Seleção da década do Internacional

Clemer (2002 a 2009) Goleiro de frangaços e defesas espetaculares, Clemer Melo da Silva gravou seu nome na história do Internacional. Mesmo sendo pior tecnicamente que goleiros como Lauro e Renan, é impossível deixar este arqueiro de fora. Em se tratando de colorado, só quem pode olhar de frente para este maranhense é Manga. Com oito temporadas de Internacional, Clemer é uma MÚMIA, ganhou faixa de tudo quanto é jeito. Foram seis campeonatos gaúchos, Libertadores, Mundial, Recopa e Sul-Americana. Simplesmente um dos maiores vencedores no clube em todos os tempos. Ceará (2005/2006/2007) – Indicado por Muricy Ramalho, Ceará chegou como opção de banco. Muitas vezes era até deslocado para a lateral-esquerda. O jogador, no entanto, soube se aproveitar de lesão do então titular incontestável Élder Granja. E na hora certa. Na reta final da Libertadores. Lateral de força, velocidade, seriedade e boa técnica, caiu nas graças do torcedor. No Mundial, se consagrou após parar o melhor jogador do mundo, Ronaldinho Gaúcho, que vinha num ano mágico, fazendo de palhaço qualquer marcador que passasse por sua ponta-esquerda. Lúcio (1997/1998/1999/2000) – Lucimar da Silva Ferreira é um dos únicos dois nomes que estão nessa seleção e não foram do grande time de 2006. Conquistou esse espaço pelo campeonato brasileiro que fez em 2000, ganhando a Bola de Prata, ajudando o Internacional a alcançar as quartas-de-final, colocação que era rara para o clube na época. Mas conquistou vaga na seleção também por tudo que fez fora do clube e que comprova que aquele jovem zagueiro era mesmo fora-de-série. O menino que chamou atenção do Internacional , mesmo após seu Guará ter levado sete a zero, era bom na bola aérea, firme nas divididas e dava arrancadas enlouquecidas rumo ao gol, como no vídeo acima. Depois ganhou o mundo e gravou seu nome na história do futebol mundial no Bayern e na Seleção Brasileira. Fabiano Eller (2006/2009) – Bruxo de Abel Braga, Eller vinha estigmatizado como o treinador: perdera duas finais de Copa do Brasil, era um fracassado. E começou mal a Libertadores, cometendo algumas falhas. Mas com sua técnica e visão de jogo acima da média para zagueiros, conquistou seu espaço no Beira-Rio e se tornou um ídolo. Bom cabeceador, ótimo com os pés, velocidade razoável para jogar na defesa e inteligência para se colocar. Assim, Fabiano também se eternizou ao lado de Índio, ao parar o Barcelona de Decos e Iniestas. Alex (2004 a 2009) – Aqui está a grande gambiarra desta seleção. Alex nunca se afirmou pela lateral-esquerda. Seu futebol sobressaiu justamente quando voltou a jogar na sua posição original, o meio-campo – onde pode exercer suas maiores virtudes: o drible e o chute. O problema é que faltam vagas para tantos ícones no meio do campo. Como volante pela esquerda, revezando entre o meio e a lateral com Jorge Wagner, Alex conquistou a Libertadores. Também recuado, foi campeão do mundo, sem jogar bem. Adiantado, perto do gol, seu futebol explodiu. Fez mais de 30 gols em 2008, conquistando a Sul-Americana, sendo um dos nomes de futebol mais brilhante no Internacional nesta década. Edinho (2003 a 2009) – Édimo Ferreira Campos é um ícone do Internacional. Ao lado de