Se tiene fe

Branco tem sua dose de razão. Claro que contar com o apoio da torcida é fundamental, ainda mais numa final de Libertadores e com o time em desvantagem. Mas é preocupante, por outro lado, ver duas mil pessoas assistirem a um rachão soltando fogos de artifício, quando a concentração poderia ser mais séria e focada.

A angústia passa pela possibilidade de um oba-oba contagiar os jogadores 24 horas antes da decisão contra a LDU. A confiança na virada é tanta nas Laranjeiras, pelo menos no discurso externo, que já virou certeza. E a desvantagem não é pouca: o Flu tem que construir um placar com dois golos de diferença para levar à prorrogação.

Renato Portaluppi cumpre a obrigação de treinar cobranças de pênaltis. O golo de Thiago Neves em Quito foi um importante fator de recuperação da confiança no troféu inédito. Como os gremistas em 2007, cartazes com a frase "eu acredito" se espalham pelas ruas do Rio de Janeiro. Junto com bandeiras do tricolor e da LDU, rebatizada com bom humor pelos rubro-negros de "Liga dos Urubus".

Em tempo:
- Guiñazu teria recebido proposta salarial de 80 mil euros (R$ 200 mil) para jogar no Al-Jazira, de Abel Braga. Pelas declarações dadas, está claramente balançado. O Inter receberia R$ 12 milhões. Proposta tentadora para clube e atleta, dificílima de segurar. Mais difícil ainda será convencer a torcida colorada de que a venda de outro importantíssimo jogador é inevitável.

- Roger pode ser punido por ter tentado esconder o rádio atirado pelo torcedor gremista no final do clássico de domingo. Se está no código, nada a contestar. Difícil é engolir que o procurador Paulo Schmitt ainda não se convenceu de que os gestos do meia à torcida não foram ofensivos. Será que ele assiste mesmo futebol?

- Juventude de olho em Márcio Mossoró e Abedi para a disputa da Série B.

- Eurico Miranda se aposenta de vez. Pelo menos por enquanto. Além de sair da presidência do Vasco, renuncia à vice-presidência do Clube dos 13. E Romário, inteligentemente, não esperou que sua homenagem com a aposentadoria da camisa 11 fosse cassada pelo presidente Roberto Dinamite. Agradeceu a Eurico antes que isso acontecesse e, num gesto simbólico, devolveu a 11 a São Januário. Leandro Amaral já deve usá-la na rodada do fim-de-semana.

Comentários

André Kruse disse…
o que está no código é:

artigo 258 – assumir atitude contrária à disciplina ou à moral desportiva

Nem forçando muito a barra se encaixa essa atitude do roger aí. Como ele bem disse:

"Agora dá pra entender um pouquinho porque eu quis tanto vir para cá. Mas, mesmo aqui no Sul, eles não me esquecem. Eu tentei colocar o rádio no calção para quando passasse do outro lado entregar para alguém. Queriam que eu arremessasse de volta? Aí iam dizer que eu tava agredindo a minha própria torcida. Mas, por enquanto, eu não estou indiciado e não preciso falar nada"
Vicente Fonseca disse…
Eles tinham falado em algo como "ocultar provas" no caso do rádio. Existe isso?

Se for nesse artigo que tu colocou é brincadeira mesmo.
Anônimo disse…
sem falar que o atacante JEAN, do VASCO, no jogo CONTRA O GRÊMIO, fe O MESMO GESTO.

mas aí é rio de janeiro, mulatas, samba, ronaldo, travestis...
aí pode.
Vicente Fonseca disse…
djkjdsdsajkdsajkasdjkdsajk

Grande Zeh.
Anônimo disse…
poderia se fosse o GIL também...

aheuhaeuaheuaehauehaue...
Anônimo disse…
Huahuahauahuahauahuahauaha

Sem mais.
Vicente Fonseca disse…
E ele nunca jogou no Rio...
Anônimo disse…
Cara, o sonho desse Paulo Schimit era participar daqueles desfiles de fantasias no Carnaval, cujo maior expoente era o Clóvis Bornay. Como saíram de moda os desfiles, decidiu ser procurador do STJD. Tirem esse pavão de lá!!! Onde já se viu moralizar futebol???? Que moralizem fora das quatro linhas então!!!
Anônimo disse…
Qual a diferença de 2 mil pessoas fazendo festa no Flu dos 6 mil torcedores do Grêmio que foram cantar no treino em véspera de Grenal, que também precisa de concentração?
Vicente Fonseca disse…
Acho que o principal problema tem sido o discurso repetido até por Renato de que tem certeza de que o Flu sairá campeão. Não fui nem ao treino do Flu nem o do Grêmio, mas pelo que percebi, não havia clima de "oba-oba" no Olímpico, ao contrário das Laranjeiras. Além do mais, o Gre-Nal, apesar de toda sua simbologia e força cultural, valia pela oitava rodada do Brasileiro; a briga com a LDU vale o título da Libertadores. Não houve isso antes do jogo com o Boca ano passado.

Acho que tudo é uma questão de clima. E não sei até que ponto isso aí pode influir no resultado de campo. Além do que, Guerrón vestindo camisa do Flamengo no treino da LDU também pode ser interpretado como "oba-oba". O fato é que gaúchos e cariocas são de culturas diferentes. Tanto que quem viu "oba-oba" nisso tudo foi o Branco, que é gaúcho.