COPA 2010 - Grupo A: equilibrado por baixo
FREDERICK POSSELT MARTINS
Considerado por muitos (e também por este cronista freelancer) o grupo mais equilibrado da Copa (o que não quer dizer que seja o mais forte), a chave que terá o primeiro jogo do torneio conta com a seleção anfitriã, a África do Sul. Motivo para classificação garantida? Nada disso. Compõe também o grupo a seleção mexicana, que apesar da pouca tradição histórica em Copas, tem elenco de médio pra forte e costuma não dar moleza para quem cruza o seu caminho. Por fim – e também o mais importante – conta com duas campeãs mundiais: a Celeste Uruguaia e os Le Bleus franceses. Com este “equilíbrio”, é difícil apostar convictamente na classificação de uma delas, mas se tivermos que chutar, apostamos em França e México, com o Uruguai correndo por fora e os anfitriões sendo a zebra.
África do Sul
Disputa sua terceira Copa do Mundo (jogou também em 98 e 2002, caindo na primeira fase em ambas). Apresentada ao mundo na Copa das Confederações, os Bafana-Bafana mostraram que possuem uma torcida barulhenta e fanática por futebol, louca para que comece, em breve, a maior competição futebolística do planeta. Mas não deve passar disso: sua seleção, que já incomodou o Brasil na mesma Copa das Confederações e arrancou um honroso quarto lugar, não vem demonstrando bom futebol nos últimos tempos. Apostaram em um projeto com Joel Santana, que seria o técnico da Copa, mas não deu certo. Como plano B, chamaram um veterano, Carlos Alberto Parreira. Mas deu azar em pegar, logo de cara, um grupo onde as outras três seleções serão páreo duro e possuem tradição bem maior no torneio.
Quase todos os jogadores do elenco são de clubes locais, ou seja, do próprio país. Os mais conhecidos e técnicos, como o meia Steven Pienaar e o atacante Benni McCarthy, jogam na Europa (no caso dos dois, no futebol inglês). Mas eles não devem ser o suficiente para levarem o resto da equipe – um tanto fraca, por sinal – a uma classificação inédita às oitavas de final de uma Copa. Se essa eliminação prematura realmente acontecer, os Bafana-Bafana serão donos de uma melancólica marca: a primeira seleção anfitriã de uma edição do torneio a ser desclassificada na fase de grupos.
A África do Sul fará a partida inaugural contra o México, no estádio de Soccer City, em Johannesburgo, no dia 11 de junho. Deve jogar no 4-4-2 com a seguinte escalação: Khune; Masileia, Gould, Mokoena e Davids; Dikgacoi, Parker, Gaxa e Pienaar; McCarthy e Mphela.
México
É a típica seleção que, numa Copa, ladra mas não morde. Viajam para a África do Sul com 12 participações na bagagem (esta será sua 13ª). Curiosamente, a seleção mexicana só alcançou boa colocação no torneio nas duas vezes em que o sediou (70 e 86), chegando às quartas-de-final. Nas últimas quatro participações, quatro eliminações nas oitavas. Pode-se considerar que é pouco para uma seleção apontada como a mais tradicional da América do Norte. Por isso, a pretensão para esta Copa é que o México deixe de ser apenas coadjuvante. Para tanto, contará com a base do elenco de 2006 (Rafa Márquez, Torrado, Guardado, Pardo, Blanco), um técnico conhecido (Javier Aguirre) e o acréscimo de algumas jovens promessas (Giovanni dos Santos e Carlos Vela).
