História sem fim
A partida de hoje na Bombonera foi um típico jogo do Boca Juniors dos últimos 10 anos - talvez a década mais gloriosa de uma equipe do planeta desde o Santos de Pelé. O Atlas é um time bem razoável. Dispõe de uma boa meia-cancha comandada pelo argentino Centurión e um ataque movediço formado por Marioni (ex-Boca) e Achucarro (ex-Cerro Porteño). Fez o que todo time faz: tenta atacar o Boca, sob aquele clássico (e verdadeiro) argumento de que se encolher em La Boca é suicídio. Levou perigo, mas não fez.
E aí, veio a primeira falha e o golo de Palacio. Cruzamento despretensioso de Morel Rodríguez, Vidrio e Colotto não foram na bola, Robles não acompanhou o atacante, que só escorou. O Atlas jogava melhor, atacava, mas perdia. E Riquelme nem havia entrado de fato no jogo ainda.
Para o segundo tempo, Carlos Ischia conversou bem com os xeneizes. Vargas (ex-Inter) e Ledesma voltaram ainda melhores, e Riquelme começou a jogar. Eu nem precisava mais continuar contando o que aconteceu. Grêmio e Internacional já viveram isso nos últimos três anos.
O Atlas melhorou com as entradas de Pacheco e Mendivil. Caranta fez duas grandes defesas. Aí, nova falha da defesa mexicana, e Palacio ampliou, aos 35. Aos 37, cruzamento de Dátolo para o histórico golo 181 de Palermo, agora maior artilheiro da história do Boca Juniors, que goleava.
De novo.
Copa Libertadores da América 2008 - 1ª Fase - Grupo 3 - 2ª rodada
6/março/2008
BOCA JUNIORS 3 x ATLAS 0
Local: Bombonera, Buenos Aires (ARG)
Árbitro: Roberto Silvera (URU)
Público: não divulgado
Golos: Palacio 32 do 1º; Palacio 35 e Palermo 37 do 2º
Cartção amarelo: Ledesma, Achucarro, Colotto e Centurión
Expulsão: Vidrio 44 do 2º
BOCA JUNIORS: Caranta (7), Maidana (5), Cáceres (4,5), Paletta (5,5) e Morel Rodríguez (5,5); Battaglia (6), Ledesma (6,5), Vargas (6) (Dátolo, 31 do 2º - 5,5) e Riquelme (6) (Gracián, 38 do 2º - sem nota); Palacio (7) (Castromán, 39 do 2º - sem nota) e Palermo (6). Treinador: Carlos Ischia (7)
ATLAS: Bava (5), Vidrio (3,5), Colotto (4) e Robles (4,5); Flores (5), Valdez (5), Medina (5) (Pacheco, 24 do 2º - 5,5), Centurión (5,5) (Vera, 24 do 2º - 5) e Rergis (5); Achucarro (5) e Marioni (5,5) (Mendivil, 24 do 2º - 5). Treinador: Miguel Brindisi (5,5)
Foto: AP
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