Carta na Mesa - Edição 73 - 12/07/2010
Ficha técnica
Gravação: Estúdio de Rádio da Fabico/UFRGS, 12/07/2010
Duração: 68’54”
Mesa: Vicente Fonseca, Lourenço Fonseca, Gustavo Faraon e Neudimar “Batatinha” da Rocha
Técnica: Eloí Lopes
Principais tópicos abordados: Espanha campeã do mundo; balanço da Copa; seleção da Copa 2010.
SELEÇÃO DA COPA DO MUNDO 2010 – CARTA NA MESA
Casillas (Espanha): já fora um dos melhores em 2002, mas foi ofuscado pelo alemão Kahn. Casillas é um dos principais responsáveis pela sólida defesa espanhola, pegando um pênalti decisivo no jogo contra o Paraguai e fazendo defesas importantes nos jogos seguintes, inclusive salvando dois lances claros de gol desperdiçados pelo holandês Robben.
Lahm (Alemanha): o melhor lateral-esquerdo de 2006 é o melhor lateral-direito de 2010. Lahm é vertical, marca bem apesar da baixa estatura, tem forte presença ofensiva e cruza como raros. Um jogador completo, que fez jus à braçadeira de capitão da Alemanha.
Friedrich (Alemanha): eficiente, formou dupla sólida com Mertesacker. Destacou-se sempre, sendo discreto e muito seguro. Raramente perdeu combate no homem-a-homem com os atacantes adversários.
Piqué (Espanha): zagueiro alto, seguro e muito técnico. O grande expoente da defesa espanhola, ao lado de Casillas, firme por cima e por baixo – além de distribuir o jogo com qualidade.
Fucile (Uruguai): destacou-se fundamentalmente pela qualidade defensiva. Fez alguns grandes jogos na reta final e ajeitou a defesa uruguaia a partir de sua entrada, na vitória por 3 a 0 contra a África do Sul.
Schweinsteiger (Alemanha): quando um jogador deixa de ser um meia quase ponta para se tornar um volante que marca, dribla, passa e pensa o jogo, estamos diante de um craque. Schweinsteiger provou ser um.
Xavi (Espanha): cérebro do time espanhol. A bola gruda em seus pés. Não fez gols, mas participou de vários, sempre encontrando um companheiro em condições de arrematar.
Iniesta (Espanha): foi o melhor jogador da final da Copa, fez o gol do título e cresceu muito ao longo da competição. A exemplo de Xavi, se chutasse mais a gol seria um jogador indiscutível. Se é que já não é.
Sneijder (Holanda): condutor do time holandês, tem visão de jogo privilegiada e alta categoria. Em alguns jogos parecia sumido, até pegar na bola e decidir a partida. Fez os dois gols do time no jogo mais difícil de toda a caminhada: a virada sobre o Brasil, nas quartas-de-final.
Forlán (Uruguai): ao lado de Schweinsteiger, a única unanimidade da seleção. Craque do Mundial, para a FIFA e para nós. Jogou demais em todos os jogos, decidiu em favor do Uruguai quase sempre. Entrou não apenas para a galeria dos maiores jogadores celestes em todos os tempos, mas para a galeria dos grandes craques do futebol mundial. Nossa cobertura em 2014 certamente terá um texto só para ele, na hora de relembrar os mitos da bola.
Villa (Espanha): oportunista, Villa salvava a Espanha a cada jogo, enquanto ela aos poucos crescia. Fez vários gols decisivos, foi o jogador mais importante e decisivo do time campeão do mundo, além de um dos artilheiros da Copa. Impossível não estar entre os 11 melhores.
Joachim Löw (Alemanha): montou o melhor time da Copa do Mundo, o mais organizado e que praticou melhor futebol. Suas apostas, todas, deram certo. Deve ficar para 2014, o que torna a Alemanha ainda mais favorita do que já é, mesmo estando quatro anos distantes do Mundial brasileiro.
Com este programa, o Carta na Manga encerra sua extensa cobertura da Copa do Mundo 2010. Foram 137 posts, cinco programas Carta na Mesa, cobertura de todas as partidas. Mas valeu a pena. Espero que todos tenham se divertido muito, tanto quanto nós nos divertimos. Para 2014, aqui no Brasil, esperamos ir ainda mais longe. Valeu, gurizada! E sigam conosco, porque a Copa acabou, mas o ano continua!
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