O drama de enfrentar os pequenos

Somente uma vez o Internacional enfrentou um adversário de Santa Catarina pela Copa do Brasil. Em 1990 logo de cara, o fraco time colorado (que se safou do rebaixamento no Brasileiro na última rodada) pegou o Criciúma e foi eliminado. Fez 1 a 0 no Beira-Rio, mas levou 2 a 0 no Heriberto Hülse. Foi a primeira eliminação para uma equipe de menor porte no segundo maior torneio nacional.


Talvez este seja o grande drama colorado na competição. Se antes do título de 1992 (quando o Inter enfrentou grandes do porte de Corinthians, Grêmio e Palmeiras) o time, além do Criciúma, ainda havia sido eliminado pelo mediano Goiás (1989), foi depois da conquista sobre o Fluminense que a maldição começou. Em 1993, depois de eliminar o risível Ji-Paraná, os então atuais campeões caíram diante do Londrina. 1 a 1 no Estádio do Café, 0 a 1 em Porto Alegre. Aquele primeiro semestre de ano foi particulamente trágico, pois ainda houve a eliminação precoce na Libertadores e a perda do estadual para o rival.


Um ano depois, o time exibiu dificuldades para eliminar o Paraná e o Bahia, mas caiu diante do Ceará. Levou 1 a 0 em Fortaleza, fez 2 a 1 no Beira-Rio e caiu pelo saldo qualificado. O juiz Léo Feldman teve atuação decisiva na eliminação vermelha. Lembrando que o Ceará ainda eliminou o Palmeiras campeão brasileiro e fez a final com o Grêmio, ficando com o vice-campeonato.


Em 1998, uma das mais lamentáveis tragédias. O colorado foi eliminado na primeira fase pelo América-MG de Dinho. Perdeu por 1 a 0 em Belo Horizonte, devolveu o placar no Beira-Rio, mas perdeu nos pênaltis. Em 1999, o time prometia o título em seu 90º aniversário, mas parou no tradicional algoz Juventude. Na campanha, eliminou Villa Nova-MG, Camaçari, Guarani e Goiás. Depois de um 0 a 0 em Caxias do Sul, a classificação era dada como certa. A torcida lotou o Beira-Rio e presenciou um show de Márcio Mixirica e Mabília: 4 a 0 para a papada, que saiu campeã.


O Fortaleza foi o algoz em 2001. O Inter perdeu de 1 a 0 no Ceará, mas ficou no 0 a 0 em Porto Alegre, logo na segunda fase. Dois anos depois, com um time recheado de jovens talentosos, a equipe de Muricy Ramalho caiu diante do Remo: perdeu no Pará por 1 a 0, fez 2 a 1 em casa e perdeu pelo saldo qualificado. Ainda houve a polêmica eliminação de 2005 para o Paulista: dois placares em 1 a 0 levaram a decisão aos pênaltis. O Inter já estava em desvantagem nas cobranças, e aí Perdigão chutou no travessão. A bola caiu dentro do golo, mas o péssimo Djalma Beltrami não viu assim. O time de Vagner Mancini sairia campeão semanas depois.


Como se vê, o Inter normalmente tem sérias complicações quando precisa reverter uma desvantagem de 1 a 0. Marcar golos hoje em Chapecó parece ser um bom começo para evitar uma nova tragédia.

Comentários

tá louco, mas que agouro, ô, fonseca! vira essa boca pra lá! hehehe! um abraço
Vicente Fonseca disse…
Flautas à parte (e eu as adoro), era uma necessidade jornalística fazer um histórico das eliminações precoces do Inter na Copa do Brasil. Não sei se algum outro time de expressão foi tantas vezes eliminado por equipes pequenas na história desta competição.

Abraço ao amigo.
Ponso disse…
Sinto todo o poderoso histórico ORACULAR da família Fonseca agir a todo pano nesta quarta-feira. Tem boi na linha. Fiquem atentos.
Vicente Fonseca disse…
Meu cachimbo mágico prevê uma noite de choro, de um lado, e gargalhadas, de outro, a algums centenas de quilômetros da Província de São Pedro.

Vê também um estádio gigantesco, sem qualquer TORÓ, mas uma chuva de lágrimas de uma nação cantante.

sdakhhshdakjs
Faltou dizer que o Inter tem um histórico negativo com o Paraná, não?

Se não me engano, sofreu eliminações em 95 e 96 pelo tricolor paranaense.
Vicente Fonseca disse…
Estou considerando o Paraná um time médio, bem como o Criciúma. O Inter caiu em 95 para o Paraná. Em 1996 e 97 o Flamengo foi o algoz.
Anônimo disse…
Boa a idéia da seção "tirando nas cartas". Fica a sugestão para batizá-la de "na cega", em homenagem à rodada final em um empate de 23 a 23.