A volta da consistência
O Grêmio esteve acima de sua média recente na vitória sobre o Junior Barranquilla, seguros 2 a 0 no Estádio Olímpico. Não foi uma atuação de gala, mas demonstrou inegáveis progressos em relação ao bocejante Grêmio de jogos anteriores. Desta vez, o time apresentou interesse em campo, demonstrou afinco no cumprimento das tarefas táticas e teve imposição suficiente para vencer um adversário bastante respeitável, que longe está de ser a lamentável frieira que alguns pintaram antes do começo da Libertadores. Bem melhor do que a desandada maionese gremista que tivemos o desprazer de ver em jogos anteriores.
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Foi um jogo que se desenhou peleado desde o início. A iniciativa era naturalmente gremista, mas o Junior fazia um enfrentamento de grande qualidade, marcando forte e escapando com agudeza em perigosos contragolpes. Do lado do Grêmio, um entusiasmado Douglas era meio que neutralizado pela fraca atuação de Escudero, muito disperso e parecendo não saber direito o que fazer. Até mesmo Adilson, que chuta a gol com a mesma precisão que eu toco flauta doce, tinha liberdade para chegar à frente, mas o Grêmio não conseguia chances claras de gol. Havia, no entanto, boas quantidades de uma coisinha que andou faltando em partidas pregressas: determinação. E foi na base de paciente insistência que o dono da casa abriu o placar, com um chute preciso de Lúcio.
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A partir daí, a paciência do Grêmio mudou de direção. Ao invés de fustigar o adversário, o tricolor passou a carregar a bola, aguardar a abertura de espaços, deixar o Junior Barranquilla tomar algum tipo de iniciativa. E foi nesse contexto que os colombianos mostraram as qualidades que possuem. Obrigaram Victor a pelo menos duas defesas de alta qualidade, capazes de apagar a doída imagem do frangaço (desculpem, mas foi um frangaço) contra o Veranópolis. Mesmo sem chegar a mandar no jogo, o Junior ofereceu muita resistência e valorizou bastante a vitória gremista - consolidada com um gol que dizem ter sido de Borges, mas que nada consegue me convencer que não tenho sido de Douglas mesmo, gol olímpico após a cobrança de escanteio.
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Uma vitória que anima um pouco o torcedor gremista - nem tanto pela garantia de classificação, muito menos pela ainda remota chance de liderar o grupo, mas especialmente pela volta do futebol consistente. Foi uma boa vitória em uma partida importante para começar a determinar qual é, no fim das contas, o horizonte gremista no primeiro semestre. Ainda não dá para enxergar as fases decisivas da Libertadores, mas já se vê alguns sinais de terra além das oitavas de final. Agora, o importante é consolidar o time - o que passa pela repetição de algumas peças e pela manutenção do bom desempenho de outras. Bruno Collaço, por exemplo, acrescenta imensamente em relação ao limitadíssimo Gilson, de forma que sua atual titularidade não deve voltar a ser tema de debate. Lúcio, no momento, é titular no meio campo, e Escudero merece jogar mais vezes, embora não tenha feito nada muito chamativo hoje. Renato Portaluppi (re)encontrou uma formatação que dá sinais de que pode funcionar - é hora de ajustar, portanto, e não de inventar. Com a tranquilidade de uma classificação garantida, o que é sempre agradável.
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Foto: EFE
Comentários
Sendo o melhor segundo colocado, pegará talvez o líder geral nas quartas. Pode ser Atlético Júnior (que tem 12, mas recebe o León) ou Cruzeiro (tem 13, mas visita o Estudiantes).
O gol foi do Borges, presidente. Golaço, aliás. Foi muito bem ontem, como Lúcio.
E Bruno Collaço, por favor. É muita diferença para o Gílson. É VIDA pelo lado esquerdo. A grande partida do Lúcio não foi à toa.
Victor lembrou Victor.
Clementino entrou bem pela primeira vez na temporada. Já VP7, ele foi mal.
Defesa continuou falhando bisonhamente. Porém, conseguiram se recuperar sobre os erros. Saímos ilesos por pouco.
Time sentiu a saída do Rochmebach; Renato corrigiu a própria cagada com a entrada do Fernando.
No mais, nada que não fosse a obrigação.
É quase aquele time esquizofrênico do Atlético Paranaense de 2005, que só jogava na Libertadores.
Puxaram a "cordinha" e o roth foi embora.
Já tinha ouvido falar em puxar o tapete de treinador, mas nunca em puxar a descarga.
Esse roth só faz cagada mesmo.