Faltou discutir a relação
Como conhecedor do mercado de capitais que supostamente é, Roman Abramovich deveria saber que Felipão é como ações da Petrobras: mesmo que baixe os rendimentos durante uma crise, sempre recupera os títulos (entenda como quiser) com o tempo. Por outro, Felipão deveria saber que o Chelsea não é mais exatamente um clube de futebol, é uma empresa. Precisa de resultados imediatos.
O Chelsea precisa de resultados, Felipão sempre demandou tempo. Um não entende as necessidades do outro. Quando um casamento ocorre desta maneira, fica difícil sustentar. Não tenho dúvidas de que o treinador, hora ou outra, daria a volta por cima e, quem sabe, até beliscaria esta Liga dos Campeões, ou a do ano que vem. Mas seu carisma não atingiu Stamford Bridge; os resultados não vieram, foram 4 derrotas e 1 empate em 5 clássicos.
Felipão perde por não ter dado o grande pulo do gato no que diz respeito a ter sucesso num grande clube europeu, única coisa que ainda lhe falta em sua gloriosa carreira. Ao menos, ganha alguns milhões no bolso. O Chelsea, por outro lado, perde bem mais: demite talvez o melhor treinador do planeta (que, diga-se, não ganha títulos há sete anos), perde alguns milhões de libras, enfrentará uma troca de comando às vésperas das oitavas da Liga, está fora da disputa pelo título da Premier League.
Quem não tem paciência sofre a consequência. Talvez aí esteja a diferença do eternamente emergente Chelsea para Manchester United e Arsenal, que sempre foram pacientes com seus competentes comandantes, mesmo nos momentos de crise.
O Chelsea precisa de resultados, Felipão sempre demandou tempo. Um não entende as necessidades do outro. Quando um casamento ocorre desta maneira, fica difícil sustentar. Não tenho dúvidas de que o treinador, hora ou outra, daria a volta por cima e, quem sabe, até beliscaria esta Liga dos Campeões, ou a do ano que vem. Mas seu carisma não atingiu Stamford Bridge; os resultados não vieram, foram 4 derrotas e 1 empate em 5 clássicos.
Felipão perde por não ter dado o grande pulo do gato no que diz respeito a ter sucesso num grande clube europeu, única coisa que ainda lhe falta em sua gloriosa carreira. Ao menos, ganha alguns milhões no bolso. O Chelsea, por outro lado, perde bem mais: demite talvez o melhor treinador do planeta (que, diga-se, não ganha títulos há sete anos), perde alguns milhões de libras, enfrentará uma troca de comando às vésperas das oitavas da Liga, está fora da disputa pelo título da Premier League.
Quem não tem paciência sofre a consequência. Talvez aí esteja a diferença do eternamente emergente Chelsea para Manchester United e Arsenal, que sempre foram pacientes com seus competentes comandantes, mesmo nos momentos de crise.
Comentários
Falou tudo. Essa é a parte mais triste do futebol hoje em dia. No final das contas, essa crise veio em boa hora.
Oito meses na Europa é que é pouco. Seria coisa de três ou quatro meses no Brasil, numa relação porca de equivalência.