Só cabem 11
O melhor momento do Grêmio neste Campeonato Brasileiro teve Paulo Sérgio, Rafael Carioca, Willian Magrão, Tcheco, Anderson Pico, Perea e Marcel no time. Agora, Celso Roth recebe opções do naipe de Souza, Orteman e Morales, além de Makelele e Reinaldo. Tem grupo, portanto. Mas não pode se complicar com a fartura.
Ninguém questiona a qualidade de Souza, mas é inegável que, no momento, não há como encaixá-lo no time ideal titular do tricolor. Na ala-direita, deu poucos resultados; no ataque, idem; na articulação há Tcheco, que acertou definitivamente o Grêmio a partir de sua entrada no time. Mesmo que seja um jogador de qualidade técnica superior, seu lugar ainda é o banco. Mas isto não significa que ele não deva jogar: a toda hora haverá alguém lesionado, sempre há a chance de colocá-lo no segundo tempo e modificar o panorama do jogo. Isto é saber usar as opções do elenco. Acomodar todas em um time, além de impossível numericamente, pode prejudicar o andamento do esquema tático, brecar o bom momento de jogadores que vinham atuando e, mais, ainda diminui possíveis opções para alterar as ações da partida em um eventual segundo tempo de dificuldades.
O mesmo vale para Orteman, com um adendo: o uruguaio deu boa resposta nas duas partidas que jogou (o Gre-Nal e os 20 minutos finais contra o Fluminense), mas ainda não parece pronto para atuar com regularidade por 90 minutos em uma seqüência de partidas. Tirar, por exemplo, Willian Magrão, que vem voando baixo fisicamente, apenas para colocar o cisplatino, não é uma medida correta.
No caso do duelo contra o Goiás, no próximo sábado, Roth fará bem se utilizar Orteman na segunda função, já que Magrão pode ficar de fora por lesão. Souza deve aguardar chance no segundo tempo, ou entrar na meia desde o início, recuando Tcheco, e aí Orteman não jogaria. Soares no ataque é outra medida salutar, já que Perea está igualmente machucado.
Esta leve queda recente do Grêmio pode ter origem justamente nesta instabilidade de escalações que o time vem sofrendo. Não há porque alterar profundamente aquilo que vinha sendo praticamente perfeito. Modificam-se os acessórios, mas mantém-se a base. E aí vem um argumento quase que definitivo sobre a superioridade gremista e a grande chance que o tricampeonato chegue à Azenha: esta queda do tricolor significa 8 pontos nos últimos 15, 53% de aproveitamento, o que levaria o tricolor a mais de 70 pontos, se mantido até o final. E mais: mesmo com o decréscimo, a diferença de pontos para o vice-líder, do início do returno até esta 5ª rodada, aumentou de 2 para 6 pontos.
Em tempo:
- Mesmo que Anderson Pico seja a irregularidade em pessoa, dá contribuição maior que Hélder.
- O depoimento de Celso Roth à Polícia Federal é um inusitado transtorno em uma semana que parecia tranqüila na Carlos Barbosa. Desde que não seja preso, não vejo como isso afetar significativamente os trabalhos.
- Paraguai recebe a Venezuela hoje à noite, com chance de disparar novamente na liderança das Eliminatórias.
Ninguém questiona a qualidade de Souza, mas é inegável que, no momento, não há como encaixá-lo no time ideal titular do tricolor. Na ala-direita, deu poucos resultados; no ataque, idem; na articulação há Tcheco, que acertou definitivamente o Grêmio a partir de sua entrada no time. Mesmo que seja um jogador de qualidade técnica superior, seu lugar ainda é o banco. Mas isto não significa que ele não deva jogar: a toda hora haverá alguém lesionado, sempre há a chance de colocá-lo no segundo tempo e modificar o panorama do jogo. Isto é saber usar as opções do elenco. Acomodar todas em um time, além de impossível numericamente, pode prejudicar o andamento do esquema tático, brecar o bom momento de jogadores que vinham atuando e, mais, ainda diminui possíveis opções para alterar as ações da partida em um eventual segundo tempo de dificuldades.
O mesmo vale para Orteman, com um adendo: o uruguaio deu boa resposta nas duas partidas que jogou (o Gre-Nal e os 20 minutos finais contra o Fluminense), mas ainda não parece pronto para atuar com regularidade por 90 minutos em uma seqüência de partidas. Tirar, por exemplo, Willian Magrão, que vem voando baixo fisicamente, apenas para colocar o cisplatino, não é uma medida correta.
No caso do duelo contra o Goiás, no próximo sábado, Roth fará bem se utilizar Orteman na segunda função, já que Magrão pode ficar de fora por lesão. Souza deve aguardar chance no segundo tempo, ou entrar na meia desde o início, recuando Tcheco, e aí Orteman não jogaria. Soares no ataque é outra medida salutar, já que Perea está igualmente machucado.
Esta leve queda recente do Grêmio pode ter origem justamente nesta instabilidade de escalações que o time vem sofrendo. Não há porque alterar profundamente aquilo que vinha sendo praticamente perfeito. Modificam-se os acessórios, mas mantém-se a base. E aí vem um argumento quase que definitivo sobre a superioridade gremista e a grande chance que o tricampeonato chegue à Azenha: esta queda do tricolor significa 8 pontos nos últimos 15, 53% de aproveitamento, o que levaria o tricolor a mais de 70 pontos, se mantido até o final. E mais: mesmo com o decréscimo, a diferença de pontos para o vice-líder, do início do returno até esta 5ª rodada, aumentou de 2 para 6 pontos.
Em tempo:
- Mesmo que Anderson Pico seja a irregularidade em pessoa, dá contribuição maior que Hélder.
- O depoimento de Celso Roth à Polícia Federal é um inusitado transtorno em uma semana que parecia tranqüila na Carlos Barbosa. Desde que não seja preso, não vejo como isso afetar significativamente os trabalhos.
- Paraguai recebe a Venezuela hoje à noite, com chance de disparar novamente na liderança das Eliminatórias.
Comentários
Acho que as explicações são para a escalação do jogo com o Juventude, no Gauchão.
Certo, a vantagem de 2 pontos era na 18ª, não na 19ª rodada.
No caso do Pico, ele havia sentido no início da semana passada... e o chá de banco deve fazer bem ao NECKLESS, pois andava meio metido à besta.
"NECKLESS" = genial.
E obrigado pelos elogios, caro Ponso.