Com dez ou com doze?
O Avaí nem de longe foi o time que se impunha na Ressacada. Com onze ou com dez homens, o Internacional mandou no jogo. O futebol bonito, de passes curtos, que caracterizou a equipe de Tite no primeiro semestre, voltou a aparecer neste fim de tarde.
A insistência em jogar pelo meio, também característica, se repetiu no primeiro tempo. O Avaí, muito desfalcado, jogava à meia-linha e o Inter, apesar de ter muito mais posse de bola, não criava chances de gol. O gol foi sair apenas em escanteio, na única participação efetiva de Alecsandro, que escorou para Eller marcar.
A partida fácil parecia que ganharia outros contornos com a expulsão infantil de Índio no finalzinho do primeiro tempo. Que nada, o Avaí estava mesmo em péssima jornada. O maestro Marquinhos fez partida lamentável, só Muriqui incomodou. Com os catarinenses indo pra cima sem ameaçar, o jogo ficou ainda mais fácil, porque o time de Tite tocava bola mais espaço para atacar. Parecia que quem tinha um homem a mais era o Internacional.
Danilo Silva entrou muito bem, no lugar de Alecsandro, para Bolívar compor a zaga. O jovem lateral fazia jogadas pela direita com Giuliano e Magrão. Pela esquerda, D’Alessandro, Guiñazu e Kleber envolviam os avaianos. Assim, jogando tanto pelos lados quanto pelo meio, o Inter passou a desperdiçar várias chances de gol, até que Magrão ampliasse o placar.
Este jogador foi o melhor em campo, regeu a equipe no ataque e na defesa, com a raça que lhe é peculiar. Sua volta, tem deixado a torcida colorada mais tranqüila com a possível perda de Sandro para a seleção sub-20. Mas a falta de Giuliano vai doer. O meia fez mais um partidaço. Cada vez mais solto, abusou, inclusive, dos dribles. Dalessandro ainda não está na ponta dos cascos, mas sem dúvida tem dedo dele no jogo de troca de passes.
Quando tudo corria tranquilamente, a expulsão de Bolívar deu novo ânimo ao Avaí. Danny Morais entrou para suprir a posição e os catarinenses foram para o abafa. A defesa esteve bem, apesar de alguns percalços. Eller é, definitivamente, um organizador naquele setor. Nas duas chances claras do time de Silas, Lauro brilhou e garantiu o resultado.
Bem ou mal, os dois principais adversários colorados também venceram na rodada. Os grupos de jogadores dos três postulantes ao título se equivalem e todos estão mobilizados. Difícil fazer qualquer prognóstico.
- Apesar das expulsões, a equipe mais violenta em campo foi o Avaí. Pelo menos três agressões foram cometidas por jogadores catarinenses com a conivência do trio de arbitragem.
Campeonato Brasileiro 2009 – 23ª rodada
6/setembro/2009
AVAÍ 0 x INTERNACIONAL 2
Local: Estádio da Ressacada, Florianópolis (SC)
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Público: 14.152
Gols: Fabiano Eller 34 do 1º e Magrão 35 do 2º
Cartão Amarelo: Bolívar
Expulsão: Índio 43 do 1º; Bolívar 38 do 2º
AVAÍ: Eduardo Martini (5,5), Rafael (5), Émerson (4,5) e Augusto (4,5) (Caio, intervalo – 4); Fabinho Capixaba (5), Ferdinando (4,5), Marcos Vinicius (4) (Leonardo, 18 do 2º - 5), Marquinhos (4) e Eltinho (4); Muriqui (6,5) e Roberto (5,5) (Cristian, 34 d0 2º - sem nota). Técnico: Silas (4)
INTERNACIONAL: Lauro (7), Bolívar (5,5), Índio (4), Fabiano Eller (7) e Kleber (7); Guiñazu (6,5), Magrão (7,5), Giuliano (7) e Dalessandro (6,5) (Danny Morais, 39 do 2º - sem nota); Taison (6) (Edu, 32 do 2º - 5) e Alecsandro (5) (Danilo Silva, intervalo – 6,5). Técnico: Tite (7)
A insistência em jogar pelo meio, também característica, se repetiu no primeiro tempo. O Avaí, muito desfalcado, jogava à meia-linha e o Inter, apesar de ter muito mais posse de bola, não criava chances de gol. O gol foi sair apenas em escanteio, na única participação efetiva de Alecsandro, que escorou para Eller marcar.
