Seleção Carta na Manga do Brasileirão 2012
Sem a possibilidade de gravarmos o Carta na Mesa (o que daqui a 90 dias estará resolvidíssimo), a eleição da seleção do Brasileirão 2012 desta vez foi via blog, com participação dos leitores em enquetes. A maioria das posições foi definida com relativa facilidade. Vamos aos eleitos.
Diego Cavalieri (Fluminense): um monstro embaixo das traves, Diego Cavalieri fez um campeonato absolutamente impressionante. Foi, ao lado de Fred, o jogador mais decisivo da campanha do tri do Fluminense. A tônica do Brasileirão 2012 foi: Cavalieri salva lá atrás, Fred mata lá na frente. Levou 74,3% dos votos para melhor goleiro.
Marcos Rocha (Atlético-MG): não foi um Brasileirão de grandes laterais, mas Marcos Rocha ganhou a camisa 2 da seleção com facilidade, fazendo 71,0% dos votos. Tudo por conta de seu ótimo primeiro turno com o Atlético-MG, quando se tornou importante peça ofensiva da equipe de Cuca pelo lado direito.
Réver (Atlético-MG): este é o quinto Brasileiro de Réver, e pela terceira vez ele leva o prêmio de melhor zagueiro pelo Carta na Manga. Mesmo que o Atlético-MG não tenha sido a defesa menos vazada, formou uma dupla quase perfeita com Leonardo Silva, outro que poderia ter entrado na seleção. Com a habitual técnica acima da média para um defensor, fez 72,2% dos votos, enquanto Leonardo conseguiu 27,8%, ficando na 3ª colocação.
Werley (Grêmio): se Réver é um ex-gremista que conquistou o prêmio pelo Atlético-MG, Werley é um ex-atleticano premiado pelo Grêmio. Formou a defesa menos vazada do campeonato ao lado de Gilberto Silva, outro que merece destaque por ter tido atuações excepcionais. Desacreditado quando chegou ao Grêmio, termina o ano em alta, levando 63,9% dos votos.
Carlinhos (Fluminense): é o lateral mais regular do Brasil pela esquerda nos últimos anos. Tem boa técnica, não é brilhante, mas vem fazendo bom trabalho no Fluminense. Na falta de maiores concorrentes, levou o prêmio deste ano. Mas foi apertado: teve 41,9% dos votos, contra 38,7% do gremista Anderson Pico, que foi uma das boas surpresas da competição neste ano.
Souza (Grêmio): Souza é um dos poucos jogadores que podem se orgulhar de terem jogado bem em praticamente todas as partidas do Brasileirão. O volante fez excelente dupla com Fernando, marcou como poucos, apresentou grande qualidade no desarme, na distribuição de jogo e na bola aérea. Dificilmente permanecerá para 2013, e fará falta ao Grêmio. Recebeu 71,9% dos votos.
Paulinho (Corinthians): seu grande Brasileiro foi o do ano passado. Mas, mesmo sem o Corinthians estar disputando algo na competição, voltou a trazer as grandes qualidades que o levaram à seleção brasileira. Levou a melhor sobre Jean, do Fluminense, outro que fez um ótimo Brasileirão e já havia participado da seleção de 2008, com o São Paulo: foram 43,8% dos votos, contra 34,4%.
Zé Roberto (Grêmio): aos 38 anos, exibe não apenas um fôlego invejável, mas uma qualidade técnica ímpar. No período mais difícil do ano, quando o time acumulou jogos seguidos em novembro, Zé Roberto terminava todos correndo mais que todo mundo, alguns atletas até 15 ou 20 anos mais novos que ele. Foi o grande maestro do meio-campo gremista, especialmente no segundo turno. Recebeu 87,9% dos votos.