Para que não repitam a sina que os afligem, alertamos que vai depender muito de como for o desempenho da equipe no grupo. Se arrancar o primeiro lugar na classificação, poderá pegar uma seleção fraca ou mediana nas oitavas (Grécia, Nigéria ou Coreia do Sul), o que aumentaria as chances de passagem para as quartas-de-final. Entrementes, se passar em segundo lugar, a tendência é que peguem os argentinos, seus carrascos de 2006, e aí o caminho fica mais perigoso. Para evitar este confronto, Aguirre contará com a boa fase do goleiro Ochoa, titular do América e conhecido dos flamenguistas; com a liderança de Rafa Márquez, zagueiro do Barcelona; com a experiência dos veteranos Torrado, Guardado e Blanco; e com um ataque jovem formado por promessas como Javier Hernandez (Chivas Guadalajara), Carlos Vela (Arsenal) e Giovanni dos Santos (ex-Barcelona, atual Galatasaray).
Os mexicanos estréiam logo na partida inaugural do torneio contra os anfitriões, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, no dia 11 de junho, e também devem ir no 4-4-2, que seria escalado com Ochoa; Ricardo Osorio, Rafa Márquez, Efrain Osorio e Salcido; Torrado, Castro, Guardado e Giovanni dos Santos; Javier Hernandez e Carlos Vela.
Uruguai
Primeira seleção a sediar e vencer uma Copa do Mundo, além de ser autora de uma das maiores tragédias do futebol brasileiro, dizer que a Celeste, hoje, é mais conhecida pela sua história do que pelo seu futebol é praticamente um clichê. Prova disso é a campanha realizada nas Eliminatórias: trepidante, de altos e baixos, onde chegou a ser goleada no Centenário pelo Brasil e perder para a Argentina na última rodada. Classificou-se de forma suada na repescagem, depois de um suado embate contra a Costa Rica, garantindo sua participação na Copa oito anos depois.
Com o mesmo técnico de 1990 (Oscar Tabárez), os uruguaios contam com uma defesa acima da média, formada pelo goleiro Muslera e pelos zagueiros Scotti e Lugano, além de Godín na reserva. No ataque, possuem Forlán, um exímio atacante com faro de gol, e Luis Suárez, goleador do Campeonato Holandês, onde joga pelo Ajax. Mas há um problema no meio campo, que desde que perdeu Recoba, não mais encontrou um jogador efetivo para a criação. Este deve ser o principal empecilho da Celeste na trajetória para alcançar os seus dois objetivos nesta Copa: o primeiro, de ganhar uma partida contra um de seus adversários de grupo, fato que não acontece desde 1990; e o segundo, de se classificar para as oitavas, algo que não consegue desde 1986. Só um milagre, vindo diretamente de Varela, poderá levar esta seleção mais adiante que isso.
Os uruguaios fazem sua estréia enfrentando os franceses no Greenpoint Stadium, Cidade do Cabo, dia 11 de junho, no clássico que deve ficar conhecido como “imensidão azul”, por envolver “Celestes” e “Le Bleus” (nenhum sentido). A campo, um 4-4-2 composto por Muslera; Maxi Pereira, Scotti, Lugano e Cáceres; Gargano, Pérez, Álvaro Pereira e Lodeiro. Forlán e Luis Suárez.
França
Talvez deva ser considerada a principal seleção do grupo. Obviamente que isso não é garantia de classificação para a próxima fase, apesar de ser a atual vice-campeã. Afinal, mesmo com jogadores renomados, há uma certa desconfiança sobre esta atual equipe dos Le Bleus. E os motivos são inúmeros, mas vamos citar um bem peculiar: os melhores times que a França montou em sua história sempre possuíram aquele maestro do meio campo que fazia maravilhas com a bola. Foi assim com a equipe de Platini nos anos 80 (semifinais perdidas em 82 e 86 para a Alemanha) e com a de Zidane na virada do século (campeã em 98 e vice em 2006). Hoje, não há esse líder técnico e moral no grupo, muito menos no meio campo (Não, Ribéry não é esse homem, não insistam).
