Não era preciso ser Mãe Dinah
Aconteceu exatamente o que se desenhava para a partida de ontem à noite em Rosário. Com duas equipes cheias de boas individualidades, prevaleceu aquela que se posiciona melhor em campo, tem maior entrosamento, enfim, é mais time. Uma Argentina fraca na defesa e desorganizada no ataque foi presa fácil para o conjunto de Dunga.
Desde a escolha da cancha até as provocações da semana só demonstravam que o medo era todo argentino. Achar que um escrete brasileiro, com jogadores de alto nível, iria sentir pressão por jogar onde quer que fosse foi ingenuidade. Os hermanos até conseguiram nos primeiros vinte minutos dominar a partida, mas sem traduzir em chances de gol.
O time argentino jogava de forma atabalhoada. Messi saía demais da área, deixando Tevez isolado no ataque. Verón e Maxi Rodriguez não conseguiam organizar o jogo porque precisavam marcar. Dátolo tampouco era o meia de que necessitava a Argentina, já que é um jogador que gosta de jogar aberto pelos flancos.
Já o Brasil precisou de apenas uma chegada para marcar. Sou um daqueles que me irrito vendo que Dunga e Jorginho só treinam bolas paradas. Justiça seja feita agora. O primeiro gol foi perfeito. Elano sabia exatamente onde meter a bola. Lúcio levou consigo dois defensores para Luisão entrar livre pelo meio e fazer o gol.
No segundo gol também os brasileiros souberam se mexer muito melhor na área argentina que os hermanos. Lances isolados de ataque do Brasil provavam o que já não é difícil de enxergar. Dunga já consegue ter um time nas mãos, Maradona ainda não tem sequer onze peças definidas que dirá bom posicionamento em campo.
A entrada de Agüero no lugar de Maxi Rodriguez no intervalo deu mais consistência ao ataque argentino. O genro de Maradona se aproximou de Tevez – depois de Milito – e as tabelas funcionavam melhor próximo à área brasileira. Acuado na defesa, o Brasil permitiu que Dátolo desse um chutaço de fora da área descontando para a Argentina.
Por outro lado, os argentinos davam muito espaço. A ducha de água fria veio em seguida com Kaká, que durante toda a partida passeou em cima de Mascherano. O meia lançou Luis Fabiano no mano a mano com um defensor e aí foi um abraço. A equipe albiceleste sentiu demais o gol, o Brasil manteve a pegada e o jogo transcorreu tranqüilo até o final.
A seleção brasileira está na Copa do Mundo de 2010. E vai como principal favorita. Dunga teve sabedoria em seu projeto para o escrete canarinho. Insistiu em jogadores que, mesmo contestados, davam boa resposta. Hoje, já se torna cansativo repetir que tem um conjunto (até mesmo reservas como Luisão entram e sabem o que fazer). Mas é preciso ressaltar esse fato, porque não é fácil atingir esse nível de entrosamento quase sem treinos e com poucas partidas por ano.
Eliminatórias da Copa do Mundo 2010 – América do Sul – 15ª rodada
05/setembro/2009
ARGENTINA 1 X BRASIL 3
Local: Gigante de Arroyito, Rosário (ARG)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Público: 40.000
Renda: R$ 2.202.360,00
Gols: Luisão 23 e Luis Fabiano 30 do 1º; Dátolo 19 e Luis Fabiano 22 do 2º
Cartão Amarelo: Mascherano, Verón, Lúcio, Kaká, Luisão, Luis Fabiano, Felipe Melo e Ramires
ARGENTINA: Andújar (5), Zanetti (5), Otamendi (4,5), Sebá Dominguez (4,5) e Heinze (4); Mascherano (4), Verón (5,5), Maxi Rodriguez (5,5) (Agüero, intervalo – 6) e Dátolo (6); Messi (5,5) e Tevez (5) (Milito, 23 do 2º - 6). Técnico: Maradona (4)
BRASIL: Júlio César (7), Maicon (6,5), Luisão (7,5), Lúcio (6,5) e André Santos (6,5); Gilberto Silva (6), Felipe Melo (6), Elano (7) (Daniel Alves, 23 do 2º - 6,5) e Kaká (8); Robinho (6) (Ramires, 23 do 2º - 5) e Luis Fabiano (8) (Adriano, 31 do 2º - 5). Técnico: Dunga (8)
Desde a escolha da cancha até as provocações da semana só demonstravam que o medo era todo argentino. Achar que um escrete brasileiro, com jogadores de alto nível, iria sentir pressão por jogar onde quer que fosse foi ingenuidade. Os hermanos até conseguiram nos primeiros vinte minutos dominar a partida, mas sem traduzir em chances de gol.
O time argentino jogava de forma atabalhoada. Messi saía demais da área, deixando Tevez isolado no ataque. Verón e Maxi Rodriguez não conseguiam organizar o jogo porque precisavam marcar. Dátolo tampouco era o meia de que necessitava a Argentina, já que é um jogador que gosta de jogar aberto pelos flancos.