Alex, é o único que participou ativamente dos quatro títulos internacionais conquistados pelo clube nesta década. No último, foi ele quem levantou a taça. Edinho é o volante que faz o trabalho sujo com perfeição. Sua atuação machucando Mineiro logo no início da decisão da Libertadores, por exemplo, foi algo de sensacional. Tornou-se o símbolo da raça colorada nos últimos grandes títulos do clube. Guiñazu (2007/2008/2009) – O jogador argentino que impressionou a todos jogando pelo Libertad é um fenômeno. Sua disposição durante as partidas é algo a ser estudado. Aliando esse dom físico à vontade de jogar, à qualidade nos desarmes e ao baixíssimo índice de passes errados, Guiñazu ganhou respeito e admiração não só no Rio Grande do Sul, como em todo o Brasil, ganhando inclusive prêmios. Como se não bastasse, ainda é um jogador extremamente carismático tendo conquistado o coração de todos os colorados e a liderança no grupo de jogadores. Tinga (2005/2006) – Paulo César Tinga começou como um meia-atacante ciscador, mas só ganhou respeito dentro do futebol quando assumiu características parecidas com as de Guiñazu: muita entrega em campo, de área a área, e muita inteligência para tabelas curtas. O que o diferencia do argentino é que Tinga é mais agudo, sempre rondando o gol adversário, apesar de concluir mal. Como o hermano, também conquistou a todos pela disposição aliada ao bom futebol. E, claro, por sua participação decisiva na campanha da Libertadores, em 2006. Fernandão (2004/2005/2006/2007/2008) – F9, matador, Fernandeus ganhou inúmeras alcunhas e é o maior ídolo colorado desde os anos setenta. Talvez Nilmar, Pato e até Alex tenham jogado melhor futebol, mas ninguém teve tanta estrela. Fernandão estreou no segundo tempo de um Grenal e marcou de cabeça. Pronto. Em meia hora de jogo estava feito o ídolo. Jogando um futebol exuberante, de toques de primeira, cabeça erguida e conclusões perfeitas, o camisa nove empurrou o time ao vice-campeonato brasileiro em 2005. Mas na Libertadores, o ídolo não vinha tão bem, parecia mal fisicamente. Entretanto, nas semifinais apareceu novamente. Na finalíssima, a consagração. De carrinho, na raça. Ninguém teve tanta estrela quanto Fernandão. Nilmar (2002 a 2004/2007 a 2009) – Ninguém jogou tanto futebol quanto Nilmar Honorato da Silva nesta década. O atacante fez gols e jogadas para a antologia do futebol. Nilmar é daqueles jogadores que retomam um sentimento muitas vezes perdido, o de admirar o futebol independentemente da competição. São como pinturas muitas de suas jogadas. Algumas delas decisivas, como o golaço contra a Internazionale em Dubai. Outros gols foram apenas (muito) decisivos, como na prorrogação contra o Estudiantes na final da Sul-Americana. O título que faltava para coroar a trajetória de Nilmar. Rafael Sóbis (2004/2005/2006) – Rafael Sóbis foi o protagonista do maior jogo que eu vi do Internacional. Os dois gols contra o São Paulo na final da Libertadores marcam definitivamente seu nome na história. Aquela atuação resume seu chute preciso e forte, seu bom drible, sua coragem para enfrentar os zagueiros e torna insignificantes os outros 29 gols marcados com a camisa vermelha. Aqueles dois gols. Aqueles dois gols. Aqueles dois gols.