Há um motivo para isso: os franceses passam por um momento de transição em sua seleção. Algumas boas promessas (o goleiro Lloris e o meia Gourcuff) se juntam a outras figurinhas já carimbadas (o zagueiro Gallas, o meia Ribéry e o capitão e artilheiro Henry), formando o que seria, teoricamente, um time suficientemente técnico e competitivo. Teoricamente. Na prática, a França não apresenta um bom futebol desde a aposentadoria de Zidane. Prova disso é a forma como se deu a classificação suada para esta edição da Copa: com um polêmico gol ilegítimo contra a Irlanda na segunda partida do mata-mata decisivo, onde Henry quase foi crucificado por meio mundo por aquele passe com a mão para o gol de Gallas. Junte isso à péssima campanha na Eurocopa de 2008, onde foram eliminados na primeira fase com direito a goleada sofrida pela Holanda, e temos o produto final: uma grande desconfiança sobre esta equipe. Claro que os franceses podem desmentir as previsões e irem longe. Foi assim em 2006, quando ninguém apostava na equipe comandada por Zidane e eles chegaram à final. Mas também é fato que nome e camisa não indicam nada, e 2002 está aí para comprovar.
A França acerta nos jogadores renomados, mas talvez erre no técnico: apesar do vice de 2006, Raymond Domenech é uma figura contestada, mesmo tendo permanecido no cargo após o fiasco da Eurocopa. Já há quem diga que, após sua participação na Copa, o cargo deva ser assumido por Laurent Blanc, capitão de 98 e, atualmente, treinador do Bordeaux. A popularidade do técnico caiu ainda mais quando saiu a lista de convocados, que deixou de fora a principal promessa francesa no ataque: Karim Benzema, preferido por 1 em cada 3 franceses para compor o ataque junto com Henry. Assim, nosso palpite é de que esta equipe chega, no máximo, até as quartas-de-final, onde provavelmente pegará a Inglaterra. Se passar desta fase, deve haver uma motivação extra no elenco. E aí 2006 poderá se repetir.
A estréia dos Le Bleus acontece dia 11 de junho, contra a Celeste Olímpica, no Greenpoint Stadium, Cidade do Cabo. Deve ir a campo um 4-4-2 formado por Lloris; Sagna, Gallas, Escudé e Evra; Diarra, Gourcuff, Toutalan e Ribéry; Anelka e Henry.
Disputa sua terceira Copa do Mundo (jogou também em 98 e 2002, caindo na primeira fase em ambas). Apresentada ao mundo na Copa das Confederações, os Bafana-Bafana mostraram que possuem uma torcida barulhenta e fanática por futebol, louca para que comece, em breve, a maior competição futebolística do planeta. Mas não deve passar disso: sua seleção, que já incomodou o Brasil na mesma Copa das Confederações e arrancou um honroso quarto lugar, não vem demonstrando bom futebol nos últimos tempos. Apostaram em um projeto com Joel Santana, que seria o técnico da Copa, mas não deu certo. Como plano B, chamaram um veterano, Carlos Alberto Parreira. Mas deu azar em pegar, logo de cara, um grupo onde as outras três seleções serão páreo duro e possuem tradição bem maior no torneio.
Quase todos os jogadores do elenco são de clubes locais, ou seja, do próprio país. Os mais conhecidos e técnicos, como o meia Steven Pienaar e o atacante Benni McCarthy, jogam na Europa (no caso dos dois, no futebol inglês). Mas eles não devem ser o suficiente para levarem o resto da equipe – um tanto fraca, por sinal – a uma classificação inédita às oitavas de final de uma Copa. Se essa eliminação prematura realmente acontecer, os Bafana-Bafana serão donos de uma melancólica marca: a primeira seleção anfitriã de uma edição do torneio a ser desclassificada na fase de grupos.
A África do Sul fará a partida inaugural contra o México, no estádio de Soccer City, em Johannesburgo, no dia 11 de junho. Deve jogar no 4-4-2 com a seguinte escalação: Khune; Masileia, Gould, Mokoena e Davids; Dikgacoi, Parker, Gaxa e Pienaar; McCarthy e Mphela.