Bernard (Atlético-MG): ao lado de Ronaldinho, foi o grande nome do ótimo Atlético-MG. Exibiu velocidade, qualidade, visão de jogo, técnica e perfeição nas bolas paradas, se tornando a grande revelação do campeonato, mesmo que já tenha atuado no ano passado. Conquistou 60,6% dos votos, contra 36,4% de Ronaldinho e 33,3% de Elano. Na eleição para craque, empatou com Fred, do Fluminense, e só não levou o título por conta do critério de desempate, que é a melhor campanha da equipe.
Fred (Fluminense): artilheiro, melhor centroavante e craque do Brasileirão. 2012 foi o ano de Fred. Marcou gols decisivos nos jogos mais complicados da campanha do Fluminense, fazendo, pela primeira vez, uma temporada inteira em alto nível pelo clube carioca, sem altos e baixos. Levou incríveis 90,9% na eleição para melhor atacante e 44,4% dos votos na eleição para craque do campeonato, empatado com Bernard, mas levando o prêmio pela melhor campanha do Flu em relação ao Galo. Merecidíssimo. Foi sua terceira participação na seleção do campeonato: as outras foram em 2009 e 2011.
Neymar (Santos): ele é impressionante. O Santos fez um Brasileiro apenas médio, mas só porque ele não atuou muitas vezes. Mas, dividido entre clube e seleção, Neymar fez chover em 2012: marcou 56 gols, 43 deles pelo Peixe. Foi o terceiro artilheiro do Brasileirão, com 14, e conseguiu manter o alto nível mesmo viajando quase que o tempo todo. Cracaço, obteve 51,5% dos votos, superando de longe o terceiro mais votado para atacante, o palmeirense Barcos, que marcou 18,2%.
Abel Braga (Fluminense): Abelão entrou de vez para a história do futebol brasileiro ao se tornar o quarto técnico na história a ter Brasileirão, Libertadores e Mundial no currículo. Seu Fluminense nunca foi brilhante, mas sempre extremamente eficiente. A vitória na eleição foi apertada: teve 48,1% dos votos, contra 40,7% do gremista Vanderlei Luxemburgo.
O campeão Fluminense levou 5 dos 13 prêmios: três atletas na seleção, o técnico e o craque do campeonato. Atlético-MG e Grêmio ganharam 3 prêmios cada, contra um de Corinthians e Santos.
Diego Cavalieri (Fluminense): um monstro embaixo das traves, Diego Cavalieri fez um campeonato absolutamente impressionante. Foi, ao lado de Fred, o jogador mais decisivo da campanha do tri do Fluminense. A tônica do Brasileirão 2012 foi: Cavalieri salva lá atrás, Fred mata lá na frente. Levou 74,3% dos votos para melhor goleiro.
Marcos Rocha (Atlético-MG): não foi um Brasileirão de grandes laterais, mas Marcos Rocha ganhou a camisa 2 da seleção com facilidade, fazendo 71,0% dos votos. Tudo por conta de seu ótimo primeiro turno com o Atlético-MG, quando se tornou importante peça ofensiva da equipe de Cuca pelo lado direito.
Réver (Atlético-MG): este é o quinto Brasileiro de Réver, e pela terceira vez ele leva o prêmio de melhor zagueiro pelo Carta na Manga. Mesmo que o Atlético-MG não tenha sido a defesa menos vazada, formou uma dupla quase perfeita com Leonardo Silva, outro que poderia ter entrado na seleção. Com a habitual técnica acima da média para um defensor, fez 72,2% dos votos, enquanto Leonardo conseguiu 27,8%, ficando na 3ª colocação.
Werley (Grêmio): se Réver é um ex-gremista que conquistou o prêmio pelo Atlético-MG, Werley é um ex-atleticano premiado pelo Grêmio. Formou a defesa menos vazada do campeonato ao lado de Gilberto Silva, outro que merece destaque por ter tido atuações excepcionais. Desacreditado quando chegou ao Grêmio, termina o ano em alta, levando 63,9% dos votos.
