Favoritos por toda parte
2013 ainda nem começou, mas já podemos apontar os favoritos dos principais campeonatos estaduais. Parece estranho, mas é a pura verdade. O título paulista, por exemplo, tem tudo para ficar com o Santos pela quarta vez seguida. Em Minas, o Cruzeiro deve voltar a dar volta olímpica. No Rio Grande, o Internacional será provavelmente tricampeão. O motivo não são supertimes que santistas, cruzeirenses e colorados tenham em casa: é o calendário.
Nos últimos anos, as equipes que disputam a Libertadores normalmente deixam os estaduais de lado, pois simplesmente não há como dar conta de tantos jogos no início do ano. O Gauchão, por exemplo, terá oito rodadas entre os dias 20 de janeiro e 17 de fevereiro, um verdadeiro absurdo. O Grêmio não terá condições de disputar a Libertadores paralelamente ao estadual. Teria que encurtar sua pré-temporada, algo que o rival Inter fez em 2012 e pagou muito caro, com sequências intermináveis de lesões musculares de seus principais jogadores.
Caso o Tricolor jogue a fase preliminar da Libertadores, então, será ainda pior. Haverá jogo já em 23 de janeiro. Algumas datas do estadual teriam que ser antecipadas neste caso. E aí mesmo é que não haverá espaço para o regional. O mesmo vale para o Atlético-MG, com a diferença que o estadual de Minas tem um calendário bem mais racional que no Rio Grande do Sul. O São Paulo, com um estadual longo e inchado, é outro que certamente será obrigado a tirar o pé em gramados locais.
A diferença em favor de quem não joga a Libertadores ainda ganhará um acréscimo: a Copa do Brasil em 2013 só começará em abril, não mais em fevereiro. Ou seja: Inter, Santos e Cruzeiro se dedicarão exclusivamente a seus estaduais por pelo menos dois ou três meses. O suficiente para encaminharem o título. Isso não é tão bom quanto parece: somente escancara como o calendário do ano que vem, apesar de trazer alguns aspectos positivos de volta, é mal planejado. Dar a times do porte desses três cerca de um quarto do ano para jogarem só com equipes de menor porte é de uma burrice sem tamanho.
E o pior: a Copa do Brasil começa em abril, mas Inter, Santos e Cruzeiro só devem entrar nela em maio. E sua fase decisiva não coincidirá com o final dos estaduais: em maio e junho, estarão se definindo os 16 melhores da competição, que disputarão seu título no segundo semestre. Ou seja: enquanto estas três equipes jogarão de janeiro ao início do Brasileiro contra times bem mais fracos, clubes como Grêmio, Atlético-MG e São Paulo já estarão bem mais experimentados, jogando desde fevereiro torneios importantes e jogos difíceis. Entrarão num ritmo bem superior no Brasileiro. Pagando o módico de preço de terem que largar de mão os estaduais.
Sempre fui crítico de priorizar torneios em detrimento de outros se não for em situações excepcionais. O ideal normalmente é mesclar, colocar jogadores sem tanto risco de lesão nos jogos dos estaduais, para irem pegando ritmo e não chegarem no jogo importante de Libertadores sem o condicionamento adequado. Mas, no ano que vem, isto será uma obrigação. Ou o calendário terá que ser revisto, o que seria bem mais saudável. O que não dá é acabar com o planejamento e diminuir a pré-temporada em nome da Taça Piratini. Seria uma estupidez até maior do que fazer um estadual com 23 datas.
Nos últimos anos, as equipes que disputam a Libertadores normalmente deixam os estaduais de lado, pois simplesmente não há como dar conta de tantos jogos no início do ano. O Gauchão, por exemplo, terá oito rodadas entre os dias 20 de janeiro e 17 de fevereiro, um verdadeiro absurdo. O Grêmio não terá condições de disputar a Libertadores paralelamente ao estadual. Teria que encurtar sua pré-temporada, algo que o rival Inter fez em 2012 e pagou muito caro, com sequências intermináveis de lesões musculares de seus principais jogadores.
Caso o Tricolor jogue a fase preliminar da Libertadores, então, será ainda pior. Haverá jogo já em 23 de janeiro. Algumas datas do estadual teriam que ser antecipadas neste caso. E aí mesmo é que não haverá espaço para o regional. O mesmo vale para o Atlético-MG, com a diferença que o estadual de Minas tem um calendário bem mais racional que no Rio Grande do Sul. O São Paulo, com um estadual longo e inchado, é outro que certamente será obrigado a tirar o pé em gramados locais.
A diferença em favor de quem não joga a Libertadores ainda ganhará um acréscimo: a Copa do Brasil em 2013 só começará em abril, não mais em fevereiro. Ou seja: Inter, Santos e Cruzeiro se dedicarão exclusivamente a seus estaduais por pelo menos dois ou três meses. O suficiente para encaminharem o título. Isso não é tão bom quanto parece: somente escancara como o calendário do ano que vem, apesar de trazer alguns aspectos positivos de volta, é mal planejado. Dar a times do porte desses três cerca de um quarto do ano para jogarem só com equipes de menor porte é de uma burrice sem tamanho.
E o pior: a Copa do Brasil começa em abril, mas Inter, Santos e Cruzeiro só devem entrar nela em maio. E sua fase decisiva não coincidirá com o final dos estaduais: em maio e junho, estarão se definindo os 16 melhores da competição, que disputarão seu título no segundo semestre. Ou seja: enquanto estas três equipes jogarão de janeiro ao início do Brasileiro contra times bem mais fracos, clubes como Grêmio, Atlético-MG e São Paulo já estarão bem mais experimentados, jogando desde fevereiro torneios importantes e jogos difíceis. Entrarão num ritmo bem superior no Brasileiro. Pagando o módico de preço de terem que largar de mão os estaduais.
Sempre fui crítico de priorizar torneios em detrimento de outros se não for em situações excepcionais. O ideal normalmente é mesclar, colocar jogadores sem tanto risco de lesão nos jogos dos estaduais, para irem pegando ritmo e não chegarem no jogo importante de Libertadores sem o condicionamento adequado. Mas, no ano que vem, isto será uma obrigação. Ou o calendário terá que ser revisto, o que seria bem mais saudável. O que não dá é acabar com o planejamento e diminuir a pré-temporada em nome da Taça Piratini. Seria uma estupidez até maior do que fazer um estadual com 23 datas.
Comentários
Pior de tudo isso, é que se o Grêmio não ganha o gauchão, cria-se toda uma crise, que pode até comprometer a campanha na libertadores (como em 2009).
Os titulares não podem apenas jogar a Libertadores, aí, são jogos de menos. A primeira meta no Estadual é classificar para as finais evitando um cruzamento com o Colorado nas quartas. Só isso. Alguns jogos com titulares, outros com misto e outros com reservas devem ser suficientes para tanto.
Quando começarem as finais (três jogos), o time tem que ir com tudo. Ainda mais que, se vencer a primeira Taça, garante uma vaga na final e joga toda a responsabilidade para o lado de lá.
Não acho o Brasileiro longo demais. Ele tem o tamanho da maioria dos campeonatos nacionais mundo afora. Ele está é espremido em seis meses e meio, quando deveria durar no mínimo oito. Os estaduais é que ocupam lugar demais no calendário e dão a impressão de que o Brasileiro é inchado. Claro, quando ele tinha 46 rodadas era grande demais.
Os dois torneios deveriam ser menores. Os dois deveriam durar o ano inteiro.