Já o Brasil precisou de apenas uma chegada para marcar. Sou um daqueles que me irrito vendo que Dunga e Jorginho só treinam bolas paradas. Justiça seja feita agora. O primeiro gol foi perfeito. Elano sabia exatamente onde meter a bola. Lúcio levou consigo dois defensores para Luisão entrar livre pelo meio e fazer o gol.
No segundo gol também os brasileiros souberam se mexer muito melhor na área argentina que os hermanos. Lances isolados de ataque do Brasil provavam o que já não é difícil de enxergar. Dunga já consegue ter um time nas mãos, Maradona ainda não tem sequer onze peças definidas que dirá bom posicionamento em campo.
A entrada de Agüero no lugar de Maxi Rodriguez no intervalo deu mais consistência ao ataque argentino. O genro de Maradona se aproximou de Tevez – depois de Milito – e as tabelas funcionavam melhor próximo à área brasileira. Acuado na defesa, o Brasil permitiu que Dátolo desse um chutaço de fora da área descontando para a Argentina.
Por outro lado, os argentinos davam muito espaço. A ducha de água fria veio em seguida com Kaká, que durante toda a partida passeou em cima de Mascherano. O meia lançou Luis Fabiano no mano a mano com um defensor e aí foi um abraço. A equipe albiceleste sentiu demais o gol, o Brasil manteve a pegada e o jogo transcorreu tranqüilo até o final.
A seleção brasileira está na Copa do Mundo de 2010. E vai como principal favorita. Dunga teve sabedoria em seu projeto para o escrete canarinho. Insistiu em jogadores que, mesmo contestados, davam boa resposta. Hoje, já se torna cansativo repetir que tem um conjunto (até mesmo reservas como Luisão entram e sabem o que fazer). Mas é preciso ressaltar esse fato, porque não é fácil atingir esse nível de entrosamento quase sem treinos e com poucas partidas por ano.
Eliminatórias da Copa do Mundo 2010 – América do Sul – 15ª rodada
05/setembro/2009
ARGENTINA 1 X BRASIL 3
Local: Gigante de Arroyito, Rosário (ARG)
Árbitro: Oscar Ruiz (COL)
Público: 40.000
Renda: R$ 2.202.360,00
Gols: Luisão 23 e Luis Fabiano 30 do 1º; Dátolo 19 e Luis Fabiano 22 do 2º
Cartão Amarelo: Mascherano, Verón, Lúcio, Kaká, Luisão, Luis Fabiano, Felipe Melo e Ramires
ARGENTINA: Andújar (5), Zanetti (5), Otamendi (4,5), Sebá Dominguez (4,5) e Heinze (4); Mascherano (4), Verón (5,5), Maxi Rodriguez (5,5) (Agüero, intervalo – 6) e Dátolo (6); Messi (5,5) e Tevez (5) (Milito, 23 do 2º - 6). Técnico: Maradona (4)
BRASIL: Júlio César (7), Maicon (6,5), Luisão (7,5), Lúcio (6,5) e André Santos (6,5); Gilberto Silva (6), Felipe Melo (6), Elano (7) (Daniel Alves, 23 do 2º - 6,5) e Kaká (8); Robinho (6) (Ramires, 23 do 2º - 5) e Luis Fabiano (8) (Adriano, 31 do 2º - 5). Técnico: Dunga (8)
Comentários
Nota 6 foi muita bondade. Eu dava 2,5, forçando a barra.
E achei que o dunga errou ao colocar o Adriano. Já tava 3 a 1, e se entrasse um atacante mais veloz, teríamos goleado só nos contra-ataques...
parabéns ao Dunga. E a seleção novamente chegará como favorita a Copa.
E Maradona provavelmente não chegará a Copa. A Argentina creio que sim, mas ele não tem a mínima idéia do que deve fazer um treinador. Foi um gênio, mas não entende bulhufas de organização tática.
Parece o time de 1994, parece um time, não uma seleção
FATO.
E concordo sobre o Robinho. Brasil jogou com 10.
Reitero para os méritos de Dunga: manter quem dá boa resposta. Assim conseguiu dar sequencia e essa "cara de time".
Muitas vezes o problema das seleções é a abundância de jogadores. Mesmo com a classificação e a excelente fase já ouvi e li, ontem e hj, inúmeros apelos por Diego e pela recuperação de Ronaldinho Gaúcho. Esse é um dos perigos que corremos.
Acho difícil dar salto alto nesse time. Isso é o mais importante. Brasil focado, humilde e organizado é muito difícil de ser batido. E isso tudo é mérito do Dunga, ainda mais que ele chegou para renovar a seleção e conseguiu isso.
Talvez funcionasse colocar um meia ali no lugar dele. Mas acho que isso só deve ocorrer se alguém entrar no time titular e render mais ainda.
Não se esqueçam que o Brasil ganha de todo mundo e sempre tá o Robinho em campo.
O Pato ainda vai ser titular da seleção, creio. Não para 2010, mas em breve.
Temos que admitir que a seleção está muito bem organizada, principalmente na defesa, mas também existe o fator sorte: Dunga tem estrela (não é normal um cara como Veron, estando livre, furar em bola), e no primeiro ataque do Brasil: gol.
A seleção argentina é uma eterna incógnita: baita jogadores, mas insucessos seguidos em todas as competições que participa.