De olho na Sula Miranda
A Universidade do Chile enfrentará o Colorado nas oitavas-de-final da Copa Sulamericana. Nesta madrugada, venceu novamente o Deportivo Cali, desta vez na Colômbia. Um a zero, gol de Montillo. O jogo de ida havia sido 2 a 1 para os chilenos.
Assisti a peleja a partir dos 30 minutos do primeiro tempo. Muita coisa se manteve na equipe desde que enfrentou o Grêmio na fase de grupos da Libertadores. La U continua sendo um time com um toque de bola interessante, consciência tática e pegada, mas com pouco poder de fogo nas conclusões.
Miguel Pinto segue dando segurança no gol. O veterano Olarra comanda a zaga. Iturra é o centro técnico e faz a transição da defesa para o ataque com qualidade. O centro-avante uruguaio Olivera é o homem da referência, se impõe fisicamente, tem bom posicionamento, mas tecnicamente é muito fraco.
Uma das alterações na equipe foi a saída do bom meia-atacante Hernandez, negociado ao Cruz Azul, do México. Outro que saiu foi o atacante Cuevas, que ninguém entendia por que não era titular. O paraguaio conseguiu passar já por dois clubes após a Libertadores. Foi à Holanda jogar no FC Twente e já está no Olímpia.
Com a saída de Hernandez, quem mais se aproxima de Olivera no ataque é Puch, mas quem pode dar mais contribuições ofensivas é o meio-campista argentino Walter Montillo. Este jogador é o camisa dez: responsável pelas bolas paradas, de bom passe e bom drible. Nada de muito excepcional também.
Na casamata outra mudança. Sérgio Markarian deixou o cargo e cedeu lugar ao cancheiro Basualdo, aquele mesmo que jogou por muito tempo na seleção argentina e foi campeão da Libertadores pelo Vélez, em 1994, como jogador. O argentino abandonou o 3-5-2 e implantou o 4-4-2. O miolo de zaga agora é formado por Olarra e pelo uruguaio Victorino.
O jogo
A Universidad do Chile jogou postada atrás, mas sem se acovardar. Quando tinha a bola procurava sair pro jogo. O adversário era o estereótipo do time colombiano. Tentava atacar com jogadores leves, dribladores e com pouquíssima efetividade. A defesa do Deportivo Cali demonstrava muita insegurança.
Apenas na parte que consegui assistir do primeiro tempo o Deportivo conseguiu acertar algumas triangulações pelos lados do campo e confundiu a marcação chilena. Entretanto, os colombianos alçavam a bola pra ninguém.
No segundo tempo, logo aos 20 segundos, deu pré perceber que “Los Azucareros” dariam muitos espaços. Após boa troca de passes, Olivera perdeu gol, batendo muito mal na bola. Logo depois, foi a vez de Iturra chegar com força de trás, dar uma meia-lua em um defensor e chutar para boa defesa do arqueiro colombiano. Grande jogada.
O Deportivo se atirava para frente. Herrera, ex-Atlético-PR, entrou para ser a referência que faltou no primeiro tempo. Entretanto, La U acertou a defesa no intervalo, bloqueando as jogadas pelos lados. Quando a bola chegava pelo alto, a defesa chilena dava mostras de que pode ter corrigido este que era um dos grandes defeitos da equipe na Libertadores. Méritos para Basualdo.
Os contra-ataques de “Los Chunchos” eram cada vez mais perigosos. Aos 23 minutos, Montillo chutou cruzado, fraco, e fez o único gol da partida. O arqueiro colombiano estava mal posicionado. A partir daí, o Deportivo se entregou na partida e os chilenos ainda desperdiçaram algumas chances claras de gol. Só com falha do goleiro conseguiram marcar.
A Universidad de Chile parece que quer a Sulamericana. O periódico El Mercúrio destaca: “La U empieza a hacer historia”. O clube conseguiu nesta madrugada sua primeira vitória na Colômbia, em oito jogos. Foi também a primeira vez que chegou às oitavas-de-final da competição (só havia participado anteriormente em 2005).
O Internacional vai precisar ter o mesmo interesse para se manter na luta pelo bicampeonato. Se tiver, dificilmente perde a vaga. A equipe chilena é mediana tecnicamente, mas muito ajeitada. Creio que passa por um mistão colorado, mas perde para o time titular.
Assisti a peleja a partir dos 30 minutos do primeiro tempo. Muita coisa se manteve na equipe desde que enfrentou o Grêmio na fase de grupos da Libertadores. La U continua sendo um time com um toque de bola interessante, consciência tática e pegada, mas com pouco poder de fogo nas conclusões.
