Onde está a involução?
Nunca se exigiu tanto fisicamente dos jogadores no futebol. Nunca a preparação física foi tão importante. Há tempos que a técnica pura e simples não é garantia de vitória, se um time não está bem preparado para agüentar as batalhas de 90 minutos. Enfim, nunca os jogadores de futebol foram tão bem preparados fisicamente. E, paradoxalmente, nunca se lesionaram tanto.
E não são lesões de uma ou duas semanas. A moda são as paradas longas, de pelo menos 40 dias. Truculência dos adversários? Nada disso. A violência dentro das quatro linhas diminuiu bastante nas últimas décadas. Estas lesões sérias não tem um vilão definido, como antigamente. Em 1966, a zaga de Portugal foi a responsável por caçar Pelé em campo. Em 1993, no amistoso Capão da Canoa 1 x 6 Grêmio, no majestoso Estádio Mariscão, o vilão que causou a fratura dupla na perna do goleiro Émerson foi o centroavante MELANCIA. Em 1997, foi Michel Salgado quem causou (e ainda causa) a ira de Neto por ter "operado" Juninho Paulista às vésperas da Copa da França. As lesões de hoje em dia ocorrem geralmente sozinhas. Os vilões passaram a ser os ligamentos colaterais do joelho, a patela, os músculos da virilha, o púbis.
A Dupla Gre-Nal sofre com as lesões. Sorondo está em recuperação e só deve voltar em maio, sete meses depois. Nilmar, que já parou diversas vezes, está há mais de dois meses parado. Soares e Reinaldo sofreram lesão parecida e cada um desfalca o Grêmio por 45 dias. Hoje foi a vez de Anderson Pico. Sem falar em Renan, Edinho, Fernandão (três meses fora em 2007), Bruno Teles, Teco, Rodrigo Mendes, Willian Magrão...
Talvez a exigência tenha levado os atletas ao esgotamento, e sempre propensos a ultrapassar o limite do suportável e, superando esta barreira, ocorrem as lesões. Talvez. Ou então pode ser só impressão minha. O caso é que não me atreverei a dar resposta pois, ao contrário de muitos de meus colegas de profissão, tenho consciência de que não entendo de todos os assuntos a ponto de poder opinar com coerência sobre eles. A discussão pede mais opiniões, ou alguém da área da Medicina Esportiva ou Educação Física.
E não são lesões de uma ou duas semanas. A moda são as paradas longas, de pelo menos 40 dias. Truculência dos adversários? Nada disso. A violência dentro das quatro linhas diminuiu bastante nas últimas décadas. Estas lesões sérias não tem um vilão definido, como antigamente. Em 1966, a zaga de Portugal foi a responsável por caçar Pelé em campo. Em 1993, no amistoso Capão da Canoa 1 x 6 Grêmio, no majestoso Estádio Mariscão, o vilão que causou a fratura dupla na perna do goleiro Émerson foi o centroavante MELANCIA. Em 1997, foi Michel Salgado quem causou (e ainda causa) a ira de Neto por ter "operado" Juninho Paulista às vésperas da Copa da França. As lesões de hoje em dia ocorrem geralmente sozinhas. Os vilões passaram a ser os ligamentos colaterais do joelho, a patela, os músculos da virilha, o púbis.
A Dupla Gre-Nal sofre com as lesões. Sorondo está em recuperação e só deve voltar em maio, sete meses depois. Nilmar, que já parou diversas vezes, está há mais de dois meses parado. Soares e Reinaldo sofreram lesão parecida e cada um desfalca o Grêmio por 45 dias. Hoje foi a vez de Anderson Pico. Sem falar em Renan, Edinho, Fernandão (três meses fora em 2007), Bruno Teles, Teco, Rodrigo Mendes, Willian Magrão...
Talvez a exigência tenha levado os atletas ao esgotamento, e sempre propensos a ultrapassar o limite do suportável e, superando esta barreira, ocorrem as lesões. Talvez. Ou então pode ser só impressão minha. O caso é que não me atreverei a dar resposta pois, ao contrário de muitos de meus colegas de profissão, tenho consciência de que não entendo de todos os assuntos a ponto de poder opinar com coerência sobre eles. A discussão pede mais opiniões, ou alguém da área da Medicina Esportiva ou Educação Física.
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