Briga tricolor, até as próximas surpresas
O Campeonato Brasileiro tem 380 jogos e, portanto, 380 reviravoltas. Faltam 40 delas ainda. Porém, a tendência (aquela senhora que tem tudo para ser a dona da verdade, mas por vezes mente descaradamente no futebol) indica, após ontem, que somente o Grêmio pode arrancar o tricampeonato das mãos do São Paulo. Faltando 4 rodadas para o fim, o tricolor gaúcho é o único time que não precisa de mais de uma rodada para poder alcançar o tricolor paulista. Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo só ganham o título se fizerem 12 dos próximos 12 pontos e ainda contarem com dois tropeços dos comandados de Muricy Ramalho.
O futebol é imprevisível, e quem tem Roth tem medo. Dois chavões verdadeiros, mas em jornalismo esportivo, assim como no econômico, é preciso trabalhar com o previsível, sem, contudo, desprezar o imprevisível. A diferença de dois pontos é, esta altura, gigantesca e minúscula. Basta um tropeço são-paulino para os dois primeiros ficarem iguais, se o Grêmio ganhar.
A tabela do time da Azenha é mais favorável. Bastava que o próprio time de Roth se ajudasse. A tendência (sempre ela) é muito positiva: o Grêmio venceu muito bem um concorrente que o bravateou por meses, fora de casa, reassumindo uma condição de candidato que estava perdida. Está a 2 pontos do time de Muricy, mas terá uma tabela mais palpável pela frente. Entrar embalado (e não haveria mesmo maneira melhor de embalar do que ontem) para estes 4 jogos finais era fundamental, só seria melhor se a vantagem fosse dos pampeanos. O São Paulo, por outro lado, vem muito consistente, mas ainda pega Vasco e Fluminense lutando para não cair, sendo um destes jogos fora, no tomara-que-caia de São Januário. Mas tem a vantagem, tem a consistência, tem experiência, tem chegada, grupo e Muricy. Tem muito para ser campeão, e ainda é o favorito. O Grêmio precisa ir melhor que ele, 2 pontos. Será rodada a rodada, e nenhum tropeço será mais permitido.
Descarta-se Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo. Eu os teria como uma carta na manga (insira sua piadinha aqui), mas o próprio Luxemburgo foi quem descartou seu time. Estratégia ou não, é o mais correto. Tirar 4 pontos em 4 rodadas, e ainda ultrapassar o Grêmio é muito complicado. Esta será a grande briga pela Libertadores: paulistas e mineiros com 61, cariocas com 60. Neste fim-de-semana, os tricolores, ambos, garantiram seu passaporte para a competição sul-americana de 2009. Porque, mesmo que o time gaúcho esteja apenas 3 pontos à frente do Flamengo, precisa ser ultrapassado por todos para cair fora. Além de a tabela ser ótima: o Grêmio pega times desinteressados, enquanto Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras jogam entre si: mineiros e cariocas no Mineirão, cariocas e paulistas no Maracanã, semana que vem. Aliás, pipocam reclamações dos botafoguenses sobre o jogo de ontem, vitória de 1 a 0 no finzinho, com gol de pênalti.
Quanto ao Internacional, vitória tranqüila sobre um Ipatinga que degringola. Os mineiros estão 6 pontos atrás do primeiro que não cairia. Podem jogar contra o Grêmio já rebaixados. Ou seja: lá no fundo, no fundinho mesmo, o Inter pode ter dado uma mãozinha para o rival ontem. Mas isso é assunto para Paulo Sant'Anna, que adora esse tipo de relação.
O futebol é imprevisível, e quem tem Roth tem medo. Dois chavões verdadeiros, mas em jornalismo esportivo, assim como no econômico, é preciso trabalhar com o previsível, sem, contudo, desprezar o imprevisível. A diferença de dois pontos é, esta altura, gigantesca e minúscula. Basta um tropeço são-paulino para os dois primeiros ficarem iguais, se o Grêmio ganhar.
A tabela do time da Azenha é mais favorável. Bastava que o próprio time de Roth se ajudasse. A tendência (sempre ela) é muito positiva: o Grêmio venceu muito bem um concorrente que o bravateou por meses, fora de casa, reassumindo uma condição de candidato que estava perdida. Está a 2 pontos do time de Muricy, mas terá uma tabela mais palpável pela frente. Entrar embalado (e não haveria mesmo maneira melhor de embalar do que ontem) para estes 4 jogos finais era fundamental, só seria melhor se a vantagem fosse dos pampeanos. O São Paulo, por outro lado, vem muito consistente, mas ainda pega Vasco e Fluminense lutando para não cair, sendo um destes jogos fora, no tomara-que-caia de São Januário. Mas tem a vantagem, tem a consistência, tem experiência, tem chegada, grupo e Muricy. Tem muito para ser campeão, e ainda é o favorito. O Grêmio precisa ir melhor que ele, 2 pontos. Será rodada a rodada, e nenhum tropeço será mais permitido.
Descarta-se Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo. Eu os teria como uma carta na manga (insira sua piadinha aqui), mas o próprio Luxemburgo foi quem descartou seu time. Estratégia ou não, é o mais correto. Tirar 4 pontos em 4 rodadas, e ainda ultrapassar o Grêmio é muito complicado. Esta será a grande briga pela Libertadores: paulistas e mineiros com 61, cariocas com 60. Neste fim-de-semana, os tricolores, ambos, garantiram seu passaporte para a competição sul-americana de 2009. Porque, mesmo que o time gaúcho esteja apenas 3 pontos à frente do Flamengo, precisa ser ultrapassado por todos para cair fora. Além de a tabela ser ótima: o Grêmio pega times desinteressados, enquanto Cruzeiro, Flamengo e Palmeiras jogam entre si: mineiros e cariocas no Mineirão, cariocas e paulistas no Maracanã, semana que vem. Aliás, pipocam reclamações dos botafoguenses sobre o jogo de ontem, vitória de 1 a 0 no finzinho, com gol de pênalti.
Quanto ao Internacional, vitória tranqüila sobre um Ipatinga que degringola. Os mineiros estão 6 pontos atrás do primeiro que não cairia. Podem jogar contra o Grêmio já rebaixados. Ou seja: lá no fundo, no fundinho mesmo, o Inter pode ter dado uma mãozinha para o rival ontem. Mas isso é assunto para Paulo Sant'Anna, que adora esse tipo de relação.
Comentários
Esse meu primo é quase um poeta-jornalista-esportivo-radialista!
Abraço.