106 anos em uma noite
Este 2 de julho de 2008 é o dia mais importante da história de 106 anos do Fluminense Foot-Ball Club. Vencendo a LDU por diferença de três golos ou mais, o tricolor carioca agarra firme a maior taça de sua história e iguala o feito de Flamengo (1981) e Vasco (1998). Aí, tudo será Mundial Interclubes e a tentativa de se equiparar definitivamente aos rubro-negros.A tarefa é complexa. A Liga não faz grande campanha, tem pouco mais de 50% de aproveitamento. Entretanto, seu copeirismo tem de ser ressaltado. Só sofreu dois golos ou mais em três partidas: na derrota de 3 a 1 para o Libertad, na primeira fase, quando já estava classificada; nos 2 a 1 para o Estudiantes, quando passou para as quartas-de-final; e na semana passada, quando fez 4 a 2 no Fluminense. A única vez nesta Libertadores que o time de Edgardo Bauza perdeu pela diferença mínima que o tricolor carioca precisa para levar à prorrogação foi quando já estava classificada e podia perder. Em 13 partidas, os equatorianos sofreram apenas 12 golos.
Fora a questão histórica, a análise tática da LDU é também um fator de complicação. Em Quito, Guerrón e Ambrosi (este com o auxílio fundamental de Bolaños) atuaram às costas dos ofensivos laterais Gabriel e Júnior César, levando perigo pelas pontas a todo o instante. Contando com a cobertura de bons volantes, a Liga atacou com consciência e cautela, sem deixar o Flu jogar. Portaluppi precisará encontrar alternativas.
Hoje, os laterais cariocas precisam inverter esta lógica, avançando na boa para reter os avanços dos ponteiros da LDU. Isso exigirá cobertura qualificada de Ygor e Arouca, que deverão sair menos para o jogo para realizar este trabalho de retaguarda, anulando a principal força do time de Bauza. É através dos lados do campo que os cariocas precisam sobressair-se, pois o os três meias, que também precisarão se doar mais, são jogadores de altíssimo nível.
O Maracanã estará lotadíssimo, mas Bauza disse que não se impressiona. Quem passou por La Plata e Boedo fala com propriedade, mas a proximidade do fato de ser o primeiro campeão equatoriano da Libertadores pode pesar, tanto a favor - motivando, quanto contra - pressionando. O Fluminense ganhou todas no Maracanã até agora, e apenas duas delas foram por diferença inferior a dois golos. Uma credencial e tanto.
Pelo lado carioca, Branco preocupa-se com um possível oba-oba. É papel de Portaluppi, como ele próprio disse após a classificação sobre o Boca Juniors, evitar isso a qualquer custo. Mas o maior adversário do Flu hoje, além da LDU, é não passar no teste de paciência que terá pela frente. Afobar-se é a senha para perder o duelo, ou ganhá-lo pela diferença insuficiente.
No mais, é a primeira decisão com dois clubes que nunca ganharam a Libertadores desde 1998, com Vasco x Barcelona de Guayaquil. Curiosamente, um carioca contra um equatoriano. Os tricolores do Rio de Janeiro esperam que, como os conterrâneos, o representante da Cidade Maravilhosa seja mais feliz na disputa de hoje à noite.
Foto: Globo Esporte
Comentários
Vicente, tu podes até discordar conceituamente da idéia do Luxemburgo nessa questão. Mas o que tu tá tentando dizer aí não se sustenta. O Palmeiras cresceu no meio-fim do Paulista justamente com essa escalação do Léo na segunda função. No jogo da Ilha, em que o Palmeiras levou 4 e foi eliminado, ele não participou pois já estava lesionado.
Esse é o §3º do Art. 10 do Estatuto do Idoso. Entendo que o Roger deve ser processado pelo que fez com o Clemer no grenal.
COLOCA O ROGER NA CADEIA DE UMA VEZ!
=PPPP