Quase na metade
São Paulo e Santos eram favoritos e venceram, mas por diferença mínima. Ninguém imaginou, no Morumbi, que o tricolor paulista entraria em campo, na metade do campeonato, disputando posição com o Atlético-GO. Foi um 2 a 1 fundamental, que impede o maior vencedor de Brasileirões da década passada de terminar o turno na zona do rebaixamento.
Para o Santos, o 2 a 1 foi também foi providencial. Do pouco que vi, gostei do Avaí. É um time muito organizado. É um clube organizado. Até vem de maus resultados, mas não aposto que vá cair. Há times piores. O Campeonato Brasileiro tem sido assim: pouca diferença de gols, jogos apertados. Chegaremos à metade do percurso no domingo com pouquíssimas definições. E algumas grandes surpresas, as quais não esperávamos quando o torneio se iniciou, há quatro meses.
Na ponta de cima, Fluminense, Corinthians, Santos e Internacional devem disputar o título. Não se pode descartar da briga o Cruzeiro, embora já fosse mais forte em outras épocas. Montillo fez grande jogo contra o Flamengo, é uma esperança. Mas a Raposa deverá corre por fora, junto com o Botafogo, Palmeiras e Vasco por uma vaga na Libertadores.
Há os que deverão cair. Três vagas parecem encaminhadas: Goiás, Atlético-GO e Prudente. Porém, não surpreenderá se qualquer deles se safar, dado o equilíbrio do campeonato. O resto é briga das brabas. Há pelo menos oito times que podem cair. Isso porque não quero incluir o São Paulo, pelo elenco ainda diferenciado que tem em termos nacionais.
Destes oito, Grêmio e Atlético-MG são os que possuem melhores elencos. Em compensação, são os dois piores hoje em termos de pontuação. Ambos já apresentam leve melhora: nos últimos 15 pontos disputados, fizeram sete (47%). Parece pouco, até porque seguem em crise e não vêm convencendo. Mas o Flamengo, por exemplo, parece um caso ainda mais sério. Com apenas 21 pontos, tem o pior ataque da competição e marcou apenas quatro pontos neste mesmo intervalo (27%).
Além destes três gigantes, Guarani (33%), Avaí (27%) e Ceará (27%) estão em queda livre e não podem ser descartados. O Atlético-PR, que vem crescendo, também não pode relaxar, pois mostrou, contra o Grêmio, sérias deficiências, sendo envolvido, em casa, pelo time gaúcho, que vivia no pior de seu abismo técnico até o domingo passado. O Vitória, com problemas internos, também precisa cuidar para não repetir o Sport do ano passado. Não dá a impressão de que vá, mas já foram três resultados negativos em sequência. Num campeonato como esse, pesa.
Objetivamente, as projeções de hoje indicam pelo menos 71 pontos para título. O Inter precisaria fazer 43 em 21 jogos, o que dá 68% de aproveitamento. Já o Grêmio, para atingir os 43 necessários para não cair, precisa de 24 em 20 jogos, ou 40%. Basta melhorar um pouco esse horror que tem feito. Não caindo em desespero, não será tão difícil. Se mantiver o desempenho medíocre das últimas cinco rodadas, escapa.
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