Tudo é festa
Foi uma vitória com autoridade de líder. O Náutico tentou impor seu jogo no começo, mas foi só o Flamengo acertar o pé que os pernambucanos começaram a sofrer. Foram basicamente três lances que minaram completamente quaisquer chances dos visitantes nesta tarde-noite de Maracanã cheio e muita festa.O primeiro golo surgiu logo aos 11 minutos, numa jogada confusa em que Leonardo Moura concluiu de cabeça para encobrir a saída do goleiro Eduardo. Foi o lance que desnorteou o Náutico. Até aquele momento, os nordestinos controlavam a partida e faziam um enfrentamento equilibrado com o Flamengo. Os erros de passe dos donos da casa eram a toda hora recuperados, mas faltava qualidade na chegada aos atacantes. Os rubro-negros, ao contrário, na primeira vez que tiveram chance guardaram.
Ali começava um massacre. Completamente perdido, o Náutico assistia a arrancadas voluptuosas de Renato Augusto, boas jogadas de Kléberson e o perigo constante de Marcinho e Obina. Aos 19 veio o segundo, com o próprio Marcinho em cruzamento de Juan. Leandro Machado contou, antes da bola rolar, que pretendia sair com um bom resultado do Maracanã anulando os laterais do Flamengo. Em menos de 20 minutos, ambos participaram de dois golos.
O Náutico continuou muito perdido, e o terceiro era questão de tempo. Faltou precisão nos arremates, por vezes sobrou preciosismo. Aos poucos a pressão foi diminuindo e o Timbu botando a cabeça no lugar. Os lançamentos em velocidade, porém, continuavam a pegar a defesa em linha, mas a cobertura, liderada por Paulo Almeida, conseguia dar conta do recado.
No segundo tempo o Náutico tentou fazer o que praticara nos primeiros minutos da etapa inicial. O principal problema era o afunilamento de jogadas. Ruy era quem armava o jogo, mas isso ele faz bem pela lateral, não pelo meio. A falta de subida pelas pontas facilitava muito o trabalho de Dininho, Ronaldo Angelim, Jaílton e Cristian. Numa escapada, porém, Ruy entrou livre e tocou por cima de Bruno, mas recebeu uma voadora do goleiro flamenguista. O péssimo Jailson Macedo de Freitas deu um migué e fez que não viu. Minutos depois, Kléberson fez o terceiro. Dois lances que sepultaram o Náutico.
Ao final, gritos de olé dos 47 mil torcedores presentes. A nação rubro-negra está em absoluto deleite. Uma placa de trânsito LDU-2008 e várias camisas dos equatorianos foram vistas no outrora maior do mundo. Isso sem falar na situação invejável do time de Caio Júnior na tabela: 22 pontos, 82% de aproveitamento, cinco pontos à frente do vice-líder (amanhã pode cair para dois). Enfim, muitos motivos dignos de comemoração.
Campeonato Brasileiro 2008 - 9ª rodada
5/julho/2008
FLAMENGO 3 x NÁUTICO 0
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Árbitro: Jaílson Macedo de Freitas (BA)
Público: 47.047
Renda: R$ 743.521,00
Golos: Leonardo Moura 11 e Marcinho 19 do 1º; Kléberson 15 do 2º
Cartão amarelo: Leonardo Moura, Cristian, Geraldo, Hélton, Paulo Almeida, Eduardo e Ruy
FLAMENGO: Bruno (5), Leonardo Moura (7), Dininho (6), Ronaldo Angelim (5,5) e Juan (6,5); Jaílton (5,5), Cristian (5,5), Kléberson (7) e Renato Augusto (7) (Jônatas, 17 do 2º - 5,5); Marcinho (6,5) (Diego Tardelli, 28 do 2º - 5) e Obina (5,5) (Souza, 24 do 2º - 5). Treinador: Caio Júnior (7,5)
NÁUTICO: Eduardo (4,5), Ruy (5), Luizão (5,5), Vágner Silva (4,5) e Itaqui (5) (João Paulo, 21 do 2º - 5); Paulo Almeida (5), Radamés (4,5) (Paulo Santos, 32 do 2º - sem nota), Hélton (4,5) e Geraldo (4,5); Wellington (5) e Felipe (5,5) (Gilmar, 8 do 2º - 4,5). Treinador: Leandro Machado (4)
Foto: Agência Lance
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