O sempre empolgante terço final



Tirando os dois primeiros colocados, e especialmente, claro, o Cruzeiro, o Campeonato Brasileiro de 2013 é puro equilíbrio. Tanto que a distância do primeiro time fora da zona da Libertadores, o Vitória (6º, 37), é de apenas sete pontos sobre o primeiro fora da zona de rebaixamento, o São Paulo (16º, 30). Ambos fizeram ontem um jogaço no Morumbi (22 mil torcedores), abrindo o último terço da competição, que sempre reserva duelos empolgantes e equilibrados, pois é quando todos acordam para seus objetivos na competição.

O grande destaque do jogo foi o zagueiro Antônio Carlos, autor de dois gols. O São Paulo, dada hora, começou novamente a apresentar aquela pinta de rebaixado que já dera contra Goiás (gol de chiripa no último minuto), Grêmio (boa atuação e derrota ao acaso) e Santos (péssima atuação, coroando a fase ruim), todas partidas típicas de quem está para cair. Fez seu gol cedo, mas cedeu o empate num pênalti até certo ponto desnecessário de Rogério Ceni, que reclamou sem qualquer sentido após a cobrança de Juan - o lateral do Vitória não deu dois toques na bola.

No segundo tempo, muita pressão até Luís Fabiano fazer 2 a 1, mas novamente a equipe cedeu o empate com cheiro de tragédia. Até que Antônio Carlos, de novo, aos 42 do segundo tempo, fez o gol do desafogo. O Tricolor, porém, pode voltar hoje à zona de rebaixamento, caso o Vasco vença o clássico diante do Flamengo.

Série B
Nada na rodada de ontem da Série B importa mais do que a absurda superlotação do Frasqueirão, em Natal, para ABC x Palmeiras. Fotos fortíssimas dessa calamidade podem ser encontradas aqui e certamente em outros lugares. E é calamidade, sim, não precisa haver vítimas fatais, como em Sheffield, em 1989, para que consideremos o que ocorreu algo desse tipo. Em 2000, uma final de Brasileiro foi interrompida porque a grade de São Januário cedeu. Será que precisava que o mesmo acontecesse ontem para que a partida não ocorresse? Em campo, vitória do ABC por 3 a 2, um resultado que pode ser maléfico se alguns "gênios" começarem a considerar que superlotar estádio cria pressão no adversário e vale à pena ser repetido. Um sábado triste.

Comentários

Igor Natusch disse…
Ao ver o que aconteceu no Frasqueirão, só nos resta:
1) Agradecer, a Deus ou ao Universo ou ao que se queira, por não termos hoje que lamentar vítimas fatais;
2) Exigir punição ao clube e aos responsáveis por esse absurdo, de preferência doendo bastante no bolso (dormir no xadrez também não seria nada absurdo, no caso).