Rodada quádrupla
As Eliminatórias Sul-Americanas cumprirão hoje a 12ª de suas 18 rodadas, completam dois de seus três terços e entram na reta final. Pouca coisa parece definida, quase nada. Como Argentina e Brasil não dispararam e estão longe de convencer, há um equilíbrio poucas vezes visto.
Quem pensa que a derrota de ontem da Colômbia nos minutos finais para a Venezuela não atinge quem está na ponta de cima se engana. O resultado segura os colombianos em 14 pontos, cinco atrás do Brasil, quarto colocado, e dois atrás do Uruguai, quinto. Portanto, foi excelente para quem está na zona de classificação. A Venezuela, com 13, adquiriu o direito de sonhar com uma improvável repescagem. Sonho que Peru e Bolívia, os dois últimos, que pegarão Brasil e Argentina, já perderam de vista.
Serão quatro os jogos de hoje, todos interessam a quase todos. Em La Paz, a Argentina vai tentar reviver o esquema maluco que Maradona implantou contra a Venezuela. Ir à Copa assim é possível, mas enfrentar adversários mais duros com este time cheio de improvisações será temerário. De uma forma ou de outra, é este time que tem feito redescobrir em Buenos Aires o amor adormecido pela seleção albiceleste. Se a vitória não vier, porém, haverá questionamentos e complicações de tabela.
O Brasil é outro que não pode pensar em não vencer, muito mais do que a própria Argentina. Pega o lanterna, em casa. Depois, terá uma tabela cheia de adversários diretos: Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Precisa de gordura para poder queimar. Vencendo hoje e fazendo 7 dos 12 pontos contra estes quatro adversários a vaga à África do Sul estará praticamente garantida, principalmente tendo em conta que Bolívia e Venezuela são os dois últimos confrontos.
O Paraguai é que segue com gordura acumulada, mas queimou parte dela em Montevidéu. Vai a Quito em busca de 1 ponto que lhe manteria a liderança e seguiria encaminhando a vaga. Perdendo, traz o Equador para a briga pela repescagem.
O melhor jogo da rodada, no entanto, será entre Chile x Uruguai, às 20:10. Duelo diretíssimo. Para os chilenos, a vitória seria fundamental para livrar diferença dos celestes (é 19 a 16 hoje). Os uruguaios podem se dar parcialmente satisfeitos com um empate, pois não ficariam tão para trás, ainda que uma vitória fosse redentora.
Porto Alegre verde-amarela
Não chega a ser uma comoção regional, mas esta passagem da seleção brasileira está mexendo, sim, com Porto Alegre. É o principal assunto dos últimos dias. Não imaginava que fosse ser assim. Pensei que talvez aqueles que não têm mais condições de ir a jogos de futebol em Porto Alegre, por força das campanhas de sócios de Grêmio e Internacional, fossem os únicos atingidos por esta febre verde-amarela (ontem, 20 mil deles viram o treino brasileiro). Mas não: os ingressos para o jogo de hoje são ainda mais absurdos, e o Beira-Rio estará lotado. Claro que será um público diferente daquele que costuma frequentar Olímpico e Beira-Rio, mas é um sucesso.
Tenho quase certeza que os motivos que levarão mais de 40 mil porto-alegrenses ao estádio hoje não passam nem perto de justificar a cidade como futura sede da Copa de 2014. Parecem ter mais a ver com a raridade que é um jogo da seleção na cidade e com o fato de Dunga ser gaúcho e estar em crise com a mídia e a torcida do centro do país. Seja o que for, vejam como é importante o Brasil atuar em seu território. Fosse assim também nos amistosos, certamente o consumo da marca seleção brasileira por aqui seria muito maior. E não apenas pelo lado comercial: os canarinhos certamente voltariam a ter a torcida de todos, não apenas em época Copa do Mundo, e muito mais entusiasmada na própria Copa.
Quem pensa que a derrota de ontem da Colômbia nos minutos finais para a Venezuela não atinge quem está na ponta de cima se engana. O resultado segura os colombianos em 14 pontos, cinco atrás do Brasil, quarto colocado, e dois atrás do Uruguai, quinto. Portanto, foi excelente para quem está na zona de classificação. A Venezuela, com 13, adquiriu o direito de sonhar com uma improvável repescagem. Sonho que Peru e Bolívia, os dois últimos, que pegarão Brasil e Argentina, já perderam de vista.
Serão quatro os jogos de hoje, todos interessam a quase todos. Em La Paz, a Argentina vai tentar reviver o esquema maluco que Maradona implantou contra a Venezuela. Ir à Copa assim é possível, mas enfrentar adversários mais duros com este time cheio de improvisações será temerário. De uma forma ou de outra, é este time que tem feito redescobrir em Buenos Aires o amor adormecido pela seleção albiceleste. Se a vitória não vier, porém, haverá questionamentos e complicações de tabela.
O Brasil é outro que não pode pensar em não vencer, muito mais do que a própria Argentina. Pega o lanterna, em casa. Depois, terá uma tabela cheia de adversários diretos: Uruguai, Paraguai, Argentina e Chile. Precisa de gordura para poder queimar. Vencendo hoje e fazendo 7 dos 12 pontos contra estes quatro adversários a vaga à África do Sul estará praticamente garantida, principalmente tendo em conta que Bolívia e Venezuela são os dois últimos confrontos.
O Paraguai é que segue com gordura acumulada, mas queimou parte dela em Montevidéu. Vai a Quito em busca de 1 ponto que lhe manteria a liderança e seguiria encaminhando a vaga. Perdendo, traz o Equador para a briga pela repescagem.
O melhor jogo da rodada, no entanto, será entre Chile x Uruguai, às 20:10. Duelo diretíssimo. Para os chilenos, a vitória seria fundamental para livrar diferença dos celestes (é 19 a 16 hoje). Os uruguaios podem se dar parcialmente satisfeitos com um empate, pois não ficariam tão para trás, ainda que uma vitória fosse redentora.
Porto Alegre verde-amarela
Não chega a ser uma comoção regional, mas esta passagem da seleção brasileira está mexendo, sim, com Porto Alegre. É o principal assunto dos últimos dias. Não imaginava que fosse ser assim. Pensei que talvez aqueles que não têm mais condições de ir a jogos de futebol em Porto Alegre, por força das campanhas de sócios de Grêmio e Internacional, fossem os únicos atingidos por esta febre verde-amarela (ontem, 20 mil deles viram o treino brasileiro). Mas não: os ingressos para o jogo de hoje são ainda mais absurdos, e o Beira-Rio estará lotado. Claro que será um público diferente daquele que costuma frequentar Olímpico e Beira-Rio, mas é um sucesso.
Tenho quase certeza que os motivos que levarão mais de 40 mil porto-alegrenses ao estádio hoje não passam nem perto de justificar a cidade como futura sede da Copa de 2014. Parecem ter mais a ver com a raridade que é um jogo da seleção na cidade e com o fato de Dunga ser gaúcho e estar em crise com a mídia e a torcida do centro do país. Seja o que for, vejam como é importante o Brasil atuar em seu território. Fosse assim também nos amistosos, certamente o consumo da marca seleção brasileira por aqui seria muito maior. E não apenas pelo lado comercial: os canarinhos certamente voltariam a ter a torcida de todos, não apenas em época Copa do Mundo, e muito mais entusiasmada na própria Copa.
Comentários
OUNHOÉT?
(o acento fui eu que coloquei)