Enfim, placar desigual
| Golaço de Cordeiro devolveu Botafogo ao G-4 |
O Botafogo não convenceu, mas não precisava do começo deste verbo, apenas do fim. E alcançou, enfim, seu objetivo. Nove jogos e oito empates seguidos depois, com um golaço de Marcelo Cordeiro, evitou alcançar a maior sequência de empates da história do Campeonato Brasileiro junto com a do Inter de 1972. E retomou lugar no G-4, embora Joel prudentemente prefira correr atrás do G-3.
O jogo foi bastante equilibrado. O Fogão deu a impressão de que partiria para cima no começo, mas logo o Vitória começou a postar-se bem em campo. A primeira etapa foi aberta e de bom nível, com poucos erros de passe dos dois lados, embora as finalizações pudessem ser melhor. O gol de Marcelo Cordeiro, em cobrança de falta, foi uma exceção: do lado de fora da barreira, com curva, no ângulo de Viáfara.
A vitória significa um alívio, mas o Botafogo não pode fechar os olhos para alguns problemas. Se defensivamente a equipe foi bem, houve sérios problemas na frente. Lúcio Flávio, brigado com os torcedores, foi lento e não deu sequência à maioria das jogadas. Seus erros de passe propiciaram contra-golpes perigosos. Jobson ainda parece sem ritmo após a lesão sofrida. Fominha, pouco colaborou e dialogou com Abreu. Edno, então, foi de uma displicência irritante. Parecia fazer um favor em estar jogando. Deveria ter suas atitudes repensadas e cobradas por Joel e pela diretoria alvinegra. Entrou no lugar do lesionado Cordeiro e, em vez de o time atacar mais, recuou, tal sua ineficiência.
Sorte do time carioca que o Vitória vem mal. Somente Ramon conseguia aproximar-se de Júnior e criar perigo. Elkeson entrou no segundo tempo, mas há tempos não repete as atuações da Copa do Brasil. O lateral Nino protagonizou bom duelo com Somália, este um dos destaques do Glorioso, mais uma vez. Faz ótimo Campeonato Brasileiro. Na esquerda, algumas jogadas saíram às costas de Alessandro, outro botafoguense que pecou pela displicência. Sorte que Leandro Guerreiro e Marcelo Mattos estiveram bastante atentos.
O Botafogo terá pela frente vários times da ponta de baixo nesta reta final. Joel Santana nega que isto seja vantagem, e por hoje vimos que ele possa ter sua dose de razão. Afinal, se por um lado veio a tão atrasada e sonhada vitória, por outro o time penou muito. Para segurar o avanço de Grêmio e São Paulo, além da concorrência do Atlético/PR, será preciso mostrar mais futebol para que o clube dispute sua primeira Libertadores nos últimos 15 anos.
Em tempo:
- Ver Antônio Lopes gritando por Ramón na beira do campo foi o momento nostálgico da tarde-noite.
Campeonato Brasileiro 2010 – 31ª rodada
23/outubro/2010
BOTAFOGO 1 x VITÓRIA 0
Local: Engenhão, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (RS)
Público: 13.000
Renda: R$ 224.360,00
Gol: Marcelo Cordeiro 44 do 1º
Cartão amarelo: Somália, Nino, Neto Coruja, Bida, Júnior e Adaílton
BOTAFOGO: Jefferson (6), Danny Morais (6,5), Leandro Guerreiro (6,5) e Márcio Rozário (5,5); Alessandro (4,5), Marcelo Mattos (6), Somália (6,5), Lúcio Flávio (5) (Renato Cajá, 29 do 2º - 5,5) e Marcelo Cordeiro (6,5) (Edno, 6 do 2º - 4); Jobson (4,5) (Fahel, 32 do 2º - sem nota) e Abreu (5,5). Técnico: Joel Santana (5,5)
VITÓRIA: Viáfara (6), Nino (5,5), Wallace (5,5), Anderson Martins (6) e Rafael Cruz (4,5); Neto Coruja (5,5) (Vanderson, intervalo – 5,5), Jonas (4,5), Bida (5) e Ramon (6) (Henrique, 15 do 2º - 5,5); Adaílton (4,5) e Júnior (5,5) (Elkeson, 30 do 2º - 4,5). Técnico: Antônio Lopes (5)
Foto: Agência Lance.
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