"Vitória contra Espanha é difícil, mas futebol não tem lógica"
“O time está indo muito bem”, opina. Apesar disso, acredita que a equipe chegou em seu limite: “A vitória contra a Espanha é muito difícil, há muita diferença de qualidade”. Contudo, ressalta que o futebol só se resolve durante os 90 minutos: “O futebol não tem lógica e não tem mais favoritismo, é jogado dentro de campo”.
Sobre o time paraguaio, reluta em destacar algum jogador, creditando o sucesso à força do conjunto. Destaca a qualidade da defesa, e nota que falta a presença de um bom meia de ligação, mas põe esperanças de que os três atacantes possam resolver os problemas ofensivos da equipe no duelo contra os espanhóis.
Perguntei também a Benitez porque o Paraguai evolui tanto dos anos 90 para cá. O goleiro do título invicto em 1979 foi categórico: “A federação (APF - Asociación Paraguaya de Futbol) é organizada. Os dirigentes fazem um trabalho muito bom”. Se o Paraguai chegou este ano a seu quarto mundial consecutivo, no tempo em que Benitez defendia as cores de sua pátria era muito mais difícil. “As Eliminatórias não eram por pontos corridos e tinham menos vagas”, explica.
O atual dirigente do Zequinha estreou na seleção paraguaia profissional com apenas dezenove anos, em 1971. Em 77, numa partida encardida contra o Brasil, em pleno Maracanã, Benitez pegou até pensamento e atraiu atenção dos dirigentes do Internacional. Depois de chegar ao Beira-Rio, contudo, parou de ser convocado. Na época, era difícil as seleções convocarem jogadores que atuavam fora de seu país.
Foto: Benitez no Beira-Rio, após entrevista que realizei com ele em 2009, sobre os trinta anos do título brasileiro de 1979. (Felipe Prestes)
Comentários
Concordo com o Benítez. O que falta ao Paraguai é um bom meia de ligação. O time tem a defesa sólida de sempre e, agora, ótimos atacantes. Mesmo assim, cria poucas chances de gol devido a falta do criador ali na meia.