A partida fácil parecia que ganharia outros contornos com a expulsão infantil de Índio no finalzinho do primeiro tempo. Que nada, o Avaí estava mesmo em péssima jornada. O maestro Marquinhos fez partida lamentável, só Muriqui incomodou. Com os catarinenses indo pra cima sem ameaçar, o jogo ficou ainda mais fácil, porque o time de Tite tocava bola mais espaço para atacar. Parecia que quem tinha um homem a mais era o Internacional.
Danilo Silva entrou muito bem, no lugar de Alecsandro, para Bolívar compor a zaga. O jovem lateral fazia jogadas pela direita com Giuliano e Magrão. Pela esquerda, D’Alessandro, Guiñazu e Kleber envolviam os avaianos. Assim, jogando tanto pelos lados quanto pelo meio, o Inter passou a desperdiçar várias chances de gol, até que Magrão ampliasse o placar.
Este jogador foi o melhor em campo, regeu a equipe no ataque e na defesa, com a raça que lhe é peculiar. Sua volta, tem deixado a torcida colorada mais tranqüila com a possível perda de Sandro para a seleção sub-20. Mas a falta de Giuliano vai doer. O meia fez mais um partidaço. Cada vez mais solto, abusou, inclusive, dos dribles. Dalessandro ainda não está na ponta dos cascos, mas sem dúvida tem dedo dele no jogo de troca de passes.
Quando tudo corria tranquilamente, a expulsão de Bolívar deu novo ânimo ao Avaí. Danny Morais entrou para suprir a posição e os catarinenses foram para o abafa. A defesa esteve bem, apesar de alguns percalços. Eller é, definitivamente, um organizador naquele setor. Nas duas chances claras do time de Silas, Lauro brilhou e garantiu o resultado.
Bem ou mal, os dois principais adversários colorados também venceram na rodada. Os grupos de jogadores dos três postulantes ao título se equivalem e todos estão mobilizados. Difícil fazer qualquer prognóstico.
- Apesar das expulsões, a equipe mais violenta em campo foi o Avaí. Pelo menos três agressões foram cometidas por jogadores catarinenses com a conivência do trio de arbitragem.
Campeonato Brasileiro 2009 – 23ª rodada
6/setembro/2009
AVAÍ 0 x INTERNACIONAL 2
Local: Estádio da Ressacada, Florianópolis (SC)
Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)
Público: 14.152
Gols: Fabiano Eller 34 do 1º e Magrão 35 do 2º
Cartão Amarelo: Bolívar
Expulsão: Índio 43 do 1º; Bolívar 38 do 2º
AVAÍ: Eduardo Martini (5,5), Rafael (5), Émerson (4,5) e Augusto (4,5) (Caio, intervalo – 4); Fabinho Capixaba (5), Ferdinando (4,5), Marcos Vinicius (4) (Leonardo, 18 do 2º - 5), Marquinhos (4) e Eltinho (4); Muriqui (6,5) e Roberto (5,5) (Cristian, 34 d0 2º - sem nota). Técnico: Silas (4)
INTERNACIONAL: Lauro (7), Bolívar (5,5), Índio (4), Fabiano Eller (7) e Kleber (7); Guiñazu (6,5), Magrão (7,5), Giuliano (7) e Dalessandro (6,5) (Danny Morais, 39 do 2º - sem nota); Taison (6) (Edu, 32 do 2º - 5) e Alecsandro (5) (Danilo Silva, intervalo – 6,5). Técnico: Tite (7)
Comentários
O campeonato já mostra esses três times como os grandes favoritos ao título.
1) Contornou com facilidade a expulsão do Indio;
2) Corrigiu o problema de só jogar pelo meio.
Ninguém aguenta mais o meu sorriso de "eu não disse?"... Hahahaha !
Tô mais estufado que sapo morto.
Em três rodadas, Inter ou São Paulo assumem a ponta. Que seja o Inter.
Só pude ouvir o jogo, e com um ponto cego de 12 minutos pro pronunciamento do Lula Molusco. Mas gostei da entrevista do Tite. Não dá pra negar que ele sabe preservar os seus atletas. Vide Magrão, Danilo Silva e principalmente, Giuliano. Ele retomou o controle do grupo, ao que parece.
Opinião do Ilgo Wink, no blog dele.