Goleada de 1 a 0

Jonas marcou contra o ex-clube e chorou (Lucas Uebel)

Foram dois tempos bem distintos, ainda que previsíveis. Mas, apesar de perder o meio-campo para o Guarani na etapa final, o time de Campinas criou apenas uma ou duas chances. Méritos de mais uma grande atuação de Fábio Rochemback, dos dois zagueiros no combate direto contra os habilidosos Mazola e Mário Lúcio e da grande concentração do time de Renato.

O primeiro tempo do Grêmio foi muito bom. Adiantou a linha de defesa e sufocou o Guarani o tempo todo. Jonas foi um verdadeiro demônio vestindo a camisa 7. Além do gol, em um raro belo cruzamento de Fábio Santos (aliás, o segundo em uma semana). A entrada de Adilson trouxe um ganho defensivo inestimável. Renato já reconheceu, na coletiva, que o time começa por ele e Rochemback no meio-campo.

O problema todo segue sendo a criação. Douglas e Souza ganham a confiança de Renato, mas não a justificam dentro de campo. São muitos passes errados, toques de efeito fora de hora ou, simplesmente, momentos de omissão. Souza até não pecou por isso hoje. Tentou muito, mas errou muito. E enfeitou. Até o técnico perder a paciência e colocar Leandro. Não à toa, o time teve uma melhora após sua saída.

O Guarani não é um time ruim. É, inclusive, a cara das equipes de Vagner Mancini. Tem jogadores experientes atrás e rápidos na frente. Mazola e Mário Lúcio são muito habilidosos, mas ainda pouco objetivos na definição dos lances. Como Rômulo, ex-Grêmio, não foi bem, o Bugre pouco concluiu. Mas é uma equipe que vinha de três jogos de invencibilidade.

Há o que melhorar, sem dúvida, mas já são quatro pontos nos últimos dois jogos, duas atuações que oscilaram entre o razoável e o bom. Preocupante: a queda no segundo tempo, como diante do Santos. Mas, ao contrário do que pareceu na quarta passada, desta vez não vi desgaste físico. Vi desgaste psicológico. O Grêmio é um time sem confiança, sempre prestes a desabar com um gol sofrido. Hoje, não sofreu. Aí a importância da goleada de 1 a 0.

Vitória 0 x 0 Internacional
Foi ponto ganho. Carvalho e Roth se contradisseram: o primeiro comemorou o resultado, o segundo diz não comemorar empates. Mas ambos ressaltaram as dificuldades de se jogar no Barradão. Não pude ver o jogo, soube que um tempo foi do Inter e outro do Vitória. Mas 0 a 0, lá, é sempre interessante.

Fundo do poço
Grande alívio também dos atleticanos, de Minas. O 3 a 1 sobre o Goiás não tira o time da zona de rebaixamento, mas já é uma vitória fora de casa. E os esmeraldinos estão cada vez mais perto da Série B.

Comentários

Marcelo disse…
Ganhar um jogo horrível que mereciámos perder: tudo dará certo.