de iguais.

- Os pretendentes a Libertadores e título engrossam a já imensa torcida do Flamengo (13º, 38) contra o Corinthians (3º, 53). Será que o rubro-negro já recebeu malotes forrados de incentivos? Talvez já comece a ser época...

Comentários

André Kruse disse…
" Mesmo que peça muito, deve ser mantido. Não há técnico barato hoje, e Renato se paga com os lucros sobre sua imagem."

Eu concordo em parte com isso, mas sempre defendi que o clube trabalhasse com um teto estabelecido. Para técnico e jogador. E os lucros gerados com a imagem do Renato não são infindaveis
Vicente Fonseca disse…
Claro que o teto é o ideal mesmo, mas anda cada vez mais difícil estabelecê-lo com este mercado inflacionado de treinadores. Não que ache que o Grêmio deve se dobrar totalmente à realidade, mas, especificamente neste caso, acho que vale a pena.
samir disse…
Ouvi na rádio hj de que haverá tb modificações na preparação física. Dizem q o renato pediu q o auxiliar dele, q é preparador físico de origem, assuma os trabalhos. Portanto Paixão pai e filho poderiam ser dispensados.
Luiz Paulo Telo disse…
Sempre lembrando que o Renato pegou o barco andando, numa situação de emergência. É diferente que tu começar o ano na calmaria e os resultados forem intermediários.

Acho que o Renato tem que seguir sim. Mas é difícil que fique até a inauguração da arena. Torço para que dê certo, mas, enfim, o futebol é muito dinâmico.

Sobre o Inter, deve passar pelo Pachuca. Mas passa só se o Celso não der uma de Celso Roth e querer ser precavido e respeitar (demais)o adversário por ele ser mexicano. O Inter tem que se impor.

Depois, Inter vs Inter, aí é duelo de grande, só vendo (para crer, como em 2006). Mas De 10 jogos, o time Italiano ganharia 6, empataria 1 e perderia 2. E uma dessas duas vitórias coloradas pode acontecer lá no dia 18 de dezembro, com certeza.
Vicente Fonseca disse…
Essa do Paixão sair é pra cortar gastos. Certamente, o Odone já está se virando pra manter o Renato com a valorização, e a saída do Paixão é parte disso. Tecnicamente, acho um erro.

Luiz, também torço muito para o Renato ficar até a Arena, embora saiba a dificuldade. Na outra gestão, Odone manteve Mano por dois anos e oito meses. É um indicativo de que pode haver continuidade...
Luiz Paulo Telo disse…
Vicente, é verdade que o Odone manteve o Mano por 3 temporadas. Na era do Mano no Grêmio, ele passou por dois ou três períodos de crise, curtos. Em contrapartida, era um trabalho que dava resultados: a série B, dois gauchões, um terceiro lugar no BR-06 e o vice da Libertadores. Fica mais fácil...

Mas concordo contigo, já é um indicativo.