"Quem manda aqui sou eu!"

A frase arrogante de Tostão para Elia Júnior durante uma transmissão da Euro 1996 resume bem a rodada de ontem. Nenhum dos donos da casa perdeu: dos sete, cinco ganharam e dois empataram.

Belo Horizonte: 33 mil pagantes viram uma troca de passes de mais de 1 minuto que culminou com o golo de Marcinho, sétimo dele, artilheiro do Campeonato Brasileiro. Mas o Galo (13º, 12) empatou no segundo tempo, com Renan, aproveitando escanteio. Destaque negativo para mais uma manipulação de áudio da Globo, que aumentou o volume da torcida do Flamengo (1º, 23) fez com que o Mineirão parecesse o Maracanã. Que mania mais nojenta esta, que já pegou, pelo jeito.

Salvador: desespero duplo para os gremistas. Primeiro, ver Vagner Mancini fazer ótima campanha no Vitória (2º, 20), que já ultrapassou o próprio tricolor na tabela de classificação. Depois, constatar a fraqueza do Botafogo (16º, 11), que venceu o Grêmio domingo, mas levou 5 a 2 ontem num Barradão com 27 mil pessoas.

Recife: um golaço de Everaldo no ângulo de Rogério Ceni selou a virada do Náutico (6º, 17) para cima do São Paulo (8º, 14), por 2 a 1. O Timbu mostra sua força nos Aflitos (18 mil), enquanto o tricolor pena para deslanchar na competição.

Curitiba: foi um jogo de tempos díspares. No primeiro, muita correria seguida de erros de passe do Coritiba (9º, 13) determinaram o 0 a 0. No segundo, um massacre do Coxa, que através de Hugo (2), Rubens Cardoso e Keirrison chegou a uma goleada de 4 a 0 para cima da Portuguesa (11º, 12). Público de 15 mil.

Rio de Janeiro: não foram os 86 mil da quarta passada, apenas 11 mil estavam no Maracanã ontem. Mas o Fluminense (19º, 6) finalmente venceu a primeira e deixou a lanterna do Brasileirão, pelo menos até a noite de hoje. O irregular Atlético-PR (10º, 12) foi presa fácil para que Dodô, Conca e Somália definissem o placar de 3 a 0.

Foto: Agência Estado

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