Golaços em preto e branco

Resolvi tirar o pó de algumas películas que nos mostram o futebol jogado nos tempos de Pelé e outros. Em tarefa árdua, mas extremamente prazerosa garimpei no Youtube alguns golaços pouco vistos, marcados entre as Copas de 1938 e 62. Vi e revi uma pá de belos gols, mas só colocarei uns poucos aqui, para não dificultar mais do que ajudar. Comecemos pelo mais antigo deles. Itália 4 x 2 Hungria - Final - 1938 - Silvio Piola O segundo gol da Itália na final da Copa de 38 (a partir dos 25’’) poderia ser uma típica tabelinha brasileira. Começa do lado esquerdo, atravessa a área húngara e acaba nos pés de Silvio Piola. Itália 1 x 2 Suíça - 1954 - Fase de Grupos - Boniperti Em 1954, mais um gol italiano. São raros os golaços feitos de cabeça. Mas o que dizer desse testaço de Boniperti (a partir de 34’’). Mas o tento não foi suficiente para a Azzurra, a Itália perdeu para a Suíça por 2 a 1 e não passou da fase de grupos. Turquia 7 x 0 Coreia do Sul - 1954 - Fase de Grupos - Lefter Um gol surpreendente. A então inexpressiva Turquia nos brindou com este golaço de Lefter, pegando de sem-pulo um rebote, de fora da área. Os turcos massacraram a Coreia do Sul por 7 a 0, mas só voltariam a um Mundial em 2002. Suécia 3 x 1 Alemanha - 1958 - Semifinal - Kurt Hamrin Na semifinal em 58, o sueco Kurt Hamrin deu o tiro de misericórdia na Alemanha Ocidental, marcando o terceiro, na vitória por 3 a 1, que deixou os donos da casa em chamas. Hamrin, que seria multicampeão por Fiorentina e Milan, partiu pra cima da defesa alemã na ponta direita. Driblou o primeiro marcador, aplicou uma caneta no segundo e, sem ângulo, tirou do goleiro com uma cavadinha sensacional. Chile 2 x 1 URSS - 1962 - Quartas-de-final - Eládio Rojas Eládio Rojas foi outro que deixou anfitriões em chamas. Com um tirambaço da intermediária desempatou a encardida peleja de quartas-de-final entre chilenos e soviéticos em 1962, na melhor campanha dos sul-americanos na histórias dos mundiais. Ainda lhes indico esta pifada de cabeça de um jogador húngaro para Czibor marcar diante do Uruguai em 1954. E dois tentos marcados por Julinho Botelho. Este contra a Hungria em 54. E o quinto gol brasileiro na goleada sobre o México, também em 54. Que venham mais golaços!

Comentários

Vicente Fonseca disse…
Só golaço. A cabeçada do italiano foi genial, e o gol do sueco lindíssimo.

Mas vem cá, o soviético dormiu MUITO ao perder aquela bola para o chileno que resultou no chutaço, hein?
Vicente Fonseca disse…
Bah, e o Julinho Botelho era cracaço. "Azar" dele foi o Garrincha ter nascido na mesma época.
Lourenço disse…
Bah, acho que o soviético no último gol ali estava ajeitando a meia.
Prestes disse…
Julinho era foda, quis prestar este tributo.

E o soviético certamente havia recebido verba da CIA para fazer corpo mole na partida.