Outro que caiu cedo
A postura do Vitória no primeiro tempo não foi a de quem buscava um 3 a 0 para passar de fase. Tentou vencer o River uruguaio na base de uma suposta qualidade técnica superior, sem sufocar o adversário como era preciso. Roger e Neto Berola, muito embora tentassem, pecavam pelo preciosismo quando o correto seria dar de bico para o gol. Para piorar, o time deixou espaço atrás. Na etapa final, já no desespero, o time baiano passou a fazer aquilo que deveria fazer no primeiro tempo: encurralar a equipe de Montevidéu em sua própria intermediária defensiva e martelar até marcar o gol. Tivesse procedido assim desde o início, talvez pudesse ter chegado mais perto do resultado que precisava. Elkeson só fez o gol aos 41, mas aí os uruguaios buscaram o empate com o espaço que tiveram para contra-atacar. Córdoba marcou e se estirou no chão, tão exausto estava.
Nota positiva para a torcida rubro-negra, que jamais vaiou seu time (apenas Magal, mas aí é até aceitável), cantou até o final e, inclusive, após o jogo. O Vitória não tem um grupo tão numeroso a ponto de se manter numa disputa de G-4 e título de Sul-Americana por 18 jogos em três meses. É o único lado bom da eliminação.
Os últimos serão os primeiros
O Fluminense deve garantir vaga hoje, é só não perder do vice-lanterna peruano no Maracanã, fiasco comparável a uma queda à Série B. O Botafogo levou 2 a 1 do Emelec, mas segue adiante. Internacional e Vitória já caíram, e o Goiás tem tarefa hercúlea para superar o Cerro Porteño. Na Sul-Americana, vão passando os brasileiros mais fracos. Melhor para os argentinos San Lorenzo e Vélez Sarsfield, que vão despontando como os favoritos ao título deste ano.
Foto: Neto Berola pecou pelo preciosismo ontem à noite (Globo Esporte).
Comentários
Aliás, o Vitória sempre foi estabanado quando o assunto foi partida internacional.
Os meninos da base dão show nesse aspecto.
Grande abraço.
Jota Lacerda.
Abração.