Carlinhos (Fluminense): é o lateral mais regular do Brasil pela esquerda nos últimos anos. Tem boa técnica, não é brilhante, mas vem fazendo bom trabalho no Fluminense. Na falta de maiores concorrentes, levou o prêmio deste ano. Mas foi apertado: teve 41,9% dos votos, contra 38,7% do gremista Anderson Pico, que foi uma das boas surpresas da competição neste ano.
Souza (Grêmio): Souza é um dos poucos jogadores que podem se orgulhar de terem jogado bem em praticamente todas as partidas do Brasileirão. O volante fez excelente dupla com Fernando, marcou como poucos, apresentou grande qualidade no desarme, na distribuição de jogo e na bola aérea. Dificilmente permanecerá para 2013, e fará falta ao Grêmio. Recebeu 71,9% dos votos.
Paulinho (Corinthians): seu grande Brasileiro foi o do ano passado. Mas, mesmo sem o Corinthians estar disputando algo na competição, voltou a trazer as grandes qualidades que o levaram à seleção brasileira. Levou a melhor sobre Jean, do Fluminense, outro que fez um ótimo Brasileirão e já havia participado da seleção de 2008, com o São Paulo: foram 43,8% dos votos, contra 34,4%.
Zé Roberto (Grêmio): aos 38 anos, exibe não apenas um fôlego invejável, mas uma qualidade técnica ímpar. No período mais difícil do ano, quando o time acumulou jogos seguidos em novembro, Zé Roberto terminava todos correndo mais que todo mundo, alguns atletas até 15 ou 20 anos mais novos que ele. Foi o grande maestro do meio-campo gremista, especialmente no segundo turno. Recebeu 87,9% dos votos.
Bernard (Atlético-MG): ao lado de Ronaldinho, foi o grande nome do ótimo Atlético-MG. Exibiu velocidade, qualidade, visão de jogo, técnica e perfeição nas bolas paradas, se tornando a grande revelação do campeonato, mesmo que já tenha atuado no ano passado. Conquistou 60,6% dos votos, contra 36,4% de Ronaldinho e 33,3% de Elano. Na eleição para craque, empatou com Fred, do Fluminense, e só não levou o título por conta do critério de desempate, que é a melhor campanha da equipe.
Fred (Fluminense): artilheiro, melhor centroavante e craque do Brasileirão. 2012 foi o ano de Fred. Marcou gols decisivos nos jogos mais complicados da campanha do Fluminense, fazendo, pela primeira vez, uma temporada inteira em alto nível pelo clube carioca, sem altos e baixos. Levou incríveis 90,9% na eleição para melhor atacante e 44,4% dos votos na eleição para craque do campeonato, empatado com Bernard, mas levando o prêmio pela melhor campanha do Flu em relação ao Galo. Merecidíssimo. Foi sua terceira participação na seleção do campeonato: as outras foram em 2009 e 2011.
Neymar (Santos): ele é impressionante. O Santos fez um Brasileiro apenas médio, mas só porque ele não atuou muitas vezes. Mas, dividido entre clube e seleção, Neymar fez chover em 2012: marcou 56 gols, 43 deles pelo Peixe. Foi o terceiro artilheiro do Brasileirão, com 14, e conseguiu manter o alto nível mesmo viajando quase que o tempo todo. Cracaço, obteve 51,5% dos votos, superando de longe o terceiro mais votado para atacante, o palmeirense Barcos, que marcou 18,2%.
Abel Braga (Fluminense): Abelão entrou de vez para a história do futebol brasileiro ao se tornar o quarto técnico na história a ter Brasileirão, Libertadores e Mundial no currículo. Seu Fluminense nunca foi brilhante, mas sempre extremamente eficiente. A vitória na eleição foi apertada: teve 48,1% dos votos, contra 40,7% do gremista Vanderlei Luxemburgo.
O campeão Fluminense levou 5 dos 13 prêmios: três atletas na seleção, o técnico e o craque do campeonato. Atlético-MG e Grêmio ganharam 3 prêmios cada, contra um de Corinthians e Santos.
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