México
É a típica seleção que, numa Copa, ladra mas não morde. Viajam para a África do Sul com 12 participações na bagagem (esta será sua 13ª). Curiosamente, a seleção mexicana só alcançou boa colocação no torneio nas duas vezes em que o sediou (70 e 86), chegando às quartas-de-final. Nas últimas quatro participações, quatro eliminações nas oitavas. Pode-se considerar que é pouco para uma seleção apontada como a mais tradicional da América do Norte. Por isso, a pretensão para esta Copa é que o México deixe de ser apenas coadjuvante. Para tanto, contará com a base do elenco de 2006 (Rafa Márquez, Torrado, Guardado, Pardo, Blanco), um técnico conhecido (Javier Aguirre) e o acréscimo de algumas jovens promessas (Giovanni dos Santos e Carlos Vela).
Para que não repitam a sina que os afligem, alertamos que vai depender muito de como for o desempenho da equipe no grupo. Se arrancar o primeiro lugar na classificação, poderá pegar uma seleção fraca ou mediana nas oitavas (Grécia, Nigéria ou Coreia do Sul), o que aumentaria as chances de passagem para as quartas-de-final. Entrementes, se passar em segundo lugar, a tendência é que peguem os argentinos, seus carrascos de 2006, e aí o caminho fica mais perigoso. Para evitar este confronto, Aguirre contará com a boa fase do goleiro Ochoa, titular do América e conhecido dos flamenguistas; com a liderança de Rafa Márquez, zagueiro do Barcelona; com a experiência dos veteranos Torrado, Guardado e Blanco; e com um ataque jovem formado por promessas como Javier Hernandez (Chivas Guadalajara), Carlos Vela (Arsenal) e Giovanni dos Santos (ex-Barcelona, atual Galatasaray).
Os mexicanos estréiam logo na partida inaugural do torneio contra os anfitriões, no estádio Soccer City, em Johannesburgo, no dia 11 de junho, e também devem ir no 4-4-2, que seria escalado com Ochoa; Ricardo Osorio, Rafa Márquez, Efrain Osorio e Salcido; Torrado, Castro, Guardado e Giovanni dos Santos; Javier Hernandez e Carlos Vela.
Uruguai
Primeira seleção a sediar e vencer uma Copa do Mundo, além de ser autora de uma das maiores tragédias do futebol brasileiro, dizer que a Celeste, hoje, é mais conhecida pela sua história do que pelo seu futebol é praticamente um clichê. Prova disso é a campanha realizada nas Eliminatórias: trepidante, de altos e baixos, onde chegou a ser goleada no Centenário pelo Brasil e perder para a Argentina na última rodada. Classificou-se de forma suada na repescagem, depois de um suado embate contra a Costa Rica, garantindo sua participação na Copa oito anos depois.
Com o mesmo técnico de 1990 (Oscar Tabárez), os uruguaios contam com uma defesa acima da média, formada pelo goleiro Muslera e pelos zagueiros Scotti e Lugano, além de Godín na reserva. No ataque, possuem Forlán, um exímio atacante com faro de gol, e Luis Suárez, goleador do Campeonato Holandês, onde joga pelo Ajax. Mas há um problema no meio campo, que desde que perdeu Recoba, não mais encontrou um jogador efetivo para a criação. Este deve ser o principal empecilho da Celeste na trajetória para alcançar os seus dois objetivos nesta Copa: o primeiro, de ganhar uma partida contra um de seus adversários de grupo, fato que não acontece desde 1990; e o segundo, de se classificar para as oitavas, algo que não consegue desde 1986. Só um milagre, vindo diretamente de Varela, poderá levar esta seleção mais adiante que isso.