Comentários

Vicente Fonseca disse…
Surpreendente a ausência do Índio. Fernando Carvalho discordaria.

Difícil também achar espaço para Jorge Wagner e Iarley, que jogaram muito.
Felipe disse…
Pois é, na minha seleção o Índio não faltaria. Mas achei válida a "gambiarra" de colocar o Alex de lateral pra colocar o Nilmar no lugar do Jorge Wagner. O Lúcio também foi uma boa lembrança, embora tenha jogado mais tempo na decada passada do que nessa.

Mas a grande surpresa da seleção do Prestes, ao menos pra mim, foi a ausênsia do ANDREZINHO.
Prestes disse…
"Mas a grande surpresa da seleção do Prestes, ao menos pra mim, foi a ausênsia do ANDREZINHO".

uhasduhsduhsduhsduhsduhsduhssuhauh

Pois é faltou o Índio. Eu tenho implicância com ele, e além disso o Lúcio é outro nível de jogador.
Prestes disse…
E esse vídeo do Lúcio, hein? O que acharam?

Esse gol não me sai da memória. E era um jogo decisivo.
Lourenço disse…
Que jogo era esse?

Eu também colocaria o Índio, apesar de ter sido irregular desde 2007. Mas para mim, somando tempo na equipe, identificação com o clube e momentos marcantes, ele é o zagueiro da década no Inter.

A minha seria
Clemer, Ceará, Índio, Fabiano Eller e Jorge Wagner; Edinho, Tinga, Alex e Fernandão; Nilmar e Sóbis.
Sancho disse…
O Tinga deveria estar no Grêmio também. Seria o mais justo com ele!
Vicente Fonseca disse…
Que jogo era esse Prestes? Inter x Corinthians, Copa JH-2000?
Prestes disse…
Isso. Era na primeira fase. O jogo foi um a zero, e o gol praticamente garantiu a classificação do Inter.
Samir disse…
Q time hein! Do meio pra frente só cara mto bom de bola. Se bem q se colocassem o Tinga e o Guinazu no mesmo time, a FIFA deveria aprovar uma lei que proiba o time que os contratou de colocá-los ao mesmo tempo no jogo. Ou então colocar os dois e jogar com 2 a menos.

E esse ataque ae é foda. Nilmar e Sobis, sendo observados de perto pelo Fernandão! Fiquei com inveja do Inter nessa década...
Vicente Fonseca disse…
Em resposta ao Luís Felipe, e conforme prometido, o meu Inter da década.

1- João Gabriel braço curto

2- Ricardo Lopes (2008)

3- Chris (2002), zagueiraço que deu migué e possibilitou Rodrigo Mendes fazer o gol da vitória no Gre-Nal do Brasileiro

4- DUÍLIO

6- Wederson (2001), o mesmo que recuou uma bola para o goleiro do meio-campo num Gre-Nal e a bola saiu em escanteio

5- Cleitão

8- Maycon, o DJAIR colorado.

10- Pinga

11- TIM

7- Fábio Pinto (também estaria na minha do Grêmio, se eu fosse colorado)

9- Ricardo Jesus

Técnico: Gallo.
Lourenço disse…
Faltou Léo Gamalho, Fernando Miguel, Galego, Tonhão...
Prestes disse…
O Tonhão é dos anos 90.

O Angelo me fazia adorar o Ricardo Lopes, Vicente.

uhasdasuhdasuhduh
Vicente Fonseca disse…
ÂNGELO.

Bem lembrado.
Lourenço disse…
Claro, Prestes.
Tô velho!
luís felipe disse…
Prestes, que baita lembrança esse vídeo. Ele sintetiza o que foi o Lúcio no Inter.

Eu tava no Beira-Rio. Aquele Corinthians se perdeu na poeira, desmontou o timaço de 1999 e fez um campeonato horroroso. Mas naquele jogo, eles foram bem. Tavam dominando o Inter dentro de casa. No intervalo a coisa melhorou, mas com Rodrigão na frente, era uma epopéia para conseguir um chute a gol.

Aí esse doido me sai de trás, de dentro da área, tabelando com todo mundo, e se mandando pra frente como um desesperado. Na nossa cabeça, claro. Ele era muito consciente do que fazia, é só olhar o vídeo. O puto me meteu um gol de fora da área e decidiu o jogo! Realmente, era decisivo. Era um daqueles jogos em que o Inter precisava ganhar para não perder a vaga na rodada seguinte.

Baita lembrança, Prestes. Baita lembrança!
Alemão disse…
Prestes tá uma máquina a tua seleção colorada, inclusive o Alex poderia avançar tranquilo pela lateral tendo o guinã e o tinga no meio. o único senão pra mim é que faltou a menção honrosa para o Mahicon Librelato.