A morrer ou desdenhar?
Para o Brasil, começa hoje a Copa Sul-Americana. Mais fria impossível esta partida inaugural: o Atlético-PR, de péssima campanha no Campeonato Brasileiro, enfrentará um time totalmente reserva do São Paulo, recheado de guris querendo mostrar serviço. Os paranaenses vão com seu time titular.
Parece ser esta mesmo a tônica da Sul-Americana: um consolo, a salvação da lavoura de quem vai mal na competição mais importante do semestre, o Brasileirão. Mesmo assim, cada clube tem sua política de futebol de acordo com prioridades, quantidade/qualidade de elencos, situação física dos atletas, necessidade de encorpar o time. E o processo envolve várias peculiaridades.
Um consenso: quem vai bem, desdenha da Sula. É o caso de Grêmio, Palmeiras e São Paulo, que pouparão seus titulares na rodada inicial deste meio de semana em prol de terem seus times descansados e prontos para mais uma rodada decisiva no final de semana, onde a ponta do campeonato e a busca por uma vaga na Libertadores é o foco intransferível.
Na ponta de baixo, já há divergências. Enquanto os dois Atléticos devem ir com aquilo que têm de melhor nesta primeira partida, o Vasco estuda colocar time misto para enfrentar o Palmeiras. Tita reclama que o elenco não está à altura daquilo que os cruz-maltinos deveriam ter. Talvez a atitude de poupar titulares se explique pelo péssimo momento dos cariocas. Seria uma boa hora para baixar a poeira, quem sabe. Os dois xarás, mineiro e paranaense, fazem má campanha, mas não vivem um momento tão tenebroso quanto o vascaíno, em queda absoluta e na zona de rebaixamento. Os tocaios fazem campanha instável de forma paradoxalmente estável, têm times fracos. Estão mal desde o começo.
Quem está na metade da tabela e ainda vive a expectativa de dias melhores também deve escalar titulares. Caso do Botafogo, que vive fase de crescimento, e talvez seja mesmo mais adequado não frear esta subida. E o Internacional, que precisa pôr seu time ideal para jogar o mais rápido possível. Jogando apenas o Brasileiro com titulares, os resultados talvez só apareceriam de forma mais concreta lá pela 26ª ou 27ª rodada, o que seria muito tarde. A Sula é a chance de dar cara de time a um elenco que ainda não teve esta chance após a eliminação na Copa do Brasil.
Briga pela ponta em Floripa
Avaí (2º, 33) e Corinthians (1º, 35) fazem, em Florianópolis, o jogo que deve encaminhar o campeão do turno da Série B. O Juventude (5º, 29) vive hoje a expectativa de voltar ao G-4 ao pegar o São Caetano (10º, 23), em Caxias do Sul. Entretanto, é difícil que volte ao grupo dos promovíveis, visto que seus rivais mais diretos têm jogos fáceis, ambos em casa: a Ponte Preta (3º, 29) recebe o ABC (14º, 20), enquanto o Vila Nova (4º, 29) pega o Brasiliense (19º, 12).
Parece ser esta mesmo a tônica da Sul-Americana: um consolo, a salvação da lavoura de quem vai mal na competição mais importante do semestre, o Brasileirão. Mesmo assim, cada clube tem sua política de futebol de acordo com prioridades, quantidade/qualidade de elencos, situação física dos atletas, necessidade de encorpar o time. E o processo envolve várias peculiaridades.
Um consenso: quem vai bem, desdenha da Sula. É o caso de Grêmio, Palmeiras e São Paulo, que pouparão seus titulares na rodada inicial deste meio de semana em prol de terem seus times descansados e prontos para mais uma rodada decisiva no final de semana, onde a ponta do campeonato e a busca por uma vaga na Libertadores é o foco intransferível.
Na ponta de baixo, já há divergências. Enquanto os dois Atléticos devem ir com aquilo que têm de melhor nesta primeira partida, o Vasco estuda colocar time misto para enfrentar o Palmeiras. Tita reclama que o elenco não está à altura daquilo que os cruz-maltinos deveriam ter. Talvez a atitude de poupar titulares se explique pelo péssimo momento dos cariocas. Seria uma boa hora para baixar a poeira, quem sabe. Os dois xarás, mineiro e paranaense, fazem má campanha, mas não vivem um momento tão tenebroso quanto o vascaíno, em queda absoluta e na zona de rebaixamento. Os tocaios fazem campanha instável de forma paradoxalmente estável, têm times fracos. Estão mal desde o começo.
Quem está na metade da tabela e ainda vive a expectativa de dias melhores também deve escalar titulares. Caso do Botafogo, que vive fase de crescimento, e talvez seja mesmo mais adequado não frear esta subida. E o Internacional, que precisa pôr seu time ideal para jogar o mais rápido possível. Jogando apenas o Brasileiro com titulares, os resultados talvez só apareceriam de forma mais concreta lá pela 26ª ou 27ª rodada, o que seria muito tarde. A Sula é a chance de dar cara de time a um elenco que ainda não teve esta chance após a eliminação na Copa do Brasil.
Briga pela ponta em Floripa
Avaí (2º, 33) e Corinthians (1º, 35) fazem, em Florianópolis, o jogo que deve encaminhar o campeão do turno da Série B. O Juventude (5º, 29) vive hoje a expectativa de voltar ao G-4 ao pegar o São Caetano (10º, 23), em Caxias do Sul. Entretanto, é difícil que volte ao grupo dos promovíveis, visto que seus rivais mais diretos têm jogos fáceis, ambos em casa: a Ponte Preta (3º, 29) recebe o ABC (14º, 20), enquanto o Vila Nova (4º, 29) pega o Brasiliense (19º, 12).
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