Os uruguaios fazem sua estréia enfrentando os franceses no Greenpoint Stadium, Cidade do Cabo, dia 11 de junho, no clássico que deve ficar conhecido como “imensidão azul”, por envolver “Celestes” e “Le Bleus” (nenhum sentido). A campo, um 4-4-2 composto por Muslera; Maxi Pereira, Scotti, Lugano e Cáceres; Gargano, Pérez, Álvaro Pereira e Lodeiro. Forlán e Luis Suárez.
França
Talvez deva ser considerada a principal seleção do grupo. Obviamente que isso não é garantia de classificação para a próxima fase, apesar de ser a atual vice-campeã. Afinal, mesmo com jogadores renomados, há uma certa desconfiança sobre esta atual equipe dos Le Bleus. E os motivos são inúmeros, mas vamos citar um bem peculiar: os melhores times que a França montou em sua história sempre possuíram aquele maestro do meio campo que fazia maravilhas com a bola. Foi assim com a equipe de Platini nos anos 80 (semifinais perdidas em 82 e 86 para a Alemanha) e com a de Zidane na virada do século (campeã em 98 e vice em 2006). Hoje, não há esse líder técnico e moral no grupo, muito menos no meio campo (Não, Ribéry não é esse homem, não insistam).
Há um motivo para isso: os franceses passam por um momento de transição em sua seleção. Algumas boas promessas (o goleiro Lloris e o meia Gourcuff) se juntam a outras figurinhas já carimbadas (o zagueiro Gallas, o meia Ribéry e o capitão e artilheiro Henry), formando o que seria, teoricamente, um time suficientemente técnico e competitivo. Teoricamente. Na prática, a França não apresenta um bom futebol desde a aposentadoria de Zidane. Prova disso é a forma como se deu a classificação suada para esta edição da Copa: com um polêmico gol ilegítimo contra a Irlanda na segunda partida do mata-mata decisivo, onde Henry quase foi crucificado por meio mundo por aquele passe com a mão para o gol de Gallas. Junte isso à péssima campanha na Eurocopa de 2008, onde foram eliminados na primeira fase com direito a goleada sofrida pela Holanda, e temos o produto final: uma grande desconfiança sobre esta equipe. Claro que os franceses podem desmentir as previsões e irem longe. Foi assim em 2006, quando ninguém apostava na equipe comandada por Zidane e eles chegaram à final. Mas também é fato que nome e camisa não indicam nada, e 2002 está aí para comprovar.
A França acerta nos jogadores renomados, mas talvez erre no técnico: apesar do vice de 2006, Raymond Domenech é uma figura contestada, mesmo tendo permanecido no cargo após o fiasco da Eurocopa. Já há quem diga que, após sua participação na Copa, o cargo deva ser assumido por Laurent Blanc, capitão de 98 e, atualmente, treinador do Bordeaux. A popularidade do técnico caiu ainda mais quando saiu a lista de convocados, que deixou de fora a principal promessa francesa no ataque: Karim Benzema, preferido por 1 em cada 3 franceses para compor o ataque junto com Henry. Assim, nosso palpite é de que esta equipe chega, no máximo, até as quartas-de-final, onde provavelmente pegará a Inglaterra. Se passar desta fase, deve haver uma motivação extra no elenco. E aí 2006 poderá se repetir.
A estréia dos Le Bleus acontece dia 11 de junho, contra a Celeste Olímpica, no Greenpoint Stadium, Cidade do Cabo. Deve ir a campo um 4-4-2 formado por Lloris; Sagna, Gallas, Escudé e Evra; Diarra, Gourcuff, Toutalan e Ribéry; Anelka e Henry.
Comentários
Exercício de "Pai Dinão":
1º) Uruguai, 5
2º) África do Sul, 4
3º) México, 4
4º) Franca, 3
RSA-MEX: vitória RSA
URU-FRA: vitória URU
RSA-URU: empate
MEX-FRA: vitória MEX
MEX-URU: empate
RSA-FRA: vitória FRA