Um merecido prêmio ao Galo



Em 33 das 38 rodadas do Campeonato Brasileiro deste ano o Atlético-MG (2º, 72) esteve à frente do Grêmio (3º, 71). Por isso é injusto falar que foi o Tricolor quem perdeu o vice, e não o Galo que o ganhou. Seria, na pior das hipóteses, não lembrar do brilhante desempenho do time de Cuca, que esteve entre os três primeiros em todas as rodadas da competição, sendo 31 delas em 1º ou 2º, e tirou a vaga do Grêmio nas duas últimas rodadas, quando obteve viradas espetaculares sobre Botafogo (7º, 55) e Cruzeiro (9º, 52), dois times que terminaram o certame na ponta de cima da tabela.

O Galo volta à Libertadores depois de 13 anos ausente, e encerra o ano por cima na gangorra mineira. Há muitos anos isso não ocorria: para ser mais preciso, desde 2001, quando foi semifinalista no Brasileirão e viu a Raposa quase ser rebaixada. A vitória no clássico, a única obtida por um dos dois nesta temporada, coroou um 2012 que viu o Atlético-MG perder apenas sete vezes de janeiro a dezembro. Em 2013, com o Mineirão à disposição, a tendência é de um time cada vez mais forte e que tem tudo para fazer uma ótima Libertadores.

O Cruzeiro, aliás, acaba de confirmar a contratação de Marcelo Oliveira. A torcida vai ficar na bronca com a direção.

Rio de Janeiro: a torcida do Fluminense (1º, 77) lotou mesmo o Engenhão três vezes neste Brasileirão: para os jogos com Grêmio e Coritiba e na festa da entrega da taça, diante do Cruzeiro. Ontem, nem mesmo o fato de a equipe poder fechar com a melhor campanha de um clube desde 2006 e ser um clássico motivou os tricolores a comparecerem: apenas 9 mil pessoas, alguns cruz-maltinos incluídos, viram a vitória do Vasco (5º, 58) por 2 a 1, no clássico que encerrou a temporada. Éder Luís fez os dois gols do Vasco, que jogará a Copa do Brasil só das oitavas de final em diante, caso o São Paulo vença a Copa Sul-Americana. Thiago Carleto descontou. O Flu não supera o São Paulo de 2006, que fez 78 pontos, mas iguala o de 2007, que fez 77. É a terceira melhor campanha da história dos pontos corridos.

São Paulo: vitória para embalar o São Paulo (4º, 66) rumo à decisão da Sul-Americana. Com reservas, o Tricolor bateu o time titular do Corinthians (6º, 57), em seu último jogo antes do Mundial, por 3 a 1, no Morumbi. Douglas e Maicon (2) fizeram para o time da casa, Guerrero marcou para o Timão. Ao todo, 22 mil torcedores viram a partida.

Recife: tudo parecia conspirar a favor do Sport (17º, 41), ao menos na mística: jogar nos Aflitos pela permanência na Série A e ver o Náutico (12º, 49) desperdiçando pênalti é normalmente sinal de bom augúrio. Mas, ao contrário do Grêmio de 2005, o Leão de 2012 sofreu um gol de Araújo, perdeu por 1 a 0 e volta à Série B. O Timbu termina em sua melhor colocação na era dos pontos corridos. 20 mil vibraram.

Curitiba: num Couto Pereira vazio (4 mil), o Coritiba (13º, 48) fez 3 a 0 no Figueirense (20º, 30) e confirmou o time catarinense na lanterna do campeonato. Éverton Ribeiro (2) e Denis marcaram.

São Paulo: pouco menos de 6 mil pessoas acompanharam o chocho 0 a 0 entre Portuguesa (16º, 45) e Ponte Preta (14º, 48), que serviu para confirmar a permanência da Lusa na elite em 2013.

Goiânia: pouco mais de 2 mil torcedores viram o Bahia (15º, 47) permanecer entre os grandes após derrotar o Atlético-GO (19º, 30) por 1 a 0, gol de Rafael, no finalzinho.

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Comentários

Anônimo disse…
Futebol não é justo. PONTO FINAL
Sancho disse…
Seguindo uma certa lógica, os cabeças-de-chave seriam: Grêmio, São Paulo, Tigre (ARG), León (MEX), PAR 3 e ECU 3.

No outro pote ficariam: Defensor (URU), Iquique (CHI), Vallejo (PER), COL 3, VEN 3 e BOL 3.
Sancho disse…
Tirando COL 3, o resto não deveria assustar.