Miguel Pinto segue dando segurança no gol. O veterano Olarra comanda a zaga. Iturra é o centro técnico e faz a transição da defesa para o ataque com qualidade. O centro-avante uruguaio Olivera é o homem da referência, se impõe fisicamente, tem bom posicionamento, mas tecnicamente é muito fraco.
Uma das alterações na equipe foi a saída do bom meia-atacante Hernandez, negociado ao Cruz Azul, do México. Outro que saiu foi o atacante Cuevas, que ninguém entendia por que não era titular. O paraguaio conseguiu passar já por dois clubes após a Libertadores. Foi à Holanda jogar no FC Twente e já está no Olímpia.
Com a saída de Hernandez, quem mais se aproxima de Olivera no ataque é Puch, mas quem pode dar mais contribuições ofensivas é o meio-campista argentino Walter Montillo. Este jogador é o camisa dez: responsável pelas bolas paradas, de bom passe e bom drible. Nada de muito excepcional também.
Na casamata outra mudança. Sérgio Markarian deixou o cargo e cedeu lugar ao cancheiro Basualdo, aquele mesmo que jogou por muito tempo na seleção argentina e foi campeão da Libertadores pelo Vélez, em 1994, como jogador. O argentino abandonou o 3-5-2 e implantou o 4-4-2. O miolo de zaga agora é formado por Olarra e pelo uruguaio Victorino.
O jogo
A Universidad do Chile jogou postada atrás, mas sem se acovardar. Quando tinha a bola procurava sair pro jogo. O adversário era o estereótipo do time colombiano. Tentava atacar com jogadores leves, dribladores e com pouquíssima efetividade. A defesa do Deportivo Cali demonstrava muita insegurança.
Apenas na parte que consegui assistir do primeiro tempo o Deportivo conseguiu acertar algumas triangulações pelos lados do campo e confundiu a marcação chilena. Entretanto, os colombianos alçavam a bola pra ninguém.
No segundo tempo, logo aos 20 segundos, deu pré perceber que “Los Azucareros” dariam muitos espaços. Após boa troca de passes, Olivera perdeu gol, batendo muito mal na bola. Logo depois, foi a vez de Iturra chegar com força de trás, dar uma meia-lua em um defensor e chutar para boa defesa do arqueiro colombiano. Grande jogada.
O Deportivo se atirava para frente. Herrera, ex-Atlético-PR, entrou para ser a referência que faltou no primeiro tempo. Entretanto, La U acertou a defesa no intervalo, bloqueando as jogadas pelos lados. Quando a bola chegava pelo alto, a defesa chilena dava mostras de que pode ter corrigido este que era um dos grandes defeitos da equipe na Libertadores. Méritos para Basualdo.
Os contra-ataques de “Los Chunchos” eram cada vez mais perigosos. Aos 23 minutos, Montillo chutou cruzado, fraco, e fez o único gol da partida. O arqueiro colombiano estava mal posicionado. A partir daí, o Deportivo se entregou na partida e os chilenos ainda desperdiçaram algumas chances claras de gol. Só com falha do goleiro conseguiram marcar.
A Universidad de Chile parece que quer a Sulamericana. O periódico El Mercúrio destaca: “La U empieza a hacer historia”. O clube conseguiu nesta madrugada sua primeira vitória na Colômbia, em oito jogos. Foi também a primeira vez que chegou às oitavas-de-final da competição (só havia participado anteriormente em 2005).
O Internacional vai precisar ter o mesmo interesse para se manter na luta pelo bicampeonato. Se tiver, dificilmente perde a vaga. A equipe chilena é mediana tecnicamente, mas muito ajeitada. Creio que passa por um mistão colorado, mas perde para o time titular.
Comentários
Acho que o Cuevas não era titular porque simplesmente não fazia gols. Incomoda muito, mas tem sérios problemas neste sentido.
No mais, Hernandez era bom jogador foi uma perda. Não deu pra ter certeza se o Montillo está à altura.
O Cuevas tinha esse problema, mas a conclusão tem sido um problema do time todo, pelo menos nos duelos internacionais.
O Olivera, centroavante, pelo que me lembro era realmente muito fraco. Mas é um time que ganhou na Colômbia, perdeu de pouco de Grêmio e Cruzeiro. Merece certo respeito, ainda mais que, pelo que dizes, está piorizando a competição.
Off-topic: Pelotas e Porto Alegre subindo.
Gostei do título do post.
saulobotafogo.blogspot.com
E a subida do Porto Alegre representa que quatro dos 16 times do campeonato de 2010 são da Capital, 25%. Acho que há muito tempo isso